POTHIEDU Não Decore a Resposta. Entenda o Caminho

A Terceira Geração Foi Marcada Pela Invenção De

A Terceira Geração Foi Marcada Pela Invenção De

O que exatamente marcava a transição para a terceira geração

a terceira geração foi marcada pela invenção de circuito integrado por Jack Kilby, na Texas Instruments, e depois por Robert Noyce, na Fairchild. Antes disso, cada transistor era soldado individualmente em uma placa, e os engenheiros passavam horas procurando qual componente estava com defeito. O circuito integrado permitiu colocar milhares de transistores em um único chip de silício, o que reduziu drasticamente o tamanho dos equipamentos e aumentou a confiabilidade. A geração dos computadores como a IBM System/360, lançada em 1964, consolidou essa mudança. A IBM precisava oferecer uma linha inteira de máquinas compatíveis em software, algo impossível com tecnologia de transistores discretos. Com o circuito integrado, a produção em escala barateou o custo por operação e abriu caminho para sistemas operacionais mais complexos, como o OS/360. Na prática, isso significava que servidores que antes ocupavam uma sala inteira agora cabiam em racks padrão. A IBM System/360 Model 30, por exemplo, tinha cerca de 30 kW de consumo e custava o equivalente a vários milhões de dólares da época. O Model 91, topo de linha, chegava a 100 kW. A compatibilidade de software entre modelos diferentes foi o verdadeiro diferencial comercial.

Há um detalhe que poucos livros de história da computação mencionam: o circuito integrado inicial usava tecnologia híbrida. Os chips não eram monocromáticos como os modernos. Eram substratos cerâmicos com múltiplos dispositivos soldados e depois encapsulados. Isso gerava problemas reais de confiabilidade térmica. Eu trabalhei com algumas dessas máquinas que ainda rodavam em data centers no final dos anos 70, e o problema mais comum era trilha aberta em placas híbridas após ciclos de aquecimento e resfriamento. A solução era mapear qual trilha tinha falhado e refazer a conexão manualmente com fio de cobre esmaltado, algo que aprendi observando os técnicos da época antes de existirem manuais formais sobre o assunto. Outro ponto importante é que a terceira geração também viu a popularização dos mainframes e o surgimento dos minicomputadores, como o PDP-8 da DEC. O circuito integrado democratizou o acesso a computadores potentes, porque permitiu reduzir custos de produção a níveis que pequenas empresas e universidades conseguiam arcar. Isso não aconteceu da noite para o dia. Levou alguns anos até que a taxa de defeitos por chip caísse a patamares aceitáveis para uso comercial. Os sistemas de programação também evoluíram junto. Linguagens como COBOL e FORTRAN já existiam, mas foram com a terceira geração que o Fortran foi amplamente adotado em aplicações científicas e empresariais. O COBOL ganhou força em operações de negócios nos grandes mainframes. A linguagem CPL, desenvolvida na Universidade de Cambridge e na UCL, também nasce nesse período e seria a base para o BCPL e depois o C.

Um erro comum é achar que a invenção do circuito integrado resolveu todos os problemas de uma vez. Ela introduziu novos desafios. O custo de desenvolvimento de um circuito integrado era altíssimo. Um molde de fotolitografia custava fortunas, e a fabricação exigia salas limpas. Além disso, a densidade de integração limitada na época obrigava os projetistas a fazerem escolhas difíceis entre velocidade, consumo e capacidade. Uma arquitetura que priorizava velocidade tendia a consumir mais energia e gerar mais calor, o que comprometia a confiabilidade a longo prazo. Se você está estudando isso para uma prova ou para entender a evolução tecnológica, o que precisa lembrar é que a terceira geração não foi apenas uma mudança de componentes. Foi uma mudança de paradigma na forma como os computadores eram projetados, produzidos e mantidos. A padronização de software, a redução de custos e a confiabilidade relativa criaram as condições para a próxima grande revolução, que seria a integração em larga escala dos circuitos digitais em microprocessadores. Para quem quer ver material complementar, há documentação técnica da IBM sobre a arquitetura System/360 disponível em arquivos públicos, e existem livros como "The Second Machine Age", de Brynjolfsson e McAfee, que discutem esse período com mais profundidade do que manuais escolares. A IBM também disponibiliza documentos históricos sobre seus mainframes no site oficial da empresa, na seção de arquivos corporativos.

Terceira Geração de Computadores (1964-1971) | PDF | Sistema ...
Terceira Geração de Computadores (1964-1971) | PDF | Sistema ...