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Abraham Lincoln Quem Foi

Abraham Lincoln Quem Foi

O que você precisa saber sobre Lincoln

Abraham Lincoln foi o 16º presidente dos Estados Unidos, governando de 1861 até seu assassinato em 1865. Ele é mais conhecido por liderar o país durante a Guerra Civil Americana e por assinar a Proclamação de Emancipação, que libertou os escravos nos estados Confederados.

Abraham Lincoln quem foi: contexto histórico

Lincoln nasceu em 1809, em uma cabana de madeira no Kentucky. Cresceu na pobreza extrema. Seu pai era fazendeiro e não tinha recursos para educação formal. Lincoln estudou pouco mais do que lhe era possível, lendo livros emprestados à noite com uma vela de sebo queimando. Isso moldou sua forma de falar e escrever: direta, sem adornos, prática. Ele se tornou advogado em Illinois, entrou na política como membro do Partido Whig e depois no recém-criado Partido Republicano. Sua campanha presidencial de 1860 foi apertada. Ganhou com apenas 40% dos votos populares, mas venceu no Colégio Eleitoral porque o voto dividido entre os candidatos sulistas garantiu a vitória. Quando assumiu, quatro estados já tinham se separado. A situação era caótica. Não havia precedentes para isso. Lincoln precisava decidir entre preservar a União pela força ou aceitar a dissolução. Ele escolheu a força. O resto é história. Durante a guerra, Lincoln enfrentou problemas reais. Um deles era a resistência dos generais da União, que eram lentos para atacar. Ulysses Grant finalmente fez diferença quando Lincoln o colocou no comando, mas antes disso perdemos milhares de homens em batalhas evitáveis. Lincoln dizia que queria um general que "lutasse". A maioria só sabia ganhar posições defensivas. Outro problema foi a questão da emancipação. Muitos no Norte queriam lutar pela união, não pelos negros. Lincoln sabia que transformar a guerra em uma cruzada abolicionista poderia fazer os estados fronteiriços escravagistas se juntarem aos Confederados. Ele esperou nove meses após o início da guerra, até a Batalha de Antietam, para anunciar a Proclamação de Emancipação. Foi uma decisão calculada, não ideológica. O efeito foi imediato: nenhum estado da União apoiou a Confederação e a guerra ganhou um propósito moral que impossibilitava negociações de paz.

Lincoln e o legado

Ele foi reeleito em 1864, derrotando George McClellan, o mesmo general que ele havia demitido anos antes. A reeleição só foi possível porque as tropas da União estavam ganhando. Sherman tomando Atlanta mudou tudo. Lincoln foi assassinado por John Wilkes Booth, um ator e simpatizante confederado, em 14 de abril de 1865, cinco dias após o fim efetivo da guerra. Booth gritou "Sic semper tyrannis!" ao saltar do palco do Teatro Ford. Lincoln morreu na cama ao lado do teatro na manhã seguinte. Sua presidência redefiniu o papel do governo federal. A guerra trouxe impostos federais, bancos nacionais, ferrovias transcontinentais e a 13ª Emenda. Sem a guerra, essas coisas provavelmente levariam décadas para acontecer.

O que as pessoas frequentemente erram sobre Lincoln

Muita gente acha que Lincoln libertou todos os escravos com a Proclamação. Não libertou. A proclamação só se aplicava aos estados em rebelião. Escravos nos estados fronteiriros que permaneceram na União continuaram escravizados até a 13ª Emenda, aprovada em dezembro de 1865, dois meses após sua morte. Outro equívoco comum é achar que Lincoln era um abolicionista radical desde o início. Ele era contra a expansão da escravidão, sim, mas sempre disse que não interferiria onde ela já existia. Sua posição evoluiu com a guerra. Começou como unionista convencional. Terminou como aliado da emancipação total. A mudança foi gradual e muitas vezes frustrante para os radicais da época.

Quem foi Abraham Lincoln: fontes confiáveis

Se você quer entender Lincoln de verdade, esqueça os resumos escolares. Leia o Discurso de Gettysburg na íntegra e analise cada palavra. Odiscurso tem apenas 272 palavras e levou dois minutos para ser pronunciado. Lincoln passou semanas refinando cada termo. A versão final é diferente dos esboços iniciais. O manuscrito "Blair Copy" mostra mudanças sutis que mudam completamente a interpretação. Para contexto mais amplo, o livro "Team of Rivals" de Doris Kearns Goodwin mostra como Lincoln montou seu gabinete com os maiores rivais políticos que tinha. Isso não era ingenuidade. Era estratégia pura. Ele sabia que precisava das diferentes facções do Partido Republicano unidas para sobreviver politicamente durante a guerra. A correspondência de Lincoln, compilada em múltiplas edições acadêmicas, revela um homem que escrevia cartas longas e detalhadas para explicar suas decisões. Muitas dessas cartas nunca foram enviadas. Lincoln as escrevia para organizar seus próprios pensamentos antes de tomar uma decisão difícil.