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Adotada Por Uma Família De Duques Assassinos

Adotada Por Uma Família De Duques Assassinos

Adotada por uma Família de Duques Assassinos

Como foi crescer em uma linhagem de duques que matavam por trabalho

Eu não vim de uma família comum. Minha mãe biológica me abandonou no portão de um casarão que ficava nos subúrbios da Toscana, e meus pais adotivos eram simplesmente conhecidos como a família Valori — duques desde 1687 e executores até antes disso. Dizem que minha adoção foi registrada como "adoção diplomática" para evitar escândalos, mas na prática, foi apenas a forma que eles encontraram para colocar outra criança na casa sem levantar suspeitas dos vizinhos. Minha vida começou aos sete anos. Naquela época, eu já sabia que o porquê de sempre terem "encomendas" quando havia luar. Eu também sabia que a biblioteca tinha livros que não continham receitas, mas manuais de como desmontar um corpo sem fazer sujeira. Meu irmão mais velho, Lorenzo, me ensinou que a verdade era simples: você não pergunta o quê, apenas pergunta se estava limpo.

O método de treinamento que usavam

Eles não tinham escola. Tinha um método. Primeiro, você aprendia a andar sem fazer barulho em chão de mármore. Segundo, você aprendia a matar sem deixar sangue em tecidos claros. Terceiro, e isso eu só descobri anos depois, você aprendia a ser duque sem parecer um duque. Meu primeiro cliente pessoal foi um mercador que devía dinheiro a um rival e não queria pagar com a vida. Eu tinha quatorze anos e já sabia que a maioria dos assassinatos era feita com venenos de ação lenta, não com facas. Usei belladonna em vinho tinto, diluído em água mineral. Funcionou em quatro horas, sem dor aparente. O mercador não morreu por algo grandioso, apenas por ter subestimado uma menina adoptada por duques assassinos.

A regra que ninguém contava

O silêncio era a primeira lição. Você não fazia barulho quando entrava em uma sala. Você não fazia perguntas quando via um corpo. Você não fazia dramas quando descobria que seu irmão de criação também era apenas um executante como você. Eu pessoalmente encontrei um problema quando meu avô, o duque Cesare Valori, me contratou para eliminar um cardeal que estava investigando os negócios da família. Eu tinha dezesseis anos e já sabia que a maioria dos religiosos não entendia de venenos, mas entendia de confissões. Usei digitáxina em uma cápsula de ouro. Funcionou em doze horas. O cardeal não morreu por algo religioso, apenas por ter subestimado uma adotada.

PARTE 2: FUI ADOTADA PELA FAMÍLIA ASSASSINA DO DUQUE - YouTube
PARTE 2: FUI ADOTADA PELA FAMÍLIA ASSASSINA DO DUQUE - YouTube

O que ninguém te conta sobre essa linhagem

Eu aprendi que ser duque não era sobre poder, era sobre discrição. Eu não usava títulos nobres quando entrava em uma taverna. Eu não usava armas brilhantes quando trabalhava. Eu não usava dramatismo quando explicava como alguém havia morrido. Pessoalmente, eu encontrei um problema quando minha mãe biológica reapareceu quando eu tinha vinte e dois anos. Ela queria saber o porquê de eu nunca visitar. Eu não disse que não queria ver alguém que me abandonou no portão de um casarão. Eu apenas disse que estava ocupada com encomendas.

A única regra que eu seguia

Você não pergunta o quê, você pergunta se estava limpo. Eu também não perguntava o porquê, apenas perguntava se funcionou. Eu também não fazia julgamentos sobre quem merecia viver ou morrer. Eu apenas fazia meu trabalho. Essa era a vida. Essa era a família. Essa era a verdade sobre ser adotada por uma família de duques assassinos. Você não perguntava o porquê, apenas aceitava o quê. Você não fazia drama, apenas fazia trabalho. Você não perguntava, apenas fazia. Eu ainda me lembro da primeira vez que usei veneno em alguém. Eu tinha catorze anos e já sabia que a maioria das mortes era feita sem sujeira. Eu também sabia que meu pai adotivo, o duque Raffaele, me observava sem julgar. Ele simplesmente aprontou quando eu