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Amplificador De Som Para Carros

Amplificador De Som Para Carros

Como funciona um amplificador de som para carros na prática

A maioria das pessoas compra um amplificador pensando que vai resolver todos os problemas do sistema de áudio. Na realidade, o amplificador só entrega o volume e a potência que já existem no sinal de entrada. Se a fonte ou os cabeamentos forem ruins, o amplificador apenas amplifica a sujeira junto com o sinal limpo. Antes de instalar qualquer coisa, o primeiro passo é verificar a compatibilidade entre o amplificador e as caixas que você já tem. A impedância de cada caixa determina quanto trabalho o amplificador vai enfrentar. Um amplificador de 2 ohms forçando o dobro de corrente que o projetado exige vai esquentar rápido e entrar em proteção térmica, especialmente em dias quentes dentro do carro.

O que saber antes de comprar um amplificador de som para carros

Os amplificadores Class D dominam o mercado automotivo porque alcançam eficiências próximas de 75%, enquanto os Class AB ficam na casa dos 50 a 60%. Isso significa que um amplificador Class D de 500W RMS consome menos energia do que um Class AB equivalente, o que reduz o carregamento do alternador. Não subestime isso. Em carros com sistemas elétricos já fragilizados, um Class AB muito potente pode drenar a carga do alternador durante rodadas longas. Outro ponto que ninguém menciona direito: o ganho (gain) do amplificador não serve para aumentar o volume como um controle comum. O ganho ajusta o nível de entrada para igualar o sinal de saída ao nível do player. Defini-lo alto demais é a principal causa de distorção e queima de alto-falantes. Já vi muita gente ligando um amplificador com o ganho no máximo, tocando uma música qualquer, e achando que estava bom até ouvir distorção grave nos médios.

Instalação correta, sem complicação

O cabo de alimentação deve ir direto da bateria, com um fusível na distância de 30 a 50 centímetros do terminal positivo. Distância maior do que isso não faz diferença prática e só aumenta resistência desnecessária. O tamanho do cabo depende da potência total do sistema. Para um amplificador de 300W RMS, um cabo de 4 AWG é suficiente. Para um sistema com 1000W ou mais, exige-se no mínimo 0 AWG se a fiação passar por todo o comprimento do veículo. O cabo de sinal (RCA) deve trafegar no lado oposto do cabo de alimentação, preferencialmente pela lateral esquerda do carro enquanto o cabo de força vai pela direita. Isso minimiza ruídos indesejados, conhecidos como chiado de alternador. Esse chiado fica mais evidente quando o motor está em marcha lenta e aumenta proporcionalmente ao giro do motor. Não adianta colocar filtros ferrite depois; a solução é evitar o problema desde o início com o roteamento correto dos cabos. A aterração também merece atenção. O fio terra deve ser conectado em um ponto de chassi limpo, sem pintura, e preferencialmente o mais próximo possível do amplificador. Conexão com parafuso e arruela denteada é o padrão que funciona. Juntar vários fios de terra em um único ponto é aceitável, mas só se esse ponto tiver uma área de contato significativa com o chassi. Junte dois fios grossos num parafuso pequeno e a resistência sobe sem aviso.

Mini Amplificador De Som Para Carro Com Bluetooth De 4canais ...
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O filtro de entrada e a configuração do cross-over são onde a maioria erra. O filtro de linha (supressor de ruído) instalado junto ao amplificador só atenua ruídos que já estão entrando pelo cabo de alimentação. Se o ruído vier do cabeamento de sinal, o filtro de linha não resolve nada. Quanto ao cross-over, configurar uma rollover de 80Hz em um subwoofer é razoável, mas cruzar uma coluna em 12kHz sem considerar a directividade do tweeter pode criar uma zona morta na cabine. Testar a configuração ouvindo música, não confiando apenas nos olhos do equalizador, costuma entregar resultados melhores na prática. Há casos em que um amplificador simplesmente não compensa. Se o carro já tem um sistema de fábrica com impedância alta e a cabeça de som não entrega mais do que 2 volts de saída RMS, adicionar um amplificador custa pouco em comparação ao ganho real. Nesse cenário, um processador de sinal com DSP integrado resolve melhor a questão do que um amplificador de entrada simples. O processador trata o sinal antes da amplificação, corrigindo fase, tempo e equalização de forma que um amplificador sozinho jamais conseguiria.