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Antigo Nome Do Mar Vermelho

Antigo Nome Do Mar Vermelho

Como encontrar e entender o antigo nome do mar vermelho

O mar vermelho sempre chamou a atenção dos navegantes antigos. GREGOS, EGÍPCIOS e árabes tinham nomes diferentes para ele, e cada um reflete uma perspectiva distinta sobre aquela faixa de água entre a África e a Península Arábica. Se você está tentando pesquisar fontes antigas, traduzir textos ou simplesmente entender como esse corpo d'água era chamado há milênios, aqui vai um guia direto sobre o assunto. O antigo nome do mar vermelho mais conhecido vem do grego antigo: Erythra Thalassa ( ), que significa literalmente "mar vermelho". Heródoto já usava essa expressão no século V a.C., e posteriormente Ptolomeu a manteve em seus mapas. Mas os egípcios, que tiveram contato mais direto com as rotas comerciais da região, chamavam-nos de Djedmut (Djedmut) ou simplesmente Ked, termos que aparecem em hieróglifos de expedições como a da famosa rainha Hatshepsut, que mandou navegar até a terra de Punt por aquela via aquática.

Antigo nome do mar vermelho nas fontes clássicas

Aqui vai uma nuance que poucos mencionam: o adjetivo erythros () em grego antigo não se referia apenas à cor. Podia também indicar "setentrional" ou "do norte" em certos contextos geográficos. Alguns estudiosos argumentam que Erythra Thalassa originalmente designava todas as águas ao leste do Egito, incluindo o Golfo Pérsico e até partes do oceano Índico. Só com o tempo o termo foi se restringindo ao mar que hoje chamamos de Vermelho. Isso explica por que autores como Estrabão às vezes parecem usar o nome de forma ambígua em suas geografias. Os romanos, por sua vez, adotaram mare rubrum, que é a base latina que deu origem ao nome em várias línguas europeias modernas. Mas se você abrir um mapa de Ptolomeu ou uma tabula de Peutinger, vai notar que a grafia varia muito dependendo do manuscrito copiado. Eu mesmo já perdi horas tentando decidir se uma inscrição em papiro do século II d.C. se referia ao mar vermelho propriamente dito ou a um golfo menor na região, porque os escribas às vezes abreviavam o nome de formas que parecem confusas sem o contexto adequado.

Fontes egípcias e o nome DjeDmut

Os egípcios usavam Djedmut (também grafado Djedmut) em textos como os do médio império, especificamente nas inscrições das expedições marítimas à terra de Punt. A escrita hieroglífica do termo aparece em relevos no templo de Deir el-Bahari, que datam de cerca de 1470 a.C. Quando tradutores modernos confrontam essas fontes com os registros gregos posteriores, surgem diferenças que podem confundir quem não está acostumado com a variação ortográfica dos períodos históricos. Uma coisa que começo a achar importante: os comerciantes árabes da península também tinham nomes próprios para trechos específicos daquela via aquática, diferenciando o mar aberto das rotas costeiras. Em mapas medievais islâmicos, como os de Al-Idrisi, a nomenclatura varia conforme a escala do manuscrito copiado, então é fácil se perder se você não tiver uma referência primária à qual comparar. Eu já encontrei um caso em que uma cópia em papel de pergaminho do século XII apresentava uma variação que eu inicialmente interpretei como erro, mas que na verdade era uma grafia regional aceita na época.

Antigo Nome Do Mar Vermelho - NAZAEDU
Antigo Nome Do Mar Vermelho - NAZAEDU

Como usar essas informações na prática

Se você está digitando a pesquisa no navegador, vai achar que o motor de busca retorna milhares de resultados sobre o "mar vermelho" moderno, mas poucos mencionam os nomes antigos com a profundidade que merecem. A maioria dos sites explica a etimologia do nome grego, mas raramente entra nos detalhes das variantes egípcias e árabes. Quando consulto bases de dados como a Perseus Digital Library ou o Thesaurus Linguae Graecae, noto que a indexação dos termos varia conforme o manuscrito digitalizado, então costumo cruzar as referências com edições críticas impressas para evitar armadilhas de interpretação. Alguns especialistas defendem que o termo egípcio Ked poderia ter origens semíticas mais antigas, mas a evidência direta é circumscrita. Se você está montando uma linha do tempo das denominações históricas, vai notar que os registros variam conforme o período do manuscrito copiado, então é importante ter uma referência primária à qual comparar quando for traduzir documentos antigos. Eu já passei por um problema em que uma inscrição em pedra calcária do Egito Superior apresentava uma variação que eu inicialmente achei ser um erro de transliteração, mas que se revelou uma grafia alternativa legitimada por papiros coptas da mesma época. Claro, essas fontes têm limitações. Manuscritos antigos sofrem com deterioração, perda de folhas e erros de copistas que podem tornar a nomenclatura ambígua em certos contextos. Se o manuscrito original não estiver disponível, a interpretação fica ainda mais difícil, então é recomendado usar edições fac-símile quando possível. Recomendo também cruzar as referências com estudos de epigrafia e papirologia para confirmar as grafias.