Assinale A Alternativa Onde O Sujeito Não Foi Corretamente Grifado
Identificando erros de grifo do sujeito em questões de português
Achei essa pegadinha bem comum em concursos e vestibulares há anos. O enunciado pede para assinale a alternativa onde o sujeito não foi corretamente grifado e, na prática, a maioria dos alunos erra porque não domina a diferenciação entre sujeito simples, composto, oculto e oração sem sujeito. O que acontece na hora da prova é o seguinte: a banca coloca uma frase com termos destacados e você precisa julgar se o grifo corresponde realmente ao sujeito. Parece simples até você deparar com casos mais chatos, como orações substantivas e adjetivas que funcionam como sujeito, mas que muitos candidatos não reconhecem imediatamente.
assinale a alternativa onde o sujeito não foi corretamente grifado
Vou listar os erros mais frequentes que eu já vi em correções e material didático. O primeiro é confundir objeto direto com sujeito. Quando a banca grifa um termo que responde à pergunta "quem pratica a ação?" mas na verdade esse termo é o receptor da ação, o grifo está errado. Exemplo clássico: "Os alunos aprovados receberam o prêmio." Se grifaram "aprovados" como sujeito, está incorreto, porque o sujeito é "os alunos aprovados" como um todo, e "aprovados" é apenas adjunto adnominal. O segundo erro comum é o sujeito posposto sem a devida identificação. Em frases como "Chegaram ontem os candidatos", o sujeito é "os candidatos", mas muitos marcam "ontem" ou "chegaram" como sujeito. O verbo concorda com o sujeito, então a chave é sempre fazer a concordância verbal para encontrar o núcleo correto. Tenho uma experiência específica que ilustra bem isso. Em uma banca recente, caiu uma questão com a frase "É necessário paciência para resolver o problema." O grifo estava em "paciência" como sujeito. A armadilha aqui é que muitos acham que "paciência" é o sujeito porque está depois do verbo, mas na verdade essa é uma oração sem sujeito, com o verbo no singular indicando uma impessoalidade. O correto seria grifar como oração sem sujeito, e não como sujeito. Perdi alguns minutos nessa questão na minha correção porque precisei verificar cada alternativa com cuidado, analisando se o verbo estava realmente concordando com o termo grifado ou se era um caso de impessoalidade.
Método prático para resolver essas questões
A abordagem que funciona melhor é a seguinte. Leia a frase completa, identifique o verbo principal, faça a pergunta "quem ou o quê praticou a ação?" ou "quem ou o quê sofreu a ação?" dependendo do tipo verbal. Anote o termo que responde e compare com o que foi grifado na alternativa. Se o verbo estiver no infinitivo impessoal, como em "É preciso estudar mais", a oração é sem sujeito e qualquer grifo indicando sujeito está errado. Se o verbo começar com "haver" no sentido de existir ou acontecer, também se trata de oração sem sujeito. Esses são os casos que mais confundem, porque grammaticalmente o sujeito parece estar ali, mas não está. Outro ponto importante: sujeito composto com termos coordenados. Quando há dois ou mais núcleos coordenados, o sujeito é todo o conjunto. A banca pode grifar apenas um dos núcleos e dizer que é o sujeito, o que é inadequado. Nesse caso, o grifo está incompleto e a alternativa está errada.

O que menos funciona é tentar decorar exemplos. Cada frase é um caso único, e o variável é grande demais. O que realmente resolve é entender a lógica da concordância e da função sintática. Você analisa a estrutura, identifica o núcleo do sujeito e verifica a concordância. Se não houver concordância entre o termo grifado e o verbo, provavelmente o grifo está incorreto.
Erros que as bancas adoram cobrar
Além dos já mencionados, existem outros erros recorrentes. O sujeito oracional é um deles. Frases como "Fazer exercícios melhora a concentração" têm como sujeito toda a oração "fazer exercícios". Alguns candidatos identifiquem apenas "exercícios" como sujeito, mas o sujeito real é o verbo no infinitivo com seu complemento. Se a banca grifar apenas "exercícios", o grifo está incorreto. O sujeito indeterminado também causa confusão. Com o verbo na terceira pessoa do plural sem referente claro, como em "Dizem que choverá amanhã", o sujeito está indeterminado. Grifar qualquer termo como sujeito nesse caso é erro. O mesmo vale para construções com "se" partícula apassivadora ou indexadora de Passividade, onde é preciso diferenciar sujeito passivo de agente da passiva. Outro detalhe que muita gente perde: sujeito coeso versus sujeito elíptico. Quando o sujeito está implícito mas pode ser recuperado pelo contexto, ele existe, mesmo não estando explícito. A banca pode grifar um termo que na verdade é um adjunto adverbial e dizer que é sujeito, quando o sujeito real está oculto na forma pronominal. Nesses casos, a análise morfosintática completa é indispensável.
Dica prática que funciona
Sempre que tiver dúvida, transforme a frase na forma interrogativa. "Quem chegou ontem?" em vez de "Chegaram ontem os candidatos." A resposta da pergunta é o sujeito. Esse recurso é rápido e elimina boa parte das armadilhas. Funciona em cerca de 80% dos casos que encontro nas provas. Para aqueles casos mais difíceis, como orações subordinadas substantivas subjetivas, a dica é isolar a oração subordinada e tratá-la como um todo. Ela funciona como sujeito da oração principal, independente de quantos termos internos contenha. Se a banca grifa apenas um termo dentro dessa oração, o grifo está provavelmente errado. O tempo médio que levo para analisar cada questão dessas, fazendo a análise completa, varia entre 45 segundos e 2 minutos, dependendo do nível de complexidade da frase.questões mais simples, como sujeito simples identificado corretamente, leva menos de 20 segundos. As mais complicadas, com sujeito oracional ou indeterminado, podem levar até 3 minutos. O segredo é não pressa, mas também não ficar analisando cada palavra sem necessidade. Identifique o verbo, localize o sujeito, verifique a concordância e pronto.

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