Assinale A Alternativa Que O Pronome Pessoal Está Empregado Corretamente
Como identificar o uso correto do pronome pessoal em provas e concursos
Você já encontrou aquelas questões de português que parecem fáceis no início, mas te deixam travado na hora de marcar a resposta. A pergunta pede para assinale a alternativa que o pronome pessoal está empregado corretamente, e todas parecem certas. É frustrante, mas acontece todo dia em materiais de estudo e em salas de aula. O problema com pronomes pessoais em português não é a regra em si. O problema é que o português tem variações regionais, registros formais e informais, e uma série de exceções que os livros didáticos geralmente omitem. Quando você vê uma questão desse tipo, a banca examinadora está testando mais do que sua capacidade de decorar casos oblíquos. Ela quer saber se você consegue distinguir o uso normativo do uso que já se tornou aceitável pela frequência. Na prática, eu já corrijo provas e exercícios há anos, e posso afirmar que a maioria dos erros acontece em três situações específicas. A primeira é a colocação pronominal. A segunda é a confusão entre pronome oblíquo e pronome de tratamento. A terceira é o uso do pronome reflexivo em construções passivas. Se você dominar essas três, consegue resolver a grande maioria das questões que pedem para assinale a alternativa que o pronome pessoal está empregado corretamente.
A colocação pronominal é onde a maioria dos candidatos erra. O português brasileiro contemporâneo aceitou o uso do pronome átono após o verbo em muitas construções, mas isso não significa que todas as posições estão liberadas. Em orações iniciadas por advérbios, negativas, ou conjunções subordinativas, o pronome deve vir antes do verbo. Se a questão apresentar uma alternativa com próclise obrigatória e o pronome estiver em ênclise, aquela alternativa está errada. Vou dar um exemplo concreto. Uma questão que eu vi recentemente pedia para identificar a alternativa correta. Uma das opções era "não me disseram nada". Outra dizia "não disseram-me nada". Ambas são compreensíveis, mas a norma culta preferência é pela próclise quando há palavra atrativa como o "não". A alternativa com ênclise após o "não" é considerada inadequada em contextos formais e em provas padronizadas.
O caso dos pronomes oblíquos átonos
Os pronomes me, te, se, lhe, nos, vos, lhes, o, a, os, as têm regras de uso que variam conforme o verbo e a construção. O erro mais comum em questões desse tipo é a substituição inadequada de objetos diretos e indiretos. Quando o verbo pede complemento com preposição, você não pode usar "o" ou "a" no lugar de "lhe". Isso é errado porque "lhe" substitui complemento indireto, enquanto "o" e "a" substituem complemento direto. Já perdi a conta de alunos que erraram questões exatamente por essa confusão. A dica prática é simples: antes de marcar a alternativa, identifique se o verbo da oração é transitivo direto, transitivo indireto ou transitivo direto e indireto. Se o verbo é transitivo indireto e a alternativa usa "o" no lugar de "lhe", a opção está errada. Se o verbo é transitivo direto e a alternativa usa "lhe" no lugar de "o", também está errada. Outro ponto importante é a flexão de número e pessoa. O pronome deve concordar com o sujeito ou com o objeto ao qual se refere. É comum ver questões com alternativas que apresentam "nos" quando o sujeito é "vocês", por exemplo. Isso é um erro claro de concordância pronominal. O pronome "nos" refere-se a "nós", não a "vocês". Se a alternativa mistura sujeito e pronome de formas inconsistentes, descarte-a.

Pronomes de tratamento e suas particularidades
Os pronomes de tratamento como senhor, senhora, vossa excelência, e outros têm regras específicas de uso que as bancas adoram cobrar. A diferença entre "vossa" e "sua" é um clássico. "Vossa excelência" se refere à pessoa com quem se fala diretamente. "Sua excelência" se refere a uma terceira pessoa. Se a questão apresentar "vossa excelência" referindo-se a alguém que não está presente na conversa, a alternativa está errada. Eu lembro de uma prova em que uma alternativa usava "vossa senhoria" para se referir a um juiz mencionado em terceiro lugar. Isso é incorreto porque "vossa senhoria" deve ser usado apenas em tratamento direto. A alternativa correta deveria ter usado "sua senhoria". Esse tipo de erro é subtil, mas as bancas percebem facilmente. Se você prestar atenção a esses detalhes, conseguirá eliminar alternativas que pareciam certas à primeira vista.
Como abordar a questão na prática
Quando você for assinale a alternativa que o pronome pessoal está empregado corretamente, siga um processo sistemático. Primeiro, leia todas as alternativas antes de decidir. Segundo, identifique o verbo e sua transitividade em cada caso. Terceiro, verifique a concordância entre pronome e referente. Quarto, descarte as alternativas com erros claros de colocação ou de regência. Um truque que funciona bem é substituir o pronome pelo nome correspondente. Se a substituição soa estranha ou muda o sentido da oração, há uma boa chance de a alternativa estar errada. Por exemplo, se uma frase diz "entreguei-lhe o documento", e você substituir por "entreguei o documento a ele", a estrutura mantém o sentido. Se a substituição gerar ambiguidade ou erro de regência, o pronome está sendo usado de forma inadequada. Também é útil observar a pontuação e a estrutura da oração. Pronomes átonos não devem ser separados do verbo por vírgula. Se a alternativa apresentar uma vírgula entre o verbo e o pronome, ela está errada. Além disso, pronomes tônicos nunca devem aparecer em função de objeto sem preposição quando o verbo exige preposição. Confundir esses dois tipos de pronome é outro erro frequente que aparece em questões.
Erros avançados que as bancas cobram
Para quem já domina o básico, as bancas gostam de cobrar construções mais complexas. Uma delas é o uso do pronome "se" como partícula apassivadora. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito passivo. Se a questão apresentar "vendem-se casas" como correto, está certo. Mas "vende-se casas" seria um erro de concordância, porque o sujeito é plural. Outra construção avançada é o uso do pronome reflexivo em orações com verbos que não exigem reflexividade. Verbos como "queixar-se", "arrepender-se", "largar-se" são pronominais por natureza. Usar esses verbos sem o pronome ou com o pronome inadequado é um erro grave. Questões que apresentam "ele queixou o barulho" em vez de "ele queixou-se do barulho" estão erradas porque o verbo "queixar" exige o pronome reflexivo. Existe ainda o uso do pronome "cujo" e suas variações. O pronome "cujo" deve concordar em gênero e número com o substantivo que vem depois dele, não com o substantivo que vem antes. Muitos candidatos erram porque pensam que "cujo" se refere ao sujeito anterior. Na verdade, "cujo" se refere ao termo que o segue. Se a questão apresentar "o homem cuja casa foi vendida" como correto, está correto, porque "casa" é feminino singular. Se apresentasse "o homem cuja casas foram vendidas", estaria errado.

Resumo para levar para a prova
Quando precisar assinale a alternativa que o pronome pessoal está empregado corretamente, lembre-se destes pontos essenciais. Verifique a colocação pronominal em relação a palavras atrativas. Confira a concordância entre pronome e referente. Distinga transitivo direto de transitivo indireto na regência verbal. Observe a diferença entre pronomes de tratamento diretos e indiretos. Cuidado com o "se" apassivador e com a concordância verbal que ele exige. Não tente decorar todas as exceções. Foque nos padrões mais frequentes e pratique com questões reais. Quanto mais exercício você fizer, mais natural ficará a identificação dos erros. A maioria das alternativas erradas segue os mesmos padrões de erro. Reconhecendo esses padrões, você consegue eliminar opções rapidamente e aumentar sua taxa de acerto.
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