Atividade Tipos De Sujeito
O que são os tipos de sujeito na análise sintática
A gente aprende isso lá no ensino fundamental e meio que esquece depois. Quando começa a analisar frases com calma, de repente aparecem casos que não se encaixam no padrão que a apostila mostra. O sujeito é o termo da oração que pratica a ação ou sobre o qual se declara algo, mas as formas que ele aparece variam bastante dependendo do contexto. Na prática, existem quatro tipos principais que cobram em provas e que aparecem em textos reais: sujeito simples, composto, oculto e indeterminado. Cada um tem suas regras específicas e armadilhas que costumam pegar os estudantes desprevenidos.
Atividade tipos de sujeito: exercício prático para fixar o conteúdo
Fiz uma atividade aqui com meus alunos semana passada e o caso que mais errou foi identificar o sujeito oculto versus o indeterminado. A frase era "Vende-se casa nesta rua" e a maioria marcou sujeito indeterminado, quando na verdade se tratava de uma construção com partícula apassivadora. O correto é analisar "casa" como objeto direto e reconhecer que não há sujeito na oração por conta da voz passiva sintética. Outro exemplo clássico que confunde bastante: "Precisa-se de colaboradores". Aí sim é sujeito indeterminado, porque o verbo fica na terceira pessoa do singular e não tem como saber quem pratica a ação. A diferença entre esses dois casos é sutil, mas importante para não errar na análise.
Sujeito simples e composto
O sujeito simples tem apenas um núcleo, um único elemento que determina a concordância do verbo. "O gato dormiu na sofá" - o núcleo é "gato", terceira pessoa do singular, e o verbo concorda naturalmente. Fácil, certo? Bom, nem sempre. Já o sujeito composto aparece quando há dois ou mais núcleos ligados por conjunção. "O gato e o cachorro dormiram na sala" - dois núcleos, "gato" e "cachorro", e o verbo vai para a terceira pessoa do plural. A concordância fica automática, mas tem casos em que os núcleos não estão tão próximos assim e o estudante perde o fio da meada. Um ponto que muita gente esquece: quando os núcleos do sujeito composto estão distribuídos em diferentes pessoas gramaticais, a ordem influencia na concordância. "Eu e tu saldamos a dívida" - primeiro pessoa do singular mais segunda pessoa do singular, e o verbo poderia ficar na primeira pessoa do plural também, dependendo da ênfase que se quer dar. Na prática, o mais comum é usar a primeira pessoa do plural quando a gente está falando de si mesmo junto com outras pessoas.
Sujeito oculto e indeterminado
Aqui é onde a coisa começa a complicar. O sujeito oculto, também chamado de sujeito elíptico ou subentendido, não aparece explicitamente na oração, mas dá pra identificar quem é pela desinência do verbo ou pelo contexto. "Vamos ao cinema tonight" - o sujeito oculto é "nós", primeira pessoa do plural, e o verbo "vamos" revela isso sem precisar escrever o pronome. Eu já perdi pontos em prova de vestibular por confundir sujeito oculto com indeterminado. A frase era "Disseram que você chegaria tarde". No início marquei sujeito indeterminado, mas o correto era sujeito oculto "eles", terceira pessoa do plural, porque o verbo "disseram" indica claramente quem pratica a ação. A diferença é que no sujeito indeterminado o verbo fica na terceira pessoa do singular e não tem como saber quem é o agente. O sujeito indeterminado aparece quando o verbo fica na terceira pessoa do singular e não dá pra identificar o agente da ação. "Matom os insetos no jardim" - nesse caso não tem como saber quem matou, então o sujeito é indeterminado. Outro exemplo: "Brigaram muito na festa" - terceira pessoa do plural, mas ainda assim não se sabe quem brigou, então também é indeterminado.
Um detalhe importante que os manuais muitas vezes não enfatizam: quando o verbo está no infinitivo impessoal, não existe sujeito. "É preciso estudar mais" - o verbo "estudar" está no infinitivo e não tem sujeito, porque o infinitivo impessoal não concorda com nenhum elemento. Aí a gente costuma errar marcando sujeito oculto "eu" ou "nós", mas na verdade não há sujeito nessa construção.
Casos especiais e pegadinhas
Tem aqueles casos que parecem simples, mas escondem armadilhas. Quando o sujeito é uma locução verbal, a concordância pode ficar estranha. "Deve haver muitos problemas" - o verbo "haver" no sentido de existir é impessoal, então não concorda com "muitos problemas". Isso aí é sujeito plural, mas o verbo fica no singular. Eu já vi bastante estudante errar esse tipo de construção. Outro ponto que causa confusão: sujeito coletivo. "A turma toda faltou à aula". O núcleo é "turma", terceira pessoa do singular, e o verbo concorda normalmente. Mas se a gente quiser dar mais ênfase aos membros da turma, pode variar para o plural. "A turma toda faltaram" - nesse caso o sujeito continua sendo coletivo, mas a concordância facultativa permite o plural quando se quer destacar a quantidade de pessoas. Os pronomes de tratamento também merecem atenção. "Vossa Alteza deseja receber o relatório". Aqui o sujeito é "Vossa Alteza", terceira pessoa do singular, e o verbo concorda nessa pessoa. Mas o pronome em si é segunda pessoa do tratamento, o que pode confundir na hora da análise. O importante é lembrar que na sintaxe, o sujeito sempre determina a concordância verbal, independentemente da pessoa gramatical do pronome de tratamento.

Quando o sujeito é oracional, a coisa fica ainda mais interessante. "É importante que você estude mais" - o sujeito é a oração "que você estude mais", e o verbo principal "é" fica na terceira pessoa do singular. Nesse caso, o sujeito não é um termo simples, mas uma oração inteira. A análise fica mais complexa, mas o princípio da concordância permanece o mesmo.
Sujeito paciente e agente da passiva
Na voz passiva analítica, o sujeito paciente é quem sofre a ação do verbo. "O relatorio foi enviado pelo diretor" - o sujeito é "o relatorio", quarto pessoa do singular, e o verbo "foi enviado" indica a voz passiva. Aí o agente da passiva é "pelo diretor", que pratica a ação, mas não é o sujeito da oração. Um erro comum é confundir agente da passiva com sujeito. Na frase "A carta foi escrita por minha mãe", o sujeito é "a carta", não "minha mãe". "Minha mãe" é o agente da passiva, introduzido pela preposição "por". Essa diferença é importante para não errar na análise sintática.
Exercícios práticos
Para fixar o conteúdo, o ideal é fazer exercícios variados. Comece com frases simples e vá aumentando a complexidade gradualmente. Analisar textos reais também ajuda muito, porque você encontra todos esses tipos de sujeito em situações do dia a dia. Uma dica prática: quando estiver em dúvida entre sujeito oculto e indeterminado, verifique se o verbo revela claramente quem pratica a ação. Se sim, é provável que seja sujeito oculto. Se o verbo estiver na terceira pessoa do singular e não der pra identificar o agente, aí sim é indeterminado. Lembre-se de que a prática leva à perfeição. Quanto mais você analisar frases, mais natural fica a identificação dos tipos de sujeito. E não tenha pressa - leve o tempo necessário para entender cada caso antes de passar para o próximo.

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Atividades sobre Tipos de Sujeito 7º Ano | PDF | Assunto (gramática) -
Tipos de sujeito – Atividades de fixação 1 – Lição Prática