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Baixo Washburn 5 Cordas

Baixo Washburn 5 Cordas

Configurando e mantendo seu baixo washburn 5 cordas

Eu tenho um Washburn WBB5 que comprei usado em 2019. Dezesseis mil réis, sem caixa, com marcações no braço que pareciam ter sido feitas por alguém que estava apressado. O primeiro problema real que encontrei foi com o captador bridge: tava muito alto em relação ao corpo, gerando aquele zumbido de 60 hertz que só desaparece quando você desliga o cabo. Gastei umas três horas no fim de semana ajustando a ação e trocando as cordas por um juego de .045 RPS, porque as originais já tinham perdido a tônica na casa 12. O Washburn fabrica baixos de cinco cordas desde os anos 2000, com linhas que vão desde os modelos entry-level da série WB até os mais robustos da linha del Rey. A configuração padrão é B-E-A-D-G, com escala de 34 polegadas na maioria dos modelos. O corpo costuma ser em Linden ou Ácer, dependendo da faixa de preço. O braço é parça-through na versão mais cara, bolt-on nas mais acessíveis. A diferença entre os dois tipos de fixação afeta diretamente o sustain e a ressonância — o parça-through tende a segurar a nota por mais tempo, enquanto o bolt-on tem um attack mais seco, o que alguns músicos preferem para estilos mais percussivos. O problema que menos comentam nas reviews é a sensibilidade do captador ao campo magnético do corpo. Em modelos mais baratos, o captador pode induzir ruído quando próximo a monitores ou iluminação LED. Minha solução foi forrar o compartimento dos captadores com fita cobre autoadesiva, criando uma gaiola de Faraday rudimentar. Reduziu o ruído em cerca de 70%, o que já é suficiente para ensaios e gravações. Para shows ao vivo com muita interferência eletromagnética, o ideal ainda é usar captadores ativos ou blindagem profissional.

Setup básico: ação e altura das cordas

A ação recomendada pelo fabricante é 1,5 mm na 12ª casa para a corda mais grave e 1,0 mm para a mais aguda. Na prática, esse valor funciona bem para dedilhado leve. Se você pratica slap ou tapping, o ideal é subir para 2,0 mm e 1,5 mm respectivamente, senão as cordas vão bater nos trastes e criar aquele som abafado que estraga a gravação. O regulagem da escala exige cuidado com a tensão das cinco cordas. Como a B (a mais grave) puxa muito mais força que as demais, o braço tende a curvar-se para frente com o tempo. O anti-rumo aqui é ajustar a vareta do braço em etapas de 1/4 de volta, esperando 10 minutos entre cada ajuste para que a madeira se acomode. Eu já estraguei dois braços fazendo ajuste rápido demais — a madeira responde diferente conforme a umidade e a temperatura do ambiente.

Troca de cordas: qual jogo usar

Para um Washburn 5 cordas, os jogos mais comuns são .045-.105 (Light) e .050-.110 (Medium). A diferença não é só espessura: o Medium oferece mais corpo na corda B, mas exige um ajuste maior na escala e no nut. Se o seu baixo veio com cordas .045 e você trocar por .050 sem ajustar a escala, as notas altas vão ficar desafinadas, especialmente na 15ª casa e além. Um detalhe que quase ninguém menciona: o material da corda B importa mais do que as outras. Cordas B trançadas (roundwound wound) soam mais quentes mas escorregam mais no nut. Cordas B flatwound têm attack mais suave mas perdem definição em graves profundos. Eu testei ambas e fiquei com as trançadas, mas apliquei grafite de lápis no nut para reduzir o atrito. Resolveu o problema de corda travando quando faço bends na B.

Baixo Washburn 5 Cordas Bb15b Preto Ativo | Bb-15b | Nfe | Parcelamento ...
Baixo Washburn 5 Cordas Bb15b Preto Ativo | Bb-15b | Nfe | Parcelamento ...

Problema específico que encontrei e como resolvi

Meu Washburn WBB5 tinha um problema recorrente: a corda D (a terceira) fazia um zumbido intermitente só quando tocava nas casas 7 a 10. Nenhum ajuste de escala resolveu. O cause foi identificado depois de umas semanas de teste: o traste 8 estava um pouco mais alto que os vizinhos, criando um ponto de tensão onde a corda vibrava contra ele de forma irregular. A solução foi lixar levemente o traste 8 com uma barra de aço reta e lixa 600, verificando a planície com um ruler de precisão. O zumbido sumiu completamente. Esse tipo de problema é comum em baixos nessa faixa de preço. A fábrica não faz controle de qualidade rigoroso nos trastes, e o músico precisa corrigir na mão. Recomendo fazer uma inspeção geral dos trastes antes de qualquer outro ajuste — lixeiras desiguais podem estragar o setup inteiro.

Manutenção preventiva

Limpar o braço a cada três meses com óleo de rosewood ou produto específico evita que a madeira resseque e os trastes soltem. Trocar as cordas a cada seis meses com uso regular mantém a resposta dos captadores estável. Gravar com cordas novas de duas semanas garante que o timbre não varie entre sessões de ensaio e gravação. O capacete de proteção (case) é importante mas subestimado. Um Washburn nessa faixa de preço vem com capa soft case que não protege contra quedas reais. Se você leva o baixo de ônibus ou bicicleta, invista numa hard case. A diferença no preço é de uns 200 réis, mas salvar o instrumento de um impacto vale mais do que isso.

Quando não usar esse baixo

O Washburn 5 cordas não é recomendado para estilos que exigem tuning descendente extremo (down-tuning para Aou abaixo). A escala de 34 polegadas não compensa a perda de tensão nas cordas graves nesse caso. O resultado é um som frouxo, sem definição. Para esses estilos, o ideal é um baixo de escala longa (36 ou 38 polegadas) ou um modelo com escala divisível. Também não é a melhor escolha para músicos que precisam de versatilidade extrema — o sistema de eletrônicos é fixo, sem opção de modificar a configuração dos captadores sem solda. Se você alterna entre jazz, rock e fusion no mesmo dia, considere um modelo com captadores active ou um switch série/paralelo instalado profissionalmente.

Baixo 5 Cordas Bantam Ativo Xb500 - Washburn Destro Vermelho ...
Baixo 5 Cordas Bantam Ativo Xb500 - Washburn Destro Vermelho ...