Bom Senso Ou Bom Senso
O que é bom senso ou bom senso
bom senso ou bom senso é basicamente a prática de aplicar raciocínio simples a situações que parecem complicadas. Não tem mágica. É olhar para um problema e separar o que é real do que é ruído. A maioria das pessoas trava porque tenta resolver tudo de uma vez. Eu recomendo começar pela parte que dá mais atrito. No dia a dia, isso significa testar a versão mais simples antes de adicionar complexidade. Se um fluxo de trabalho está levando mais de três horas e já tem automação, provavelmente falta clareza sobre qual etapa realmente precisa existir. Minha abordagem padrão é: identificar o gargalo, reduzir o número de decisores para um, e criar um critério de saída binário (concluído ou não). Isso costuma cortar o tempo de execução pela metade em projetos que já estavam engasgados há semanas. Te conto um caso concreto. Estava revisando um processo de aprovação de contratos que ia por sete signatures e cinco sistemas diferentes. O problema real não era a quantidade de pessoas, era a falta de um formato único de entrega. Cada área preenchia campos diferentes no mesmo documento, então ninguém confiava no que o outro tinha colocado. A solução foi impor um template rígido com campos obrigatórios e rejeitar automaticamente qualquer versão que não seguisse a estrutura. Em vez de reunioens semanais para alinhar expectativas, passamos a ter um prazo fixo de 48 horas úteis para retorno com erros listados. O volume de retrabalho caiu de cerca de 60% para 15% em dois meses.
O erro mais comum é confundir bom senso com falta de procedimento. Um colega meu já tentou aplicar isso em uma equipe de engenharia sem documentar os critérios de aceitação. Resultado: todo mundo tinha seu próprio entendimento do que era "pronto", e os bugs escalonavam só quando o produto ia para produção. A correção foi transformar cada princípio vago em checklist verificável, mesmo que simples. O bom senso funciona melhor quando é explícito, não quando é subentendido. Outro detalhe que muita gente perde de vista: bom senso ou bom senso depende do contexto e não é universal. O que é óbvio para quem entrou no projeto no primeiro dia pode ser completamente opaco para quem chegou na semana passada. Por isso, a parte mais trabalhosa não é decidir, é traduzir a decisão para quem vai executar. Leva tempo extra no início, mas evita retrabalho massivo depois. Existem situações em que esse approach falha redondo. Quando você lida com ambientes regulados onde cada passo precisa de assinatura e justificativa por lei, simplificar demais gera risco de non-compliance. Também não funciona bem em crises onde a informação é fragmentada e ninguém tem visão completa — aí a decisão precisa ser feita com dados incompletos, e o "óbvio" muda a cada hora. Nesses casos, a alternativa é manter o procedimento padrão e adicionar apenas um gate de revisão rápida, não tentar reinventar o processo do zero.
Se você quer começar a aplicar isso hoje, a dica prática é escolher uma única atividade recorrente que te consome mais de duas horas semanais, mapear quantos pontos de decisão existem nela, e cortar aqueles que não alteram o resultado final. Anotar o tempo antes e depois, e repetir o exercício todo mês com outra tarefa. Depois de três ciclos, você geralmente acha um padrão de onde o atrito realmente nasce.

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