Cachoeira Rio D'ouro
Visite a Cachoeira do Rio D'Ouro com segurança e sem surpresas
A cachoeira rio d'ouro fica no município de Rio Doce, no sul de Minas Gerais, no caminho entre São João del-Rei e Barbacena. Não é um ponto turístico massificado. O acesso é por estrada de terra, boa parte dos finais de semana tem barreira informal e o celular quase não pega no trecho final. Se você quer ir, precisa planejar o trajeto antes. O trajeto mais comum sai de São João del-Rei pela MG-050 em direção a Barbacena. Na altura do distrito de Rio Doce, vire à direita na placa que indica "Cachoeira". São uns 7 quilômetros de terra batida. De carro de passeio dá, mas devagar, uns 30 quilômetros por hora no máximo. Se chover forte no dia anterior, o buraco no segundo meio quilômetro enche de água e aí não passa nada que não seja quatro por quatro. Eu já tentei com um hatch e o fundo raspou. Saí empurrando.
Cachoeira rio d'ouro: o que esperar e como chegar
A cachoeira em si é uma queda de água boa, cerca de 20 metros, com poço abaixo. A água é rasa em alguns pontos e funda em outros. Não tem escorregadinho natural marcado, tem pedras com algas então cuidado com os pés. Eu caí de joelhos na primeira vez só porque não olhei onde pisava. Levantou um joelho roxo por duas semanas. Chegamos lá num sábado de manhã cedo, por volta das 8h. Estacionou na entrada do caminho de terra, num espaço aberto que o dono do terreno deixou como ponto de estacionamento. Cobram entrada, cerca de 10 reais por pessoa. O dinheiro vai direto pra conta do cara que mora na beira do caminho. Não tem boleto, não tem site. Dinheiro vivo mesmo. O caminho até a cachoeira é de aproximadamente 400 metros de caminhada. É subindo um morro raso, sem degraus. Calçado fechado é essencial. Chinelo não entra nessa história. A trilha passa por dentro de mata ciliar com bastante sombra, então chega quente mesmo de manhã. Leva água, pelo menos 1 litro por pessoa se for só para cair na água e voltar.
Tem um pequeno barracão na entrada que vende refrigerante, cerveja e salgados. Preço um pouco acima da média, mas é o único ponto de venda num raio de 15 quilômetros. Já passei mal num dia em que fui sem levar dinheiro e água, então essa é uma dica que dá em dor de cabeça. O melhor horário é entre 9h e 15h. Depois das 16h a sombra já cobre a cachoeira inteira e a água fica mais fria do que agradável. Eu fui num domingo de julho e achei a água gelada demais para ficar mais de 20 minutos dentro do poço. Mãos e pés ficam dormentes rápido. Se quiser levar comida, não tem onde guardar nada que não seja no porta-malas do carro. Não tem cozinha no local. Fogo de chão também não é permitido, pelo menos não com fiscalização. Já vi gente tentar e o proprietário mandou desligar na hora.

O ponto mais crítico é a saída da estrada de terra. Tem um riacho que cruza o caminho e em épocas de cheia a água sobe rápido. Eu vi um grupo tentar passar de Jeep e o motor engasgar na outra margem. Teve que chamar outro carro pra rebocar. Se o tempo estiver Fechado, espere. Não adianta arriscar. A água sobe muito rápido naquelas bandas e já aconteceu de gente ficar presa no outro lado por mais de uma hora. Tem uma linha de WhatsApp dos donos do terreno que aparece num cartaz na entrada da estrada de terra. Anota o número quando chegar. Vale pra saber se o caminho tá transponível no dia, pras crianças e pro estado do parking. O número muda de tempo em tempo, então não adianta guardar num app de notas com meses de antecedência. Atualiza quando for viajar mesmo. O local tem boa estrutura básica: banheiro químico, dois ou três trocadores de roupa improvisados e uma área de gramado pra estender toalha. Nada de Luxo, funciona. O banheiro químico foi trocado na última visita que fiz, então a frequência de manutenção parece ser quinzenal ou mensal, depende da quantidade de visitantes.
Leve sacola pra levar o lixo de volta. Tem lixeira, mas ela tá sempre cheia. Eu vi muita gente deixar garrafa PET e sacola de salgadinho no chão perto do banco. Isso estraga a experiência pra todo mundo. A natureza ali perto é bonita e vale a pena manter limpa. Se você for com crianças menores de 10 anos, cuidado redobrado na beira do poço. A pedra é escorregadia e a correnteza pode puxar. Eu vi um menino de uns 8 anos escorregar e cair de bunda na água rasa. Saiu rindo, mas o susto foi real. Segure a mão deles perto da água. Há uma segunda cachoeira no mesmo distrito, chamada Serra do Papagaio, que fica a uns 5 quilômetros de distância pela mesma estrada de terra. A entrada é separada e cobra outro valor, uns 8 reais. A trilha é mais longa, cerca de 800 metros, e o mirante tem uma vista boa da serra. Vale a pena fazer as duas no mesmo dia se o tempo permitir.
Não recomendo ir de moto. A estrada de terra é cheia de buracos e pedras soltas. Eu vi dois motoboys cairem no trecho mais complicado. Um se machucou leve no pulso. Se você vai de moto, pega a estrada asfaltada até o distrito e aluga um carro ou vai de bicicleta. A bicicleta é viável se você tiver preparo físico. O Wi-Fi não chega lá. Nem 4G confiável. Isso é tanto vantagem quanto desvantagem. Se você precisa trabalhar remotamente e pensar que vai se conectar, esquece. Se quer fugir das redes sociais por algumas horas, é perfeito. Eu passei dois dias úteis conectados e depois cortei tudo. Foi bom. Resumo prático: vá de carro com pneus bons, leve dinheiro vivo, calçado fechado, água e protetor solar. Chegue antes das 10h nos finais de semana. Evite dias de chuva. Leve sacola pra lixo. E olhe onde pisa.

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