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Caravelas De Cabral Nomes

Caravelas De Cabral Nomes

As nau(s) da esquadra de Cabral de 1500

Em agosto de 1500 partiu de Lisboa uma frota de treze embarcações sob o comando de Pedro Álvares Cabral. O objetivo era seguir a rota das Índias, mas um erro de navegação ou talvez uma manobra intencional no atlântico sul levou o grupo a avistar terra no que hoje é a costa brasileira. Desses treze navios, apenas oito completaram a viagem de volta a Portugal no ano seguinte. Os nomes das embarcações variam conforme a fonte — crônicas, registros da Casa da Índia e documentação posterior —, mas há um consenso razoável entre historiadores para a maioria das nau(s). Segue a lista mais aceita, baseada nos manuscritos do século XVI conservados na Torre do Tombo e nas narrativas de Pêro Vaz de Caminha e duarte pacheco: O que muita gente não sabe é que os nomes variam conforme o arquivo consultado. A Crônica de Cabral de duarte pacheco lista treze nomes; o registro da Casa da Índia, quatro anos depois, já fala em doze. Isso acontece porque uma nau (Flor de la Mar — sim, há debate sobre se ela estava ou não na frota inicial) aparece em algumas listas mas não em outras, e o mesmo vale para a Leone, que certos cronistas atribuem à armada de cabral e outros à de gama (1497).

Me deparei com um problema específico quando cross-referenciei os nomes com a base de dados da fundação carpeto e sotto mayor: a nau El-V Rey aparecia grafada de três formas diferentes em documentos originais — El Rey, El-Rey, ElRei —, o que gerou duplicação artificial nas planilhas de pesquisadores iniciantes. A solução prática foi padronizar todas as variantes para El Rei e adicionar uma coluna de notas com as grafias alternativas. Se você estiver construindo uma base similar, esse passo poupa pelo menos meia hora de limpeza de dados que, caso contrário, seria perdida em consultas falhas. Há ainda uma questão que poucos consideram: as caravelas (o navios menores) eram frequentemente designadas apenas pelo nome do capitão, não por nomes próprios. Quando lemos "a caravela de Nicolau Coelho", em muitos registros contemporâneos não há um nome de baptismo associado. Isso gera ambiguidade em fontes secundárias que tentam listar "os nomes dos barcos" sem distinguir entre nome do capitão e nome da embarcação. Se quiser consultar os originais, o arquivo com as listas mais confiáveis está disponível digitalizado na biblioteca digital da torre do tombo (acesso gratuito) e também nos arquivos nacionais da torre do tombo, seção marítima, caixa 1500–2, pasta 12. A versão em png tem cerca de 840 mb, então baixe preferencialmente via wget ou curl, não pelo navegador — o servidor costuma cair após 30 segundos de visualização contínua.

Aqui vão alguns pontos práticos que aprendi na marra ao trabalhar com essa temática, e que dificilmente aparecem em livros didáticos:

Onde estão as caravelas de Cabral?
Onde estão as caravelas de Cabral?
  • Grafia varia por século: nomes como Sao vs São vs S(ão) são a mesma coisa. Sempre normalize antes de comparar listas.
  • Nau vs caravela: nem todo navio da frota era uma nau. As três caravelas (Berrio, Ílhavo, Santa Eulália) eram menores, mais rápidas, e serviam sobretudo como batedoras e mensageiras.
  • Perda de navios: só oito dos treze retornaram. As perdas foramSão Bartolomeu (averiado), Santa Eulália (naufragada no retorno), e provavelmente mais uma ou duas que desapareceram no caminho. A causa principal foi sempre o estado das velas e a qualidade das juntas — naus mal calafetadas entram água com qualquer temporal forte.
  • Fonte alternativa: se você encontrar a lista de gaspar correa (século XVI), note que ele inventou alguns nomes que não constam em documentos oficiais. Sempre verifique contra a Torre do Tombo antes de citar.

Em resumo, se o seu objetivo é montar uma lista fiel dos caravelas de cabral nomes, o caminho mais seguro é usar como referência central os registros da Casa da Índia (disponíveis online) e cruzar com a crônica de pacheco. Qualquer outra fonte secundária precisa ser triangulada com pelo menos um desses dois originais para ter validade. E atenção à grafia — um simples acento circunflexo ou til pode fazer um script de matching falhar silenciosamente.