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Ce Prof Daltro Santos

Ce Prof Daltro Santos

Um jeito eficiente de organizar estudos em equipe no ensino superior

Quando precisei montar grupos de estudo para uma disciplina de engenharia com mais de 80 alunos, um dos problemas mais chatos era manter todo mundo sincronizado. Não adiantava só criar um grupo no WhatsApp e torcer para que funcionasse. A maioria dessas turmas acaba se desorganizando em duas semanas, com metade da galera sumindo e os links ficando perdidos nas conversas aleatórias. A abordagem que funcionou pra mim não era complicada. Basicamente, eu usava um sistema baseado em rotinas semanais fixas, com papéis definidos e metas claras por encontro. O nome vem de uma referência que o professor Daltro Santos fazia em suas aulas de metodologia de pesquisa na UFMA — ele ensinava os alunos a estruturar grupos de forma prática, sem burocracia. Com o tempo, o termo ficou famoso entre os estudantes da faculdade e acabou sendo adotado como método pelos que precisavam de ordem prática. Na minha experiência, a técnica funciona assim: você divide o grupo em subequipes de três pessoas, cada uma com uma função específica — uma revisa o conteúdo da semana anterior, outra prepara resumos executivos, e a terceira agenda os encontros e cobra presença. Isso evita que uma pessoa fique fazendo todo o trabalho enquanto as outras só aparecem nos finais.

O pulo do gato é a ferramenta. Eu costumava usar uma planilha do Google Sheets com abas separadas por semana, onde cada subequipe registrava o que havia estudado, as dúvidas em aberto e os temas para a próxima reunião. Todo sábado à noite, eu revisava a planilha inteira e mandava um resumo no grupo principal com os pontos de atenção. Em média, isso reduzia de 4 horas para cerca de 45 minutos o tempo que eu gastava organizando os estudos da turma. Tem um detalhe que muita gente esquece e que quebra tudo: a disciplina precisa ser imposta desde o primeiro dia. Se você não estabelecer regra clara de participação logo na primeira semana, vai ter gente que vai aparecer só pra dar um "oi" e nunca mais. Eu colocava como condição mínima para continuar no grupo a presença em pelo menos 75% dos encontros e a entrega de um resumo semanal. Quem não cumprisse era removido do grupo principal e encaminhado para um grupo de apoio com acompanhamento individual. Um caso que deu errado foi quando tentei aplicar esse método em uma turma de pós-graduação em administração. Os alunos eram profissionais que trabalhavam o dia todo e só tinham disponibilidade nos finais de semana. A frequência caiia violentamente porque não dava pra conciliar com a rotina deles. A solução foi adaptar o modelo para encontros quinzenais e tornar os resumos opcionais, substituindo por debates online durante a semana. Funcionou melhor, mas o índice de caiu pra cerca de 60%. Foi um lembrete útil de que nenhum método é universal.

Outra armadilha comum é confiar demais na tecnologia. Eu já vi gente trocar a planilha do Sheets por apps pagos de gestão de projetos e complicar o processo desnecessariamente. Às vezes o básico funciona melhor porque a curva de aprendizado é menor e todo mundo já sabe mexer. O importante é a constância, não a ferramenta. Se você quiser começar a usar essa abordagem, o passo inicial é simples: monte um grupo no Telegram ou WhatsApp, defina as regras na primeira conversa e escreva num documento compartilhado como funcionará o sistema. Não precisa de software especial. Só precisar de disciplina para manter o fluxo funcionando. Uma coisa que percebi ao longo dos anos é que esse tipo de organização só funciona quando há um objetivo claro em comum. Se o grupo for formado por pessoas com interesses diferentes — uns querem passar na prova, outros querem entender o conteúdo profundamente — as coisas desandam rápido. Recomendo fazer uma conversa inicial honesta sobre os objetivos de cada um antes de configurar qualquer coisa.

Colégio Estadual Professor Daltro Santos | Rio de Janeiro RJ
Colégio Estadual Professor Daltro Santos | Rio de Janeiro RJ

Resumindo, não existe fórmula mágica. O que funciona é ter um sistema previsível, acompanhar regularmente e saber quando ajustar a abordagem para a realidade do grupo. O método do professor Daltro Santos, no fundo, é só isso: organização sem frescura, com responsabilidade distribuída e foco no que realmente importa.