Cite Duas Situações Que Provam Que O Ar Existe
Provar que o ar existe não é tão simples quanto parece
Muita gente acha que para citar duas situações que provam que o ar existe é só dizer "a gente sente o vento" ou "as plantas respiram". Isso está certo, mas está incompleto e, em alguns contextos, é fraco demais para sustentar um argumento sólido. Vou explicar do jeito que eu aprendi, depois de errar bastante com explicações superficiais. O primeiro é o experimento da sacola fechada. Você pega uma sacola de plástico comum, abre ela bem, balança no ar como se fosse pescar algo, e fecha imediatamente. A sacola fica dura, inflada. Se você tentar esmagar, sente resistência. Isso prova que algo está dentro, e esse algo não tem cor, não tem cheiro e você não vê — é o ar entrando e saindo ao fechar a sacola. Simples, mas eficaz. Em sala de aula eu já vi alunos acharem que a sacola inchou sozinha, como se o plástico tivesse produzido algo. Não produziu. O ar entrou quando a boca estava aberta e ficou preso quando você fechou. O segundo é o experimento do copo invertido embaixo d'água. Encha uma bacia com água. Pegue um copo transparente, vire de cabeça para baixo e pressione verticalmente até o fundo da bacia. A água não entra no copo. Se você inclinar o copo levemente enquanto ainda está submerso, verá bolhas escapando pelo bico e a água subindo por dentro. As bolhas são o ar que estava dentro do copo sendo deslocado pela água. Aqui tem um detalhe que quase todo mundona explicação: se você pressionar o copo reto e rápido demais, pode criar uma pressão parcial que segura a água por mais tempo do que o normal. Não é mágica, é física básica de pressão atmosférica, mas pode confundir quem está observando pela primeira vez.
Agora, se você precisa cite duas situações que provam que o ar existe de forma mais técnica, existem alternativas mais robustas. Uma delas envolve uma baleia e um canudo. Encha uma seringa de 20ml com ar, tampe a ponta com o dedo e tente empurrar o êmbolo. Não consegue. Empurre o êmbolo até a metade, tire o dedo e o ar sai batendo na sua pele. Isso mostra compressibilidade e fluidez, duas propriedades que distinguem o ar de sólidos e líquidos em condições normais. Outra situação clássica é a vela sob um copo. Acenda uma vela, coloque um pouco de água colorida num prato raso, acenda a vela e cubra com um copo. A chama se apaga e a água sobe dentro do copo. Cuidado aqui: a explicação popular diz que o oxigênio foi "consumido" e o ar diminuiu. A realidade é mais complexa. O ar esquenta, expande e escapa pelas bordas enquanto a vela queima. Quando a chama apaga por falta de oxigênio, o ar dentro do copo esfria e a pressão cai, puxando a água para cima. Se você fizer esse experimento com um copo muito alto e água rasa, o resultado será quase invisível. Use um recipiente fundo e água suficiente para cobrir a base do copo por pelo menos dois centímetros. O problema que eu sempre encontro na prática é que as pessoas citam situações reais mas esquecem de mencionar as limitações. Ventar é evidência, sim, mas vento pode ser gerado por um ventilador, um abanador, qualquer coisa que mova o ar sem provar que ele existe de forma autônoma. O argumento fica mais forte quando você mostra o ar agindo sozinho, sem intervenção mecânica direta além de abrir e fechar uma embalagem.
Também é importante saber quando essas demonstrações falham. No experimento da sacola, se o ar estiver muito frio ou a sacola tiver furos microscópicos, a prova visual desaparece. No caso do copo invertido, se a água estiver muito quente, a diferença de temperatura pode criar correntes de convecção que interferem na observação. E no da vela, correntes de ar no ambiente podem apagar a chama antes do tempo ou distorcer o nível da água. Nada disso invalida o conceito, só exige controle das variáveis. Se você quer algo ainda mais direto e mensurável, pese uma bola de basquete vasilhada com ar e depois com o ar escoado. A diferença de massa é pequena — cerca de 1,2 gramas por litro de ar em condições padrão — mas uma balança boa mostra o resultado sem ambiguidade. Esse é o tipo de prova que resiste a objeções, porque transforma uma propriedade abstrata em número.

Galeria
-
Como Podemos Provar Que O Ar Existe - FDPLEARN -
Como Podemos Provar Que O Ar Existe - FDPLEARN -
PPT - O AR EXISTE MESMO? PowerPoint Presentation, free download - ID ... -
Comprovando a existência do ar Não enxergamos o ar, mas percebemos sua ...