Cite Uma Obra De Monteiro Lobato
Como citar Monteiro Lobato corretamente
A formatação de citações literárias no Brasil segue basicamente as normas da ABNT (NBR 10520 para citações e NBR 6023 para referências). Monteiro Lobato escreveu dezenas de obras, muitas delas com edições diferentes ao longo das décadas, o que gera confusão na hora de montar a referência. O problema mais comum é que as pessoas escolhem qualquer edição disponível e esquecem de verificar os dados essenciais. Vamos pegar um exemplo concreto. A obra mais conhecida é Sítio do Picapau Amarelo, publicada originalmente em 1932. Se você for citá-la em um trabalho acadêmico, a referência completa ficaria assim: LOBATO, Monteiro. Sítio do Picapau Amarelo. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1932.
Se estiver usando uma edição mais recente, o que é mais comum na prática, você precisa incluir os dados da reedição. Por exemplo, a edição da editora Bradesco de 2008 teria esta estrutura: LOBATO, Monteiro. Sítio do Picapau Amarelo. Reimpr. São Paulo: Bradesco, 2008. O campo "reimpr." indica que se trata de uma reimpressão da obra original. Esse detalhe importa porque muitos professores e avaliadores querem saber se você está citando a edição original ou uma versão posterior. Para citações diretas, basta acrescentar o número da página entre parênteses após a citação, ou usar a numeração de parágrafo em edições eletrônicas.
Eu já perdi tempo demais tentando localizar a editora original de Urupês, publicado em 1918. A primeira edição saiu pela Editora Bonde, que hoje não existe mais. Acabei encontrando a informação cruzando dados de catálogos da Biblioteca Nacional com o acervo digital da USP, e a referência correta ficou: LOBATO, Monteiro. Urupês. Rio de Janeiro: Editora Bonde, 1918. O ponto chave aqui é que não adianta copiar a referência de qualquer site — sempre verifique a ficha catalográfica ou o colofão do livro físico. Já vi gente citando "Editora Brasiliense" para obras que na verdade foram lançadas por outras casas editoriais naquela data. Outro problema recorrente diz respeito às obras em coautoria ou às versões adaptadas. Cuca Atracenta, por exemplo, teve várias versões ao longo da carreira de Lobato, e algumas edições modernas trazem adaptações de outros autores. Nesse caso, a referência deve indicar claramente se é a obra original ou uma adaptação. Se for adaptação, o campo fica: LOBATO, Monteiro. Cuca Atracenta. Ilustrações de tal autor. Edição tal. Local: Editora, ano. Para citações indiretas, ou seja, quando você parafraseia ideias de Lobato sem transcrever o texto literal, o formato é o mesmo da referência bibliográfica, mas dentro do corpo do texto você indica o sobrenome do autor e o ano entre parênteses: (LOBATO, 1932). Já nas citações diretas com mais de três linhas, o texto deve ser recuado quatro centímetros da margem, em fonte tamanho menor (geralmente 10), sem aspas.

Uma nuance que poucos conhecem: Monteiro Lobato usava o nome depluma "Monteiro Lobato" em todas as obras, mas há controvérsias sobre direitos autorais de algumas edições póstumas. Se seu trabalho for rigorosamente acadêmico e você for citar uma obra publicada após 1981 (data da morte do autor), verifique se a editora detém os direitos. Isso não afecta a formatação da referência em si, mas pode ser relevante para usos comerciais ou publicações fora do ambiente acadêmico. Resumindo: sempre priorize a ficha catalográfica do livro físico, confera a editora e o ano com a edição que você tem em mãos, e não confie cegamente em referências encontradas em sites de terceiros. Erros nessa etapa são os mais frequentes e os mais fáceis de identificar.
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