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Classifique As Oraçoes Subordinadas Substantivas

Classifique As Oraçoes Subordinadas Substantivas

Orações subordinadas substantivas: um guia prático

Achei que ia demorar para explicar isso de forma útil, mas a verdade é que a maioria dos manuais ensina só a teoria. Eu passei anos corrigindo redações e provas de concurso e sempre vi os mesmos erros. Acha que saber a definição já basta? Não funciona assim na prática. O primeiro passo é identificar o verbo da oração principal. O sujeito dele geralmente é uma oração inteira, não uma palavra só. Quando eu vejo "É necessário que você venha", já sei que "que você venha" é o sujeito de "é necessário". Essa oração inteira funciona como um substantivo — e é por isso que se chama subordinada substantiva. Existem cinco tipos, e eu vou listar eles na ordem em que aparecem com mais frequência em questões de português, porque isso ajuda quem está estudando para provas.

Subjetiva: A oração subordinada funciona como sujeito do verbo da principal. O truque é fazer a pergunta "quem faz o quê?" ou testar com pronome pessoal. Por exemplo, em "Convém que chova", se eu trocar tudo por "isso", fica "Convém isso". O "isso" seria o sujeito. Na prática, a subjetiva geralmente vem com verbos impessoais: é necessário que, parece que, cumpre que, importa que. Eu já vi gente confundir porque o sujeito real não está visível no início da frase. Objetiva direta: A oração funciona como objeto direto do verbo da principal. O teste é simples: coloque um "isso" no lugar da subordinada e veja se a principal ainda precisa de complemento. Em "Quero que você venha", "isso" substitui a oração e a frase continua correta: "Quero isso". O verbo da principal pede complemento sem preposição. Dica prática: verbos como querer, dizer, pedir, achar, saber, crer costumam puxar objetivas diretas. Objetiva indireta: Similar à anterior, mas com preposição exigida pelo verbo da principal. Em "Preciso que você me ajude", o verbo "precisar" exige a preposição "de". Se euisolasse a oração, ficaria "Preciso de algo". O "de algo" carrega a preposição que a oração subordinada herda. A pegadinha aqui é que às vezes a preposição vem antes do "que", e o aluno pensa que é uma completa nominal. Não é. O "que" introduz a oração subordinada, não a preposição.

Completiva nominal: Aqui a oração complementa um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) da principal, não um verbo. Em "Tenho certeza de que ele virá", o substantivo "certeza" pede o complemento "de que ele virá". A confusão mais comum é com a objetiva indireta, porque ambas usam preposição. O diferencial: na completiva nominal, o núcleo é um nome, não um verbo. Se você substituía a oração por "disso" e o "disso" se refere a um substantivo da principal, é completiva nominal. Apositiva: A oração explica, desenvolve ou esclarece um termo anterior, geralmente introduzida por dois pontos. Em "Faço uma exigência: que todos cheguem cedo", a oração "que todos cheguem cedo" explicita o que é essa "exigência". Eu já vi muita gente errar esse tipo porque não percebe o valor explicativo. O sinal de dois pontos é uma dica visual importante, mas não é obrigatório. Um problema que eu encontrei com frequência: quando a oração subordinada substantiva aparece no início da frase, a identificação do tipo fica mais difícil para quem está aprendendo. Por exemplo, em "Que você venha é importante", a subjetiva "Que você venha" está em posição inicial. O erro comum é tentar analisar "que" como conectivo de uma completa nominal. A solução prática é deslocar a oração para depois do verbo: "É importante que você venha". Assim fica mais óbvio que é subjetiva.

Classifique as orações subordinadas substantivas abaixo. a) b) c) d) e ...
Classifique as orações subordinadas substantivas abaixo. a) b) c) d) e ...

Outro ponto que poucos explicam bem: a posição da oração subordinada não define o tipo. O tipo depende da função sintática, não da ordem das palavras. Isso significa que uma objetiva direta pode vir no início da frase, e uma completiva nominal também. A análise funcional é o que importa. Tenha cuidado com verbos que admitem mais de uma construção. "Lembrar" pode ser transitivo direto ou indireto dependendo do sentido, e isso muda a classificação da oração. Em "Lembrei que era sábado", é objetiva direta. Em "Lembrei-me de que era sábado", a oração é objetive indireta. A preposição define. Confundir isso custa pontos em prova. Quando estou analisando um período longo e não consigo identificar o tipo de primeira, eu desenho uma tabela rápida: colunas para oração principal, oração subordinada, verbo da principal, preposição (se houver), e função sintática. Leva uns três minutos e reduz drasticamente o erro.

Se quiser praticar, eu recomendo pegar provas de concursos anteriores e fazer a análise completa, não só marcar a alternativa. O processo de escrever a justificativa é o que fixa o conteúdo. Leva cerca de 20 minutos por prova bem feita, mas o ganho em fixação é proporcional.