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Como Cuidar De Lirio Amarelo

Como Cuidar De Lirio Amarelo

Lírio amarelo: o básico que a maioria faz errado

A primeira coisa que todo mundo erra com lírio amarelo é o tipo de solo. Eles precisam de terra bem drenada, mas não seca. Acredite em mim, isso é importante porque já vi bulbos inteiros apodrecerem num espaço de duas semanas por causa de alguém que achou que "drenado" significava literalmente nenhum umidade. O solo deve reter uma leve umidade sem ficar encharcado. Uma mistura de terra vegetal com perlita ou areia grossa funciona bem. Luz direta é essencial. No mínimo seis horas de sol por dia, senão você vai ter crescimento deficiente e pouquíssimas flores. Já tive um lírio amarelo que ficou na sombra parcial de um arbusto e simplesmente parou de florir por dois anos seguidos. Não foi questão de paciência, foi questão de fisiologia da planta. Sem sol suficiente, ela não produz energia pra floração. Na rega, o erro mais comum é molhar demais nos primeiros dias após o plantio do bulbo. A regra é: deixe os primeiros dois centímetros de solo secarem entre uma rega e outra. O solo encharcado leva à podridão do bulbo, que é praticamente irreversível. Nos meses mais quentes, você provavelmente vai regar duas ou três vezes por semana. Nos meses frios, uma vez por semana basta, e às vezes nem isso.

Adubação: um fertilizante balanceado 10-10-10 no início da primavera, quando os brotos começarem a aparecer. Depois disso, nada mais até o florescimento terminar. Fertilizar durante a floração queima as raízes. Eu já fiz isso, já gastei dinheiro em plantas mortas. Não recomendo repetir. O que muita gente não sabe é que lírios amarelos são particularmente sensíveis ao pH do solo. O ideal fica entre 6,0 e 7,0. Se seu solo for muito alcalino, as folhas começam a amarelar por causa da dificuldade em absorver ferro. Você pode testar com um kit barato de farmácia ou supermercado. Se o pH estiver acima de 7,5, adicione sulfato de ferro ou material orgânico ácido como borra de café usada. Funciona em cerca de três semanas para mostrar resultado. Outro detalhe prático que os guias ignoram: após a floração terminar, não corte o caule até ele ficar completamente marrom e seco. A planta ainda está transferindo energia de volta pro bulbo. Se você cortar verde, perde parte da reserva do bulbo e a flor do ano seguinte será menor ou pode simplesmente não vir. Deixe o caule existir até morrer naturalmente. Isso vale especialmente pro lírio amarelo, que é mais frágil nesse aspecto do que variedades asiáticas.

Pragas: o problema mais comum é o ácaro-aranha, especialmente em climas secos. As folhas ficam pontilhadas de amarelo e prateado. Se aparecer isso, borrife água fria nas folhas pela manhã e, se persistir, use um inseticida à base de óleo de nim. Evite pulverizar no final do dia porque a umidade noturna favorece fungos. Se o inverno for rigoroso (abaixo de menos cinco graus), cubra a base da planta com uma camada de palha ou serragem. O bulbo é perene em zonas quentes, mas em regiões de frio intenso ele precisa de proteção. Sem essa cobertura, a taxa de sobrevivência cai drasticamente. Replantio: lírios amarelos se dão bem no mesmo local por três ou quatro anos. Depois disso, o bulbo começa a ficar pequeno e a floração reduz. Na verdade, divida os bulbos a cada três anos, no outono. Separe as bolbinhas menores e plante-as em outro local ou dê pra alguém. As maiores voltam a florir com força no próximo ciclo.

Lírio-amarelo: saiba como cultivar e cuidar da planta de curta duração
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