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Como Plantar Muda De Alecrim

Como Plantar Muda De Alecrim

Cuidados básicos que vão direto ao ponto

Alecrim não é difícil, mas a maioria das pessoas mata a muda nos primeiros quinze dias porque trata a planta como se fosse uma erva comum de vaso de cozinha. O erro principal é a rega. Alecrim vem do Mediterrâneo, cresce em solo rochoso e seca rapidinho. Se você coloca água todo dia porque acha que está tendo cuidado, as raízes apodrecem e a planta morre sem sinal claro antes disso. A primeira coisa que você precisa fazer é verificar o substrato da muda quando chegar do viveiro. A maioria das mudas vendidas em sacos plásticos leva um solo muito leve, quase turfa solta, que retém água de forma diferente do solo real do seu vaso. Meu primeiro erro foi transferir a muda direto para um vasão com terra comum. Em três semanas, a muda tábuava porque o centro do torrão nunca secou. Aqui vai o método que funciona na prática. Use um vaso de doze a quinze centímetros de diâmetro inicial. O vaso pode ser de barro ou plástico, mas precisa ter furo embaixo. Encha com uma mistura de dois terços de terra vegetal e um terço de areia grossa ou perlita. Coloca uma camada fina de pedriscos no fundo só para não entupir o dreno, porque isso acontece com frequência em vasos pequenos esquecidos.

Retira a muda do sacão com cuidado, sem esfarelar o torrão. Faz um buraco no substrato que tenha o mesmo volume do torrão, nada profundo além disso. Posiciona a muda na mesma profundidade em que ela estava antes. Aperta levemente ao redor para firmar, sem compactar demais. Rega com água suficiente só para molhar o torrão e o substrato ao redor, cerca de duzentos mililitros no início. Coloca o vaso em local de meia-sombra por uma semana. Depois disso, expõe ao sol direto por pelo menos seis horas. Alecrim precisa de sol real, não claraboia de apartamento fechada. Se o sol for muito forte no primeiro mês, a muda entra em estresse e para de crescer. Espere ela se firmar antes de aumentar a exposição.

O que eu aprendi depois de estragar três mudas

Existe um detalhe que ninguém ensina nas listas genéricas: a poda de emergência dos primeiros ramos que brotam assim que você planta a muda. Esses ramos iniciais costumam ser delicados e competem com o sistema radicular ainda frágil. Eu costumo tirar os dois ou três ramos mais baixos logo na primeira semana. Isso concentra a energia da planta nas raízes e nos ramos mais firmes. O resultado é uma muda que engorda rápido e não fica cambaleando. A irrigação depois do primeiro mês segue outra lógica. Você rega só quando o substrato estiver seco até uns três centímetros de profundidade. Usa o dedo ou um palito de dente para testar. Em dias quarenta graus, pode ser a cada dois dias. Em dias nublados e frios, uma vez por semana é suficiente. O excesso de água é a causa de pelo menos oitenta por cento das mortandades em regiões sulinas do Brasil. Sobre adubação, evite adubo verde ou muito nitrogenado nos primeiros seis meses. O alecrim responde mal ao nitrogênio em excesso e vira uma planta folhosa mole que pega fungos fácil. Depois de meio ano, aplica uma quantidade pequena de composto orgânico bem curtido, tipo meia concha de café no bordo do vaso, duas vezes ao ano. Nada de adubo químico de crescimento rápido.

como plantar muda de alecrim e garantir um jardim perfeito
como plantar muda de alecrim e garantir um jardim perfeito

Problemas reais e soluções que funcionam

Um problema frequente é o ácaro-rajado aparecer nas folhas depois de alguns meses em ambiente seco e quente. Você nota finas teias na parte de baixo das folhas e manchas amareladas. A solução não é pulverizar água, porque isso espalha o ácaro. Pulveriza uma solução de água com um fio de sabão neutro diluído, deixando atuar por uma hora e depois enxaguando. Repete a cada oito dias até sumir. Outro problema que vejo todo dia em grupos de jardinagem é a mufagem do caule na base. Acontece quando o vaso fica em local com pouca circulação de ar e o substrato demora para secar. O caule escurece e amolece perto do solo. Nesse caso, não adianta cortar só a parte visível. Você tem que arrancar a planta inteira, jogar fora e refazer do zero com novo substrato seco e boa ventilação. Tentar salvar essa planta geralmente gasta mais tempo do que compensa. Se você mora em região de chuva constante, o cultivo em vaso é mais seguro do que no canteiro direto nos primeiros dois anos. No canteiro, o alecrim pode não aguentar alagamento por mais de dois dias seguidos. Em vaso, você controla a drenagem e consegue mover para abrigo se o clima piorar muito.

Quando transplante e multiplicação fazem sentido

Depois de doze a quinze meses, a muda pode precisar de vaso maior, de quinze para dezoito ou vinte centímetros. O melhor período para isso é a primavera, quando a planta está saindo do repouso e vai reagir rápido. Não faz sentido adiar essa mudança porque o substrato velho já perdeu estrutura e nutrientes. A propagação por estaca é uma alternativa cara em dinheiro mas barata em tempo. Você corta um ramo de dez centímetros no final do verão, tira as folhas da base e coloca em isopor com isopor e água. Em três semanas, raízes surgem. Esse método funciona melhor do que comprar mudas caras, mas exige paciência e monitoramento diário para evitar apodrecimento. O único ponto fraco do alecrim cultivado em vaso que eu consigo apontar sem enrolação é a durabilidade limitada. Plantas em vasos tendem a viver entre três e cinco anos com boa saúde, enquanto no solo aberto podem ultrapassar uma década. Se você quer uma planta permanente, considere o canteiro bem drenado depois que a muda estiver estabelecida.