Complexo Fepasa Campinas
O que era o complexo ferroviário da FEPASA em Campinas
A Ferrovias Paulista S/A (FEPASA) existiu de 1971 a 1996 e Operava as linhas estaduais de passageiros e cargas no interior de São Paulo. campinas foi um dos nós mais importantes desse sistema, com oficinas, pátios de manobra e terminais de carga concentrados num terreno que ainda aparece nos mapas antigos da região. O que restou do complexo fica na divisa dos bairros Jardim dasroseiras / Taquaral, perto da linha que liga Campinas a Piracicaba e ao Porto de Santos via Jundiaí. O trecho foi desativado nos anos 1990 durante o processo de dissolução da estatal, mas a malha fundiária e alguns galpões ainda aparecem em fotos aéreas e na memória de quem trabalhava com fretes de grãos e contêineres nessa região. Na prática, o local servia para triagem de vagões de carga (cafés, cítricos, adubos) e também como ponto de apoio para trens urbanos que ligavam Campinas a São Paulo capital. Quem precisava despachar uma carroceria completa de laranja, por exemplo, tinha que entregar a nota fiscal na agência da FEPASA antes das 14h, senão o vagão só saía no turno da manhã seguinte.
O processo de desmobilização começou em 1994, com demissão em massa de agentes de trânsito e condutores. O estoque de locomotivas a diesel da série FF 2000 foi vendido por sucata entre 1996 e 1998, e muitos dos galpões na área do Taquaral foram abandonados até que a prefeitura municipal comprasse o terreno por volta de 2001 para um projeto de revitalização urbana que nunca saiu do papel. Hoje o que sobrou é basicamente o traçado da antiga linha de cargas, que aparece em fotos satelitais e em documentos de memória da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) antes da criação da FEPASA. Se você quer localizar um ponto exato de uma oficina antiga, tem que cruzar o mapa da empresa com o cadastro de imóveis da prefeitura de Campinas, porque o registro municipal não acompanhou as mudanças de denominação da ferrovia. O complexo fepasa campinas teve, no seu auge, cerca de 1200 funcionários diretos e mais 3000 terceirizados nas operações de carga. A linha principal fazia o trajeto Campinas – Jundiaí – Santos em cerca de 4 horas para um trem de cargas completo, dependendo do regime de tráfego e da disponibilidade de vagões para descarga no Porto de Santos. Os atrasos eram comuns quando chovia forte, porque os drenos da antiga linha não seguiam o padrão atual de escoamento de águas pluviais.
Se você está tentando recuperar documentos antigos ou Localizar um ponto exato do complexo, recomendo começar pelo arquivo da prefeitura de Campinas (Secretaria de Mobilidade Urbana) e depois cruzar com a hemeroteca da FEPASA no Museu da Ferrovia Paulista. Não adianta ficar rodando pela região procurando galpões que já foram demolidos; o registro municipal das construções da ferrovia não acompanhou as mudanças de uso do solo. Algumas pessoas me perguntam se ainda existe uma linha operativa funcionando em Campinas. A resposta curta é não. O trecho foi desativado em 1996, e as locomotivas a diesel da série FF 2000 foram vendidas por sucata. A única coisa que resta é o traçado fundiário, que aparece em fotos aéreas e em documentos de memória da FEPASA. Eu mesmo já precisei cruzar o mapa da antiga linha com o cadastro de imóveis da prefeitura para localizar um ponto exato de uma oficina antiga. Demorei cerca de 2 horas para encontrar o registro municipal, porque o nome da ferrovia mudou várias vezes e o cadastro de glebas não acompanhou as denominações antigas.

Galeria
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