Conectivos De Conclusão Redação
Conectivos de conclusão redação: o que funciona na prática
Muita gente acha que conectivos de conclusão são só uma lista decorada pro Enem. A realidade é mais chatinha do que isso. Quando você usa "portanto" em todo parágrafo final, o corrector nota e penaliza. Isso não é teoria, é o que eu vi acontecendo em centenas de redações corrigidas. Os conectivos de conclusão redação mais comuns são "portanto", "logo", "assim", "desse modo", "por conseguinte", "diante disso", "conclui-se que" e "em síntese". Mas dominar a lista não resolve o problema. O desafio é saber quando cada um funciona e quando ele soa forçado no texto. O problema que ninguém te conta: muitos estudantes usam "portanto" como muleta, mesmo quando a relação lógica entre as ideias não é de conclusão. "Portanto" indica uma inferência direta, uma dedução. Se o parágrafo anterior fala sobre causas de um problema social e você termina com "portanto, é preciso investir em educação", essa conexão não existe. Você está pulando etapas lógicas. O corrector marca isso.
Eu tenho um caso específico que gosto de lembrar. Um aluno usou "desse modo" para ligar um parágrafo sobre crescimento econômico a uma proposta de intervenção sobre desigualdade. A estrutura estava errada porque "desse modo" pressupõe que o modo mencionado no parágrafo anterior seria o caminho para resolver o problema. Não era esse o sentido. O correto seria usar "nessa perspectiva" ou simplesmente abrir com "diante desse cenário". Ele mudou e a redação subiu 40 pontos. Não é mágica, é consistência lógica. Aqui vai uma coisa contraintuitiva: os conectivos mais simples costumam funcionar melhor. "Assim" é mais versátil do que "por conseguinte". O segundo soa artificial quando não vem de uma cadeia dedutiva bem construída. Os examinadores percebem quando o aluno está empurrando uma palavra chique num lugar onde uma estrutura mais simples resolveria. Outro ponto que passa despercebido: a posição do conectivo. Colocar o conectivo no início da frase é o padrão, mas em textos mais maduros, intercalar o conectivo no meio da oração pode evitar a repetição mecânica. "O governo, assim, deve priorizar..." soa mais natural do que "Assim, o governo deve..." em certos contextos.
Agora o lado negativo que ninguém destaca: conectivos de conclusão não salvam redações fracassadas. Se a argumentação não fecha, se o problema não está bem definido nos desenvolvimento, nenhuma "logo" ou "portanto" no final vai consertar isso. Na verdade, o uso excessivo de conectivos pode piorar a nota se a coerência interna do texto for questionável. O corrector lê o encadeamento das ideias, não só as palavras de transição. Se você quer praticar, eu recomendo pegar redações nota mil antigas e sublinhar todos os conectivos. Você vai notar um padrão: os melhores textos raramente usam mais de dois conectivos de conclusão ao todo, e eles aparecem estrategicamente, não mecanicamente. Um no segundo parágrafo de desenvolvimento, outro na conclusão. O restante do texto sustenta a coerência sem precisar de marcadores explícitos. Uma alternativa quando você não consegue encaixar um conectivo naturalmente é simplesmente omitir. Frases bem encadeadas por conteúdo não precisam de "assim" ou "logo" para fazer sentido. Às vezes a melhor decisão é não usar nenhum conectivo e deixar a lógica interna do argumento falar por si só.

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