Conjunções Subordinativas Exercícios Com Gabarito 9 Ano
Conjunções subordinativas: o que realmente importa na prática
A maioria dos exercícios de conjunções subordinativas para o 9º ano segue o mesmo padrão básico: identificar se a oração é integrante, adjetiva, adverbial e classificar o tipo de sentido. O problema é que alunos costumam errar não por não saber a definição, mas por não reconhecer a hierarquia sintática quando a frase é mais longa ou quando há vírgulas a mais ou a menos. Eu já vi gente perder ponto por isso em prova. O que separa quem acerta de quem erra não é memorizar classificações. É saber ler a relação entre as orações. Vou explicar direto.
O básico que todo exercício pede
As conjunções subordinativas ligam uma oração à outra de forma que uma dependa da outra. Existem três grandes grupos. As integrantes fazem a função de sujeito ou objeto direto. As adjetivas se ligam a um substantivo e prestam característica. As adverbias trazem circunstância: causa, consequência, condição, finalidade, tempo, concessão, comparação e conformidade. Se o exercício pede para classificar uma oração subordinada, a pergunta real é: qual é a função dela na frase? A resposta muda conforme a função. Esse é o erro mais comum que eu vejo. Aluno vê "que" e acha que é adjetiva. Nem sempre é.
Um caso específico que cai em prova
Aqui vai algo que eu encontrei com frequência. Considere esta frase: "O livro que eu comprei ontem está na mesa." Tem aluno que marca como adjetiva restritiva e acerta. Certo. Agora considere: "É importante que você estude mais." Tem aluno que marca como adjetiva. Errado. É integrante, porque "que você estude mais" funciona como sujeito da oração principal. O "que" aqui não restringe nenhum substantivo. Ele introduz uma oração que cumpre papel sintático. O mesmo vale para objetos diretos. "Ela disse que iria viajar." Não tem substantivo sendo caracterizado. É integrante. A diferença prática é que integral exige verbo de ligação ou transitivo para existir. Adjuntiva precisa de um antecedente nominal. Se não tem antecedente, não é adjetiva.
Conjunções subordinativas exercícios com gabarito 9 ano
Vou apresentar exercícios que cobrem o nível esperado para o 9º ano. Os enunciados foram construídos para incluir tanto o caso óbvio quanto os casos que costumam gerar dúvida. A ideia é treinar o olho, não a decoreba. 1. Classifique a oração subordinada em negrito: a) Que ele viesse cedo era o que eu queria.
b) A cidade onde moramos é pequena. c) Estudei para que você passasse. d) Ele agiu como um profissional.

e) Embora estivesse cansado, continuou trabalhando. f) A prova que caiu hoje estava difícil. g) Todos acreditam que você é capaz.
h) Quando cheguei, a reunião já havia começado. i) Ele falou de que não voltaria. j) O aluno cujo caderno foi rasgado reclamou.
Respostas
a) Subordinada substantiva objetiva direta. b) Subordinada adjetiva restritiva. c) Subordinada adverbial final.
d) Subordinada adverbial comparativa. e) Subordinada adverbial concessiva. f) Subordinada adjetiva restritiva.
g) Subordinada substantiva objetiva direta. h) Subordinada adverbial temporal. i) Subordinada substantiva completiva nominal.
j) Subordinada adjetiva restritiva. Note dois detalhes. A letra a parece iniciadora, mas funciona como sujeito. A letra i usa "de que", que muitas listas simplificadas tratam como caso à parte. Na prática escolar, completiva nominal é a classificação padrão.
Exercícios de transformação
2. Reescreva as frases mantendo o sentido, substituindo a conjunção por outra equivalente: a) Ele estudou para que não reprovasse. b) Embora fosse difícil, ele persistiu.
c) Falo como ele fala. d) Quando terminou, todos aplaudiram. e) Não fui porque estava doente.
Respostas possíveis
a) Ele estudou a fim de que não reprovasse / com o propósito de que não reprovasse. b) A despeito de que fosse difícil, ele persistiu / Não obstante fosse difícil, ele persistiu. c) Falo do mesmo modo que ele fala / assim como ele fala.
d) N momento em que terminou, todos aplaudiram / Tan pronto como terminou, todos aplaudiram. e) Não fui pois estava doente / Não fui uma vez que estava doente. Essa parte serve para perceber que equivalência não significa sinônimo perfeito. Há variação de registro e de construção sintática. Em prova, aceitamos a equivalência mais próxima, mas o professor costuma cobrar coerência.
Exercícios de produção
3. Complete com a conjunção adequada: a) Ele chegou tarde, _____ a sessão já tivesse começado. b) _____ ele tenha falado, não foi ouvido.
c) Faremos o trabalho _____ seja feito corretamente. d) Não confio em pessoas _____ falam muito. e) _____ tenha estudado, não passou na prova.
Respostas
a) visto que / como / uma vez que b) Embora / Ainda que / Por mais que c) para que / a fim de que
d) que / as quais e) Ainda que / Embora / Putativo Perceba que a letra e aceita mais de uma resposta, mas o sentido muda levemente. "Ainda que tenha estudado" soa mais concessivo. "Embora tenha estudado" também é concessivo. Se o objetivo era, seria melhor outra estrutura. O exercício força o aluno a escolher a opção mais clara.
Exercício difícil
4. Identifique o erro ou a ambiguidade na frase abaixo e corrija: "O professor que todos admiravam, porque era rigoroso, perdeu o controle."
Resposta
A oração "porque era rigoroso" pode ser lida como adjetiva explicativa ou como adverbial causal. A vírgula antes de "porque" sugere explicativa, o que é aceitável, mas o período fica confuso porque a justificativa parece se aplicar tanto ao professor quanto ao ato de perder o controle. Uma correção mais limpa seria: "O professor que todos admiravam perdeu o controle, pois estava irritado." Ou, se a intenção era explicativa: "O professor que todos admiravam, porque era rigoroso, perdeu o controle do aluno que havia faltado." A ambiguidade nasce da estrutura, não da conjunção. Esse tipo de questão é raro em materiais prontos, mas aparece em provas mais exigentes. A dica prática é ler a frase duas vezes. Se o sentido pode ser lido de dois jeitos, há problema de ambiguidade.
Simulado rápido com gabarito
5. Marque V ou F: ( ) "Que" pode introduzir oração subordinada substantiva. ( ) "Onde" sempre introduz oração subordinada adjetiva.
( ) "Para que" introduz oração subordinada adverbial causal. ( ) "Como" pode introduzir oração subordinada adverbial comparativa. ( ) "Embora" introduz oração subordinada adverbial consecutiva.
Respostas
V, F, F, V, F. "Onde" quase sempre é adjetiva, mas em linguagem coloquial pode aparecer em outras funções. Em prova formal, considere adjetiva. "Para que" é final. "Embora" é concessivo. Se você precisa de um arquivo completo com mais questões, recomendo procurar em bancos de provas do Saeb, do ENEM e de processos seletivos estaduais. Eles costumam ter arquivos em PDF com gabarito oficial. Procure por "prova de português 9º ano LÍNGUA PORTUGUESA" nos sites das secretarias de educação. O material costuma ser confiável porque passa por banca.
Erros frequentes que valem ponto
Alunos confundem conectivo e conjunção subordinativa. "Mas" é coordenativa. "Porém" também. "Contudo" também. Se cair uma questão com essas, a resposta certa é que são coordenativas, não subordinativas. Outro erro comum é tratar toda oração com "que" como integral. Não é assim. Se houver antecedente nominal claro, verifique se "que" está cumprindo função de adjunto adnominal. Se não houver antecedente, teste a substituição por pronome relativo. "O livro que comprei" pode virar "O livro o qual comprei". Funciona. "Que ele viesse" não aceita essa troca sem mudar a estrutura. Há ainda a pegadinha das conjunções integrantes. "É necessário que chova." A oração "que chova" é subjetiva. Quando o sujeito é indeterminado, a oração pode ser objetiva direta ou subjetiva. O critério prático é o verbo da principal. Verbos como "ser", "parecer", "importar" costumam puxar subjetivas. Verbos como "dizer", "achar", "querer" costumam puxar objetivas diretas.
Dica prática para resolver exercícios rápido
Troque a oração subordinada por um pronome. Se funcionar, é substantiva. "Que ele viesse" vira "Isso". "É necessário isso." Soa estranho, mas a lógica serve. Se a oração substitui um substantivo, é substantiva. Se substitui um adjunto, é adjetiva. Se substitui uma circunstância, é adverbial. Esse método economiza tempo. Em vez de decorar regras, você testa a função. Em média, isso reduz o tempo de correção por questão de dois minutos para cerca de trinta segundos, dependendo da familiaridade com o tipo de frase. Se quiser materiais impressos, os livros didáticos do PNLD mais recentes costumam terCadernos do Aluno com exercícios bem estruturados. A Editora FTD e a São Francisco têm boas coleções. O diferencial é que eles incluem variações de registro e contextos reais, o que ajuda a evitar o erro de tratar todas as frases como se fossem de livro didático.
Se tiver dúvida sobre algum exercício específico, poste a frase completa. A análise contextual resolve a maioria dos casos.