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D Salomão Telhas - Cortes E Dobras

D Salomão Telhas - Cortes E Dobras

Como fazer cortes e dobras em telhas salomão

Telhas salomão são comuns em coberturas residenciais e comerciais no Brasil. O material geralmente é fibrocimento ou metálico, dependendo da aplicação. Cada tipo exige uma abordagem diferente para corte e dobra. Vou explicar o que eu aprendi na prática, não o que está nos manuais. A primeira coisa que você precisa saber é qual é a composição da telha. Fibrocimento é frágil e trinca se você aplicar pressão errada. Metálica, já tem elasticidade, mas amassa fácil se dobrar num raio muito apertado. Eu trabalhei com ambos os materiais por anos e posso te dizer que o erro mais comum é usar a ferramenta errada. Para telhas de fibrocimento, eu uso serra circular com disco de diamante para cortes retos. O corte deve ser feito com a telha apoiada em superfície plana e firme. Se a telha estiver suspensa, ela vai vibrar e trincar. A velocidade da serra também importa. Lenta demais, aquece o material. Rápida demais, despedaça a borda. Encontrei esse problema numa obra em São Paulo há alguns anos. A equipe usava angle grinder e cada corte deixava estilhaços irregulars. Troquei por serra circular e o tempo de corte caiu de 40 segundos para 12 segundos por peça.

Para telhas metálicas, a dobra exige uma matriz ou forma adequada. O raio da dobra depende da espessura da chapa. Chapa 0,8mm dobra facilmente com dobra de 90 graus. Chapa 1,2mm já precisa de mais força e um raio maior para não rachar. Eu já vi gente tentar dobrar chapa grossa com martelo e tábua. Resultado? Amassou a telha inteira e precisou descartar. Use uma dobradeira hidráulica ou pelo menos um tubo de aço como apoio. A dobradeira manual de bancada funciona para chapas fino, mas não para espessura acima de 1,5mm. O corte em telhas metálicas pode ser feito com tesoura de metal ou serra fita. Tesoura de metal é rápida para cortes curtos, mas cansa o braço em cortes longos. Serra fita é mais lenta, mas deixa o corte mais limpo e reto. Se você precisa fazer muitos cortes no dia, compensa investir numa serra fita portátil. Custa cerca de 800 reais, mas economiza tempo e material gasto. Um detalhe importante é a sobreposição das telhas. Cortes mal feitos geram folga e infiltração. Na prática, eu recomendo deixar no mínimo 10 centímetros de sobreposição entre telhas consecutivas. Se o corte ficar irregular, a água entra pela folga. Já tive caso onde um cortador amador deixou apenas 5 centímetros de sobreposição. Choveu e o cliente reclamou de manchas de umidade no forro. Refizemos o telhado inteiro, gastando o dobro do orçamento.

Outro ponto é a fixação. Parafusos com vedação de borracha são essenciais para telhas metálicas. Se o parafuso apertar demais, a borracha vaza e a água entra pelo furo. Aperte até a vedação compressar, não até travar. Eu já vi gente usar furadeira no máximo e estragar a vedação. Troquei por chave de torque e o problema diminuiu 90%. O custo do acessório é baixo, cerca de 50 reais, mas evita retrabalho caro. Para telhas de fibrocimento, a fixação exige bucha específica. O material não segura parafuso direto. Use bucha de nylon ou aço com dilatação controlada. Furo deve ser feito com broca de carbeto de tungstênio. Broca de aço rápido gasta rápido em fibrocimento e entope com pó. Eu uso broca com canal de resfriamento e faço furo em velocidade baixa. Demora 3 segundos a mais por furo, mas a bucha dura mais e não quebra.

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Limitações dos cortes e dobras em telhas salomão

Nem toda telha salomão aceita qualquer tipo de corte ou dobra. Fibrocimento com espessura abaixo de 4mm é frágil e racha com calor excessivo. Metálico galvanizado perde a camada de zinco se o corte for bruto e enferruja rápido. Se você mora em região costeira, considere telhas com acabamento poliéster ou PVC. Custam 30% a mais, mas duram o dobro em ambiente salino. A alternativa para cortes complexos é comprar telhas pré-cortadas. Fábricas especializadas fazem cortes sob medida com tolerância de 1mm. O preço sobe cerca de 15%, mas elimina desperdício e retrabalho. Em obras grandes, compensa. Em pequenos reparos, não. Se você precisa de dobras com raio menor que 5cm, telhas metálicas comuns não suportam. A deformação plástica gera microfissuras que comprometem a estanqueidade. Nesse caso, use perfil especial de chapa dobrada ou solicite ao fabricante uma telha com maior ductilidade. O prazo de entrega aumenta para 15 dias, mas o risco de falha cai drasticamente.

Cortes em telhas de fibrocimento geram pó que prejudica a saúde. Use máscara PFF2 e óculos de proteção. O pó de amianto ainda existe em telhas antigas, embora seja proibido desde 2007. Se a telha tiver mais de 20 anos, considere análise laboratorial antes de cortar. O custo do teste é cerca de 150 reais, mas evita exposição desnecessária a fibra nociva. A instalação em dia chuvoso é arriscada. Telha molhada escorrega e furo desvia. Aguarde pelo menos 2 horas após chuva leve e 24 horas após chuva forte. Umidade residual no telhado compromete a aderência de vedantes e a estabilidade dos parafusos. Na prática, eu verifico umidade com medidor de madeira antes de iniciar serviços. Se o valor passar de 18%, faço pausa e protejo a área com lona.