E Correto Afirmar Que
O que é e correto afirmar que no contexto de redações e avaliações
A expressão e correto afirmar que aparece com frequência em textos dissertativos, provas de vestibular e artigos acadêmicos. Ela funciona como uma conjunção integradora que introduz uma conclusão ou um raciocínio deduzido a partir de algo previamente exposto. O problema é que muita gente usa sem entender o que está fazendo, e o resultado costuma ser um texto artificial, repetitivo e cheio de preenchimento. Eu já corrija redações suficientes para saber quando a expressão está sendo usada com propriedade e quando é apenas enfeite. Na prática, a construção só faz sentido quando ela realmente sintetiza algo que já foi dito antes. Se você introduz uma ideia nova depois de "é correto afirmar que", você está criando uma falácia de não sequitur. O leitor (ou corretor) vai perceber imediatamente.
e correto afirmar que: quando usar e quando evitar
O uso correto exige três coisas simultâneas. Primeiro, o que vem antes da expressão precisa dar suporte lógico ao que vem depois. Segundo, a afirmação subsequente deve ser de fato dedutível, não apenas associada superficialmente. Terceiro, o texto não pode estar exagerando no uso — mais de três ocorrências em uma redação de dez parágrafos já indica que o autor está escondendo falta de Argumentação por trás de structures prontas. Eu tive um caso recente em que um candidato usou a expressão cinco vezes em uma dissertativo-argumentativa de 30 linhas. Cada uso estava seguido de uma afirmação genérica, do tipo "é correto afirmar que a educação é importante" ou "é correto afirmar que há problemas na saúde pública". Nenhuma dessas frases adicionava informação. Elas eram truques de preenchimento. A redação foi reprovada na competência de argumentação, não por questão de gramática, mas por ausência de teses sustentadas. Uma alternativa muito mais eficiente é simplesmente encadear as ideias com conectivos que realmente cumprem uma função lógica: portanto, daí, logo, consequentemente. Esses termos exigem que o argumento anterior seja sólido, o que obriga o escritor a pensar melhor do que quando recorre à muleta da expressão em questão.
Como aplicar no dia a dia
Se você está escrevendo um texto acadêmico ou uma prova e quer usar a expressão, faça o seguinte teste rápido antes de colocá-la no papel. Leve a frase que está prestes a introduzir, remova o "é correto afirmar que" e veja se a conexão faz sentido. Se fizer, provavelmente você não precisa da expressão — o conectivo já resolve. Se não fizer, algo está errado com seu raciocínio, e nenhum enfeite linguístico vai consertar isso. Um exemplo prático. Suponha que você escreveu: "O índice de analfabetismo funcional no Brasil permanece em cerca de 25% da população adulta. É correto afirmar que isso reflete déficts históricos na formação leitora." Nesse caso, a expressão é válida porque o que vem depois é uma inferência direta do dado anterior. Agora, "O índice de analfabetismo permanece em 25%. É correto afirmar que a educação é fundamental." Aqui não há relação lógica de conclusão — é apenas duas afirmações coladas artificialmente. Outra nuance que poucos levam em conta: a expressão carrega uma carga de certeza que nem sempre é merecida. Em textos científicos, onde a linguagem deve ser cautelosa, usar "é correto afirmar que" para introduzir uma hipótese ou interpretação é problemático. O mais adequado seria "pode-se inferir que" ou "sugere-se que", que deixam claro o grau de incerteza. Eu já vi artigos serem criticados exatamente por esse tipo de abuso de modalização.

Na correção de redações do ENEM, a expressão em si nunca é punida ou premiada. O que importa é a função que ela desempenha no texto. Se ela marca uma conclusão bem fundamentada, contribui positivamente para a coerência global. Se é usada como atalho para evitar desenvolver um argumento, o prejuízo aparece nas outras competências, especialmente na capacidade de propositionar e articular ideias.
Erros comuns que eu vejo repetidamente
Além do uso repetitivo e vazio, há outros padrões que indicam dominação insuficiente do recurso. Um deles é a confusão com "corroborar". Alguns escritores escrevem "é correto afirmar que, conforme dados do IBGE..." como se a expressão acrescentasse peso factual. Ela não acrescenta. O peso vem dos dados, não da formulação. Colocar a expressão antes de uma citação é redundante e demonstra confusão sobre o que cada elemento do texto faz. Outro erro frequente é usar a construção em períodos onde o sujeito da afirmação não está claro. "É correto afirmar que será necessário revisar as políticas públicas" — nesse caso, quem está afirmando? O autor? A sociedade? O texto fica ambiguo. Versões mais diretas, como "Sugere-se a revisão das políticas públicas" ou simplesmente "As políticas públicas precisam ser revisadas", resolvem o problema sem ambiguidade. Uma última observação prática. Em textos informais, como posts em fóruns ou redes sociais, a expressão soa excessivamente formal e pode criar distância desnecessária com o leitor. O registro é o que determina se uma construção soa natural ou forçada. A mesma frase que funciona em uma monografia pode parecer pretensiosa em um comentário de blog. Preste atenção ao contexto comunicativo antes de decidir empregar qualquer recurso estilístico.
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