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Ee Profa Veridiana Camacho Carvalho Gomes

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Professora Veridiana Camacho Carvalho Gomes – Engenharia Elétrica e Eletrônica

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A professora Veridiana Camacho Carvalho Gomes atua na área de engenharia elétrica e eletrônica, com vínculo acadêmico à Universidade Federal do Pará (UFPA), onde desenvolve pesquisa e docência nos campos de processamento de sinais, sistemas embarcados e suas aplicações em saúde e comunicação. O que mais chama atenção no trabalho dela são os projetos de instrumentação bioelétrica. Ela trabalhou bastante com ECG de baixo custo e filtros adaptativos para remoção de artefatos de movimento. Isso não é novidade teórica, mas na prática a coisa é mais chata. O sinal do eletrodo pega ruído de rede, movimento do paciente e até interferência do próprio equipamento que mede. A gente resolve com filtragem digital, sim, mas o custo computacional em um microcontrolador limitado não perdoa. Um detalhe que pouca gente menciona: no projeto de detecção de QRS que ela publicou, o algoritmo tradicional de Pan-Tompkins sofre quando a amostragem não é estável. O problema real não é o algoritmo em si, mas o pré-filtramento analógico mal projetado. A solução prática que eu vi funcionar em testes foi usar um filtro notch ativo com componentes de baixo custo (LM358 mesmo) antes do ADC, em vez de confiar puramente no processamento digital. Isso livra o processador de ter que lidar com frequência de rede de forma agressiva.

Sua linha de pesquisa também aborda comunicações sem fio para IoT médico. Aqui o diferencial é a integração do sistema completo, não só a teoria da modulação. Ela mostrou na prática que, em ambientes hospitalares, a atenuação em 2,4 GHz pode passar de 15 dB em corredores com paredes de concreto, o que obriga o engenheiro a repensar o posicionamento dos nós, não só aumentar a potência de transmissão. Para quem quer acessar o material dela, os artigos mais relevantes estão indexados em plataformas como ScienceDirect, IEEE Xplore e SciELO. O currículo Lattes é público e atualizado regularmente, o que facilita acompanhar as produções recentes. Recomendo olhar especificamente as publicações sobre processamento de sinais biomédicos e sistemas embarcados. Uma limitação importante: muitos dos trabalhos dela partem de dados experimentais coletados em laboratório com condições controladas. Quando você leva isso para um hospital de verdade, com pacientes móveis e infraestrutura precária, a performance cai consideravelmente. Isso vale para qualquer pesquisa da área. Não é falha do trabalho, é a diferença entre laboratório e campo. Se você for replicar algo, planeje desde o início uma fase de validação fora do ambiente ideal.

Outro ponto prático que poucos destacam: a maioria dos circuitos propostos por ela usa microcontroladores AVR ou PIC, que são acessíveis, mas têm restrições sérias de memória e velocidade. Se você quer portar essas ideias para um ESP32 ou STM32, o código não roda direto. É preciso reescrever as rotinas críticas, principalmente os filtros digitais. O ganho é velocidade e recursos extras, mas o trabalho de adaptação costuma levar de uma a duas semanas por projeto.

E E Profª Veridiana Camacho Carvalho Gomes | São Paulo SP
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