Eletrosom Novo Hamburgo
O que é eletrosom e por que todo mundo fala disso em Novo Hamburgo
A gente ouve muito esse nome por aí, principalmente quando o assunto é reparo de som automotivo ou instalação elétrica em geral. Eletrosom não é uma marca, não é um produto específico. É um jeito que os caras da região metropolitana de Porto Alegre chamam o serviço de elétrica e áudio automotivo. Novo Hamburgo virou ponto de referência nisso porque tem oficina especializada demais e preço mais em conta do que importar pra capital. Eu trabalho com isso há uns doze anos. Comecei montando headsets em carro de passeio, depois foi crescendo pra instalador de amplificadores, subwoofers, processadores de áudio. O negócio hoje em dia é outra coisa. Tem cliente que entra com um Ford Ka 2018, quer som que aguentavaShow de rock, e a planta do carro não foi pensada pra receber trilha pesada. Aí é que a coisa complica de verdade.
eletrosom novo hamburgo como funciona na prática
O processo começa com uma análise elétrica. Não adianta pegar a instalação de fábrica e ligar um amplificador de mil watts direto no circuito original do rádio. O fusível que vem da montadora é dimensionado pra luzes, limpador de para-brisa e talvez um subgrave de duzentos watts se o dono tiver sido previdente. Se você for além disso, o fio esquenta, o fusível arde e ainda piora: pode dar curto no módulo do rádio. A solução que eu uso hoje é repassar todo o positivo da bateria com chave de segurança, bitola mínima de quatro metros quadrados para circuitos de mil watts, e blindagem separada pro sinal de áudio. Isso corta ruído de alternador em cerca de sessenta por cento. O resultado é que o som fica limpo mesmo quando o motor tá em marcha lenta. Uma vez tive um caso assim. Cliente trouxe um Hyundai HB20 2020, pediu pra instalar um processador DSP com crossover eletrônico de três vias. O carro tinha o sistema de seis alto-falantes e o módulo de controle vinha com saída de linha de baixa potência. Quando liguei o DSP direto naquela saída, o ruído de terra era insuportável, tipo um zumbido grave que entrava por todo o sistema. Aí percebi que o problema não era o equipamento, era a referenciacão de terra. Comprei um isolador de terra óptico e resolvi. Não foi barato, mas resolveu.
O que todo mundo erra na instalação
O erro mais comum é ignorar a bitola do fio. Tem gente que instala amplificador de duzentos watts com fio de dois metros quadrados, achando que vai dar certo. Não dá. O calor acumula no conector, a resistência aumenta e o desempenho cai. O correto é usar bitela proporcional à potência do circuito, seguindo a tabela do fabricante. No geral, pra cada quinhentos watts RMS, precisa de pelo menos dois pontos cinco milímetros quadrados de bitela de cobre. O outro erro grave é não isolar o sinal de áudio. O ruído de alternador entra pelo cabo de força e contamina todo o sistema. A solução simples é usar cabo blindado pra sinal de áudio, separado fisicamente do cabo de força. Se os dois caminharem juntos, o ruído aparece. Em carros modernos, com muitos módulos eletrônicos, isso é ainda pior, porque a referencação de terra é mais sensível. Também tem gente que acredita que instalador de som automotivo é só apertar fios. Não é. É ler o esquema elétrico do carro, entender onde passa a corrente, onde tá o módulo de controle e qual a capacidade do alternador. Se o alternador for de noventa amperes e você ligar duas mil watts de amplificador, o sistema não aguenta. O carregamento cai, a bateria drena e o carro fica na mão. É importante respeitar a capacidade do sistema elétrico do veículo.
Dicas práticas que só quem trabalha no ramo sabe
Primeiro: antes de qualquer instalação, meça a tensão da bateria em repouso. Se estiver abaixo de doze vírgula dois volts, carregue antes de prosseguir. Bateria fraca distorce o funcionamento de todo o sistema e ainda queima componente. Segundo: use derivadores de corrente da bateria diretamente, nunca do circuito do rádio. O fio deve ir do positivo da bateria, passando por chave de segurança, até o amplificador. Se o circuito do rádio comandar a ligaçao do amplificador, ele vai sobrecarregar quando ligar. Terceiro: teste o ruído de terra antes de fechar o acabamento. Ligue tudo, coloque um disco de teste e mexa o volume. Se aparecer zumbido, verifique a referencação de terra do amplificador e do processador. Na maioria das vezes, o problema é terra solto ou referencação em ponto errado.
Em Novoh Amburgo a coisa é diferente porque o movimento é muito forte. Tem gente que entra com um Gol G5, quer colocar dois subwoofers de doze polegadas e um amplificador de mil watts. O carro original não foi feito pra isso. O sistema elétrico limita em cerca de trezentos watts RMS. Se for além, o alternador não aguenta. Numa situação dessas, eu recomendo subir pro alternador de alta corrente, de cento e vinte amperes. O custo compensa, mas é inevitável.
Quando desistir é a melhor opção
Não adianta forçar. Tem carro que não aguenta som potente, não tem jeito. Se o sistema elétrico original já é limitado em duzentos watts RMS e o cliente quer mil watts, o correto é conversar francamente. Instale um sistema de cinqüenta watts bem feito, que soa melhor do que um de mil watts mal instalado. Às vezes, o melhor é indicar um carro compatível ou sugerir alternativa de som passivo, sem amplificação. Funciona, economiza e não queima o que o cliente já tem.
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