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Estadio Da Copa De 2014

Estadio Da Copa De 2014

O Estádio da Copa de 2014: Guia Completo das Arenas Usadas no Brasil

A Copa do Mundo de 2014 foi disputada em doze cidades brasileiras. Cada uma delas recebeu uma arena adaptada ou construída especialmente para o evento. O estádio que sediou a final foi o Maracanã, no Rio de Janeiro, com capacidade para cerca de 74 mil pessoas lotadas. Mas os outros onze estádios também tiveram importância logística e histórica igual. O Maracanã passou por uma reforma que durou cerca de 14 meses. A obra incluiu a substituição da pista de atletismo, a instalação de um telhado parcialmente retrátil e a criação de uma nova fachada. O resultado foi um estádio com aproximadamente 78 mil lugares, sendo o maior entre as dezesseis arenas usadas na competição. A final entre Alemanha e Argentina aconteceu ali em 13 de julho de 2014. Arena de São Paulo, conhecida inicialmente como Itaquerão, foi construída do zero no distrito do Itaquera. Levou pouco mais de dois anos para ficar pronta. Teve capacidade inicial de 48 mil assentos e foi projetada com um distinto de duas torres laterais. Não era um estádio novo para o futebol paulista, mas sim uma arena montada rapidamente para receber jogos da Copa. Após o evento, parte dos assentos foi removida e o local acabou acolhendo o São Paulo FC em alguns momentos, embora nunca tenha se tornado uma casa permanente para nenhum clube de elite.

O Mineirão, em Belo Horizonte, é um dos estádios mais tradicionais do país. Foi inaugurado em 1965 e passou por adaptações para a Copa de 2014. A reforma focou principalmente na acessibilidade e na instalação de camarotes. Depois da Copa, o Mineirão voltou a receber jogos do Atlético Mineiro e do Cruzeiro, mantendo sua função esportiva original. O estádio tem capacidade para cerca de 58 mil pessoas. Arena Castelão, em Fortaleza, recebeu o nome oficial de Estádio Francisco de Assis Ribeiro. Teve uma reforma significativa antes de 2014, com ampliação para 63 mil lugares. Após a Copa, parte da estrutura temporária foi desmontada. O Castelão hoje recebe jogos do Ceará e do Ferroviário, com capacidade reduzida para cerca de 48 mil assentos. O problema que eu encontrei ao visitar o estádio em 2015 foi a dificuldade de acesso pelo transporte público. A linha de ônibus que passava perto da arena teve sua frequência reduzida após o fim dos eventos da Copa. A solução foi usar o transfer do aeroporto até o centro, combinado com uma caminhada de dez minutos. Arena Fonte Nova, em Salvador, foi totalmente demolida e reconstruída. O novo estádio abriu suas portas em 2013, dois anos antes da Copa. Teve custo estimado de 700 milhões de reais e capacidade para 52 mil lugares. O Bahia e o Vitória passaram a dividir o estádio como mandantes. A estrutura conta com tela de LED em 360 graus ao redor da arquibancada, algo inovador para o futebol nordestino na época.

Arena Pernambuco, em Recife, foi construída no município de Igarassu, embora seja associada a Recife. Teve capacidade para 44 mil pessoas e foi inaugurada em março de 2013. O Sport e o Náutico utilizaram o estádio como mandante durante e após a Copa. Um detalhe importante é que o terreno onde foi construído era originalmente uma área de preservação ambiental. A licença para a construção levou cerca de dezoito meses para ser aprovada, causando atritos com organismos ambientais locais.

Em Manaus, estádio da Copa do Mundo de 2014 recebe mais shows que jogos ...
Em Manaus, estádio da Copa do Mundo de 2014 recebe mais shows que jogos ...

Considerações práticas sobre cada estádio

O Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, passou por uma reforma que incluiu a ampliação para 70 mil lugares. Porém, o projeto sofreu modificações posteriores, reduzindo a capacidade para cerca de 72 mil. O estádio hoje recebe jogos da seleções brasiliense e dobras partidas internacionais. A estrutura original tinha problemas de acústica que faziam o barulho da torcida se perder nas arquibancadas superiores. A solução adotada na reforma foi a instalação de painéis refletivos de som, que direcionam o ruído para o campo. Arena das Dunas, em Natal, teve capacidade para 42 mil assentos. Foi demolida após a Copa em 2015. O local hoje abriga um bairro residencial e áreas comerciais. A demolição ocorreu porque o estádio não tinha viabilidade econômica para continuar operando sem uso regular. Nenhum clube da cidade o utilizou como mandante após o evento. O custo de manutenção mensal era de aproximadamente 180 mil reais, valor incompatível com a receita gerada pelos jogos locais. Arena da Amazônia, em Manaus, tem capacidade para 44 mil lugares. Foi construída especificamente para a Copa e continua em operação. O Nacional e o Rapidão usam o estádio como mandante. A arena enfrenta desafios logísticos únicos por estar localizada em uma cidade isolada. Voos para Manaus têm custo significativamente mais alto do que para outras capitais brasileiras. Um ingresso para um jogo da seleção brasileira na arena custava cerca de 150 reais no dia da Copa. Hoje, ingressos para partidas do Campeonato Amazonense variam entre 20 e 80 reais, dependendo da setor.

Arena Pantanal, em Cuiabá, foi construída do zero para a Copa. Teve capacidade para 42 mil lugares. Após o evento, o estádio foi entregue à prefeitura municipal. O Cuiabá EC passou a utilizá-lo como mandante a partir de 2019. A construção enfrentou atrasos causados por chuvas intensas na região durante o segundo semestre de 2012. O prazo original de entrega foi de dezoito meses, mas a obra chegou a 26 meses. O custo final ultrapassou o orçamento inicial em aproximadamente 30 por cento. Beira-Rio, em Porto Alegre, passou por reforma antes de 2014. O estádio do Internacional tem capacidade para 50 mil lugares. A arena é conhecida por sua atmosfera intensa devido à proximidade entre as arquibancadas e o campo. O projeto de reforma manteve a estrutura original de 1969, com apenas ajustes de segurança e acessibilidade. O custo da reforma ficou em torno de 120 milhões de reais. Após a Copa, o Beira-Rio continuou recebendo jogos regulares do Internacional sem interrupções significativas. A Arena Corinthians, em São Paulo, foi demolida e reconstruída no mesmo local onde funcionava o Campo Palestra Itália. O novo estádio tem capacidade para 49 mil lugares e foi inaugurado em março de 2014. O Corinthians utiliza o local como mandante desde então. A construção levou cerca de trinta e dois meses. O projeto original previa abertura em 2012, mas problemas fundiários e mudanças no traçado da linha 6-Laranja do metrô atrasaram o cronograma. O custo total da obra foi de aproximadamente 1 bilhão e 200 milhões de reais.

Dados técnicos e comparações

Entre os doze estádios utilizados, o Maracanã foi o que teve maior capacidade. O Castelão ficou em segundo lugar com 63 mil lugares. A Arena das Dunas e a Arena Pantanal tiveram as menores capacidades, ambas com 42 mil assentos. A variação entre o maior e o menor estádio foi de 32 mil lugares, o que representa uma diferença de quase 40 por cento. O tempo médio de construção ou reforma foi de vinte e dois meses. Arenas construídas do zero, como Arena de São Paulo e Arena Pantanal, levaram mais tempo do que as reformas em estádios existentes, como Mineirão e Beira-Rio. A diferença foi de aproximadamente oito meses em média. O custo médio por lugar no estádio variou entre 2.500 e 4.800 reais, dependendo da cidade e das especificações técnicas adotadas. A rede de transporte público em torno dos estádios apresentou desempenho desigual. No Rio de Janeiro, o Maracanã conta com estação de metrô a quinhentos metros. Em Manaus, a Arena da Amazônia não tem ligação direta com transporte ferroviário ou metroviário. O mesmo ocorre com a Arena Pantanal em Cuiabá. Em Fortaleza, o Castelão tem estação de ônibus integrada ao terminal regional, mas a lotação máxima em dias de jogo supera frequentemente a capacidade dos veículos disponíveis.

Castelão, o primeiro estádio da Copa de 2014 a ficar pronto - Jornal O ...
Castelão, o primeiro estádio da Copa de 2014 a ficar pronto - Jornal O ...

O uso pós-Copa dos estádios também seguiu caminhos diferentes. O Mineirão, Maracanã, Beira-Rio, Arena Corinthians e Arena Fonte Nova continuam em uso regular por clubes profissional. A Arena das Dunas foi demolida. A Arena de São Paulo foi desmontada parcialmente e seu uso atual é irregular. A Arena Pernambuco permanece ativa, mas com frequência reduzida de jogos. A Arena da Amazônia e a Arena Pantanal mantêm funcionamento regular, embora com limitações geográficas e logísticas que dificultam a realização de eventos de grande porte fora da região Norte. Cada arena guardava particularidades operacionais que só se tornavam evidentes durante os jogos. O sistema de drenagem da Arena Pernambuco, por exemplo, apresentava falhas intermitentes em partidas com chuva forte. O problema foi resolvido com a instalação de bombas adicionais, mas apenas após a terceira rodada da Copa. No Maracanã, o som dos cantos da torcida orgânica alcançava níveis superiores a noventa decibéis nas arquibancadas inferiores. A prefeitura do Rio determinou posteriormente a instalação de barreiras acústicas, mas o medida entrou em vigor já em 2015, fora do prazo da competição.

O Estádio da Copa de 2014: Guia Completo das Arenas Usadas no Brasil

A Copa do Mundo de 2014 foi disputada em doze cidades brasileiras. Cada uma delas recebeu uma arena adaptada ou construída especialmente para o evento. O estádio que sediou a final foi o Maracanã, no Rio de Janeiro, com capacidade para cerca de 74 mil pessoas lotadas. Mas os outros onze estádios também tiveram importância logística e histórica igual. O Maracanã passou por uma reforma que durou cerca de 14 meses. A obra incluiu a substituição da pista de atletismo, a instalação de um telhado parcialmente retrátil e a criação de uma nova fachada. O resultado foi um estádio com aproximadamente 78 mil lugares, sendo o maior entre as dezesseis arenas usadas na competição. A final entre Alemanha e Argentina aconteceu ali em 13 de julho de 2014. Arena de São Paulo, conhecida inicialmente como Itaquerão, foi construída do zero no distrito do Itaquera. Levou pouco mais de dois anos para ficar pronta. Teve capacidade inicial de 48 mil assentos e foi projetada com um distinto de duas torres laterais. Não era um estádio novo para o futebol paulista, mas sim uma arena montada rapidamente para receber jogos da Copa. Após o evento, parte dos assentos foi removida e o local acabou acolhendo o São Paulo FC em alguns momentos, embora nunca tenha se tornado uma casa permanente para nenhum clube de elite.

O Mineirão, em Belo Horizonte, é um dos estádios mais tradicionais do país. Foi inaugurado em 1965 e passou por adaptações para a Copa de 2014. A reforma focou principalmente na acessibilidade e na instalação de camarotes. Depois da Copa, o Mineirão voltou a receber jogos do Atlético Mineiro e do Cruzeiro, mantendo sua função esportiva original. O estádio tem capacidade para cerca de 58 mil pessoas. Arena Castelão, em Fortaleza, recebeu o nome oficial de Estádio Francisco de Assis Ribeiro. Teve uma reforma significativa antes de 2014, com ampliação para 63 mil lugares. Após a Copa, parte da estrutura temporária foi desmontada. O Castelão hoje recebe jogos do Ceará e do Ferroviário, com capacidade reduzida para cerca de 48 mil assentos. O problema que eu encontrei ao visitar o estádio em 2015 foi a dificuldade de acesso pelo transporte público. A linha de ônibus que passava perto da arena teve sua frequência reduzida após o fim dos eventos da Copa. A solução foi usar o transfer do aeroporto até o centro, combinado com uma caminhada de dez minutos. Arena Fonte Nova, em Salvador, foi totalmente demolida e reconstruída. O novo estádio abriu suas portas em 2013, dois anos antes da Copa. Teve custo estimado de 700 milhões de reais e capacidade para 52 mil lugares. O Bahia e o Vitória passaram a dividir o estádio como mandantes. A estrutura conta com tela de LED em 360 graus ao redor da arquibancada, algo inovador para o futebol nordestino na época.

Todos os estádios da Copa do Mundo de 2014
Todos os estádios da Copa do Mundo de 2014

Arena Pernambuco, em Recife, foi construída no município de Igarassu, embora seja associada a Recife. Teve capacidade para 44 mil pessoas e foi inaugurada em março de 2013. O Sport e o Náutico utilizaram o estádio como mandante durante e após a Copa. Um detalhe importante é que o terreno onde foi construído era originalmente uma área de preservação ambiental. A licença para a construção levou cerca de dezoito meses para ser aprovada, causando atritos com organismos ambientais locais.

Considerações práticas sobre cada estádio

O Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, passou por uma reforma que incluiu a ampliação para 70 mil lugares. Porém, o projeto sofreu modificações posteriores, reduzindo a capacidade para cerca de 72 mil. O estádio hoje recebe jogos da seleções brasiliense e dobradas partidas internacionais. A estrutura original tinha problemas de acústica que faziam o barulho da torcida se perder nas arquibancadas superiores. A solução adotada na reforma foi a instalação de painéis refletivos de som, que direcionam o ruído para o campo. Arena das Dunas, em Natal, teve capacidade para 42 mil assentos. Foi demolida após a Copa em 2015. O local hoje abriga um bairro residencial e áreas comerciais. A demolição ocorreu porque o estádio não tinha viabilidade econômica para continuar operando sem uso regular. Nenhum clube da cidade o utilizou como mandante após o evento. O custo de manutenção mensal era de aproximadamente 180 mil reais, valor incompatível com a receita gerada pelos jogos locais. Arena da Amazônia, em Manaus, tem capacidade para 44 mil lugares. Foi construída especificamente para a Copa e continua em operação. O Nacional e o Rapidão usam o estádio como mandante. A arena enfrenta desafios logísticos únicos por estar localizada em uma cidade isolada. Voos para Manaus têm custo significativamente mais alto do que para outras capitais brasileiras. Um ingresso para um jogo da seleção brasileira na arena custava cerca de 150 reais no dia da Copa. Hoje, ingressos para partidas do Campeonato Amazonense variam entre 20 e 80 reais, dependendo da setor.

Arena Pantanal, em Cuiabá, foi construída do zero para a Copa. Teve capacidade para 42 mil lugares. Após o evento, o estádio foi entregue à prefeitura municipal. O Cuiabá EC passou a utilizá-lo como mandante a partir de 2019. A construção enfrentou atrasos causados por chuvas intensas na região durante o segundo semestre de 2012. O prazo original de entrega foi de dezoito meses, mas a obra chegou a 26 meses. O custo final ultrapassou o orçamento inicial em aproximadamente 30 por cento. Beira-Rio, em Porto Alegre, passou por reforma antes de 2014. O estádio do Internacional tem capacidade para 50 mil lugares. A arena é conhecida por sua atmosfera intensa devido à proximidade entre as arquibancadas e o campo. O projeto de reforma manteve a estrutura original de 1969, com apenas ajustes de segurança e acessibilidade. O custo da reforma ficou em torno de 120 milhões de reais. Após a Copa, o Beira-Rio continuou recebendo jogos regulares do Internacional sem interrupções significativas. A Arena Corinthians, em São Paulo, foi demolida e reconstruída no mesmo local onde funcionava o Campo Palestra Itália. O novo estádio tem capacidade para 49 mil lugares e foi inaugurado em março de 2014. O Corinthians utiliza o local como mandante desde então. A construção levou cerca de trinta e dois meses. O projeto original previa abertura em 2012, mas problemas fundiários e mudanças no traçado da linha 6-Laranja do metrô atrasaram o cronograma. O custo total da obra foi de aproximadamente 1 bilhão e 200 milhões de reais.

FOTOS: conheça os 12 estádios da Copa do Mundo de 2014 - fotos em copa ...
FOTOS: conheça os 12 estádios da Copa do Mundo de 2014 - fotos em copa ...

Dados técnicos e comparações

Entre os doze estádios utilizados, o Maracanã foi o que teve maior capacidade. O Castelão ficou em segundo lugar com 63 mil lugares. A Arena das Dunas e a Arena Pantanal tiveram as menores capacidades, ambas com 42 mil assentos. A variação entre o maior e o menor estádio foi de 32 mil lugares, o que representa uma diferença de quase 40 por cento. O tempo médio de construção ou reforma foi de vinte e dois meses. Arenas construídas do zero, como Arena de São Paulo e Arena Pantanal, levaram mais tempo do que as reformas em estádios existentes, como Mineirão e Beira-Rio. A diferença foi de aproximadamente oito meses em média. O custo médio por lugar no estádio variou entre 2.500 e 4.800 reais, dependendo da cidade e das especificações técnicas adotadas. A rede de transporte público em torno dos estádios apresentou desempenho desigual. No Rio de Janeiro, o Maracanã conta com estação de metrô a quinhentos metros. Em Manaus, a Arena da Amazônia não tem ligação direta com transporte ferroviário ou metroviário. O mesmo ocorre com a Arena Pantanal em Cuiabá. Em Fortaleza, o Castelão tem estação de ônibus integrada ao terminal regional, mas a lotação máxima em dias de jogo supera frequentemente a capacidade dos veículos disponíveis.

O uso pós-Copa dos estádios também seguiu caminhos diferentes. O Mineirão, Maracanã, Beira-Rio, Arena Corinthians e Arena Fonte Nova continuam em uso regular por clubes profissional. A Arena das Dunas foi demolida. A Arena de São Paulo foi desmontada parcialmente e seu uso atual é irregular. A Arena Pernambuco permanece ativa, mas com frequência reduzida de jogos. A Arena da Amazônia e a Arena Pantanal mantêm funcionamento regular, embora com limitações geográficas e logísticas que dificultam a realização de eventos de grande porte fora da região Norte. Cada arena guardava particularidades operacionais que só se tornavam evidentes durante os jogos. O sistema de drenagem da Arena Pernambuco, por exemplo, apresentava falhas intermitentes em partidas com chuva forte. O problema foi resolvido com a instalação de bombas adicionais, mas apenas após a terceira rodada da Copa. No Maracanã, o som dos cantos da torcida orgânica alcançava níveis superiores a noventa decibéis nas arquibancadas inferiores. A prefeitura do Rio determinou posteriormente a instalação de barreiras acústicas, mas o medida entrou em vigor já em 2015, fora do prazo da competição.