Exemplo De Regência Nominal
Entendendo a regência nominal na prática
A regência nominal trata da relação entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e a preposição que o liga a seu complemento. Diferente da regência verbal, que depende do verbo, aqui a preposição já vem "embutida" no nome em si. A maioria dos manuais lista apenas exemplos clássicos, mas o que realmente causa dor de cabeça é a hora de aplicar isso em textos formais sem errar feio. Um exemplo de regência nominal básico seria: "Tenho medo de heights" — o substantivo "medo" exige a preposição "de". Mas se você parar pra pensar, existem centenas dessas combinações e elas não são sempre intuitivas. "Acessível a" pede "a", não "de" ou "para". "Hábil em" pede "em". São detalhes que só ficam claros com exposição repetida ao português formal.
Exemplo de regência nominal: os mais cobrados
Vou listar os que aparecem com frequência em provas e em redações profissionais: Substantivos: — Obediência a (não "para" ou "de")
— Simpatia por / antipatia por — Atenção a / dedicação a — Respeito por / a (ambos aceitos, mas com matiz diferente)

— Interesse em / por — Preferência a / por — Aversão a / por
— Confiança em / a Adjetivos: — Capaz de / incapaz de
— Ciente de — Solícito com / para com — Favorável a

— Contrário a — Resistente a / contra — Sensível a
— Propício a O problema real é que nem todos os dicionários marcam essas regências de forma consistente. O Houaiss e o Novo Dicionário da Língua Portuguesa costumam ser mais precisos, mas ainda assim deixam lacunas. Eu já perdi tempo revisando um relatório jurídico porque alguém tinha escrito "medo de" quando o contexto exigia "aversão a", e o sentido ficava estranhamente ambíguo.
O que poucos livros ensinam sobre regência nominal
A primeira coisa que as pessoas não percebem: muitos adjetivos de uso cotidiano mudam de preposição conforme o sentido. "Formiga" não é um adjetivo, mas pense em "acostumado a" versus "acostumado com". Um indica familiaridade com algo específico (acostumado a working overtime), o outro indica convivência geral (acostumado com barulho). A diferença é sutil, mas em textos formais faz distinção real. A segunda coisa: substantivos abstratos tendem a ter regência mais variável que adjetivos. "Prestígio" pode ser "prestígio junto a", "prestígio perante", e às vezes até "prestígio em" dependendo da construção. Isso é ainda mais pronunciado quando o nome deriva de verbo — "a obediência ao código" vs. "obedecer ao código". A regência nominal herda a do verbo original, o que é útil, mas não regra absoluta.

Como eu resolvo problemas de regência nominal no dia a dia
Meu método é simples e não envolva consultas excessivas a gramáticas normativas. Quando há dúvida entre duas preposições, eu testo substituindo o termo nominal por seu correspondente verbal. Se eu escrevo "interesses a serem preservados", pergunto: o verbo seria "interessar a" ou "interessar em"? Na maioria dos casos, isso resolve. "Interesse em" vem de "interessar-se em". "Aversão a" vem de "averstar-se a" ou simplesmente da lógica do verbo "averstar". Quando a substituição verbal falha — e ela falha frequentemente com nomes como "parcialidade", "imparcialidade", "prejudicial" — eu consulto o corpus do IBILEX ou o Dicionário de Usos do Português. São recursos acessíveis e muito superiores a listas aleatórias da internet que todo mundo copia sem verificar.
Erros comuns que vale a pena evitar
O erro mais frequente que eu vejo em revisões é a confusão entre "a" e "de" com adjetivos como "próximo". "Próximo de" (proximidade física ou temporal) vs. "próximo a" (mais usado em contextos formais e jurídicos). Não é que um esteja errado, mas em textos institucionais, "próximo a" soa muito mais natural e é amplamente preferido. Outro erro crônico: tratar "acessível" como se sempre exigisse "a". Em algumas construções, "acessível a" é padrão, mas quando se refere a pessoas com recursos, às vezes aparece "acessível para", que também é aceitável, ainda que menos prestigiado. A rigor, gramáticas normativas preferem "a".
Quando a regência nominal não tem solução definitiva
Existe um grupo de nomes cujas preposções variam conforme a região e a preferência editorial. "Prejudicial a" e "prejudicial para" são ambos encontrados em textos jornalísticos brasileiros de peso. Dizer que um é errado e outro certo seria simplificação demais. O mesmo ocorre com "adequado a/para". Nesses casos, o mais seguro é escolher uma opção e mantê-la coerente ao longo do texto. Se o seu trabalho exige precisão normativa rigorosa — como editoração acadêmica ou revisão jurídica —, considere usar como base o Dicionário de Regência e Acentuação de Celso Pedro Luft. Ele é antigo, mas ainda é a referência mais confiável que encontrei. Para o uso cotidiano, uma boa gramática descritiva contemporânea, como a do Evanildo Bechara, já resolve na maior parte das vezes.
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Regência Nominal: conceito, regras, exemplos, preposições e exercícios