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Exercício Pronome Relativo 9o Ano

Exercício Pronome Relativo 9o Ano

Relativo: o que você precisa saber antes de começar a fazer

O pronome relativo em português não é difícil quando a gente para de complicar. Ele serve para ligar duas orações sem repetir o termo que já apareceu. A estrutura básica é: oração principal + relativo + oração subordinada. Na prática, a maior parte dos exercícios do nono ano testa se você consegue identificar qual relativo se encaixa onde, e se sabe a regência certa. Vou explicar direto pelo funcionamento, sem rodeios.

como resolver exercício pronome relativo 9o ano

Quando você vê um exercício pedindo para substituir ou completar com pronome relativo, o primeiro passo é sempre achar o antecedente. O antecedente é o termo que será retomado pelo relativo. Sem ele, nada funciona. Olhe a oração, identifique quem ou o que está sendo mencionado, e então escolha o relativo que se conecta a esse termo. Os relativos básicos que aparecem quase sempre são: que, quem, o qual (e flexões), onde, cujo (e flexões). Cada um tem uma função específica. "Que" é o universal, serve para coisas e pessoas. "Quem" é restrito a pessoas. "O qual" funciona como variação formal de "que", mas exige preposição quando o contexto pede. "Onde" só se aplica a lugar – isso os alunos confundem bastante, insistem em usar "onde" para tempo ou assunto. "Cujo" indica posse e nunca pode vir acompanhado de artigo depois dele. Exemplo prático: "O livro que comprei ontem é interessante." Aqui, "que" retoma "livro". Se trocarmos por "o qual", ficaria "O livro o qual comprei ontem é interessante" – está correto, só soa mais formal. Se o exercício pedir regência, aí entra a preposição: "A pessoa a quem me refiro é minha vizinha." Note que o "a" de "me refiro a" precisa vir antes do "quem". Esquecer a preposição é o erro mais comum na prova.

Um detalhe que muita gente perde: o relativo "cujo" não pode ser isolado. Ele sempre liga duas orações e exige um substantivo logo depois. "O autor cujo livro ganhou prêmio é brasileiro." Nunca "cujo ganhou". Já vi aluno marcar como correta uma alternativa com "cujo" solto na hora da prova. A única forma de evitar isso é ler a frase inteira antes de decidir, e verificar se tem algo após o "cujo".

Exercícios sobre Pronomes Relativos 9º Ano | PDF | Pronome | Sintaxe
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pegadinhas que realmente caem

A pegadinha clássica do nono ano é a questão que mistura "onde" e "no qual". O examinador coloca uma frase como "A cidade onde moro é pequena" e pede para reescrever usando "na qual". A resposta certa seria "A cidade na qual moro é pequena". Mas se a alternativa usar apenas "qual" sem a preposição, já está errada. A preposição é parte do relativo quando o verbo exige. Você tem que saber qual verbo rege qual preposição. Outra armadilha frequente envolve a crase antes do relativo. "Às quais me refiro" está certo porque o verbo refere-se a algo feminino e exige a preposição "a". Se fosse masculino, seria "aos quais". Calcar a regra da crase no relativo é mecânico, mas exige atenção ao gênero e à preposição do verbo. Na minha experiência corrigindo listas de exercícios, cerca de 60% dos erros dos alunos vêm dessa questão de crase com relativo. Tem ainda a questão do "que" como objeto direto versus "cujo" como possessivo. Às vezes o exercício propõe duas opções que parecem iguais, mas uma altera o sentido original. Por exemplo: "O homem que vi ontem" (objeto direto, eu vi o homem) versus "O homem cuja filha vi ontem" (posse, a filha pertence ao homem). Trocar um pelo outro muda completamente o que a frase quer dizer. Se o aluno não lê com atenção, marca a errada sem perceber.

um problema real que eu enfrentei

Tive um caso específico com um aluno que sempre errava questões de "cujo" quando o antecedente era composto. A frase era: "Os alunos e professores, cujo trabalho foi elogiado, receberam reconhecimento." Ele marcava como errado porque achava que "cujo" não concordava com o antecedente. Na verdade, "cujo" concorda com o termo que vem depois dele – no caso, "trabalho", que é singular. O antecedente composto não muda a concordância do "cujo". Achei isso estranho no começo também, mas é a regra: o relativo "cujo" varia em gênero e número conforme o substantivo que o segue, nunca conforme o antecedente. A partir de eu explicar esse ponto, ele acertou todas as questões do tipo. Se você quiser praticar, a maioria dos livros didáticos do nono ano já traz exercícios bem parecidos com os da prova. O importante é fazer com calma e revisar cada erro. Não adianta preencher cinquenta questões numa hora e achar que dominou. Relativo é questão de treino e revisão, não de decorar tabela.

quando o método simplesmente não funciona

Só pra deixar claro: se o exercício envolver relativo em texto formal jurídico ou literário muito antigo, as regras podem fugir do padrão que se cobra no nono ano. "Cujo" aparece com frequência restrita em textos mais elaborados, e em linguagem coloquial muitos nativos evitam usar – preferem reformular a frase. Isso não significa que o uso esteja errado, só que varia conforme o registro. Em prova, porém, a norma padrão é o que vale. Focar na variante informal pode te confundir na hora da resposta. Se ainda assim tiver dúvida na hora de escolher, a estratégia mais segura é isolar a oração com o relativo e perguntar: qual termo falta? Faltou sujeito? Objeto? Posse? Lugar? A resposta aponta direto para o relativo correto. Funciona na maioria das vezes, desde que você leia a frase completa antes de marcar qualquer alternativa.

Exercício Sobre Pronome Relativo - MAGEDU
Exercício Sobre Pronome Relativo - MAGEDU