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Exercicios Concordancia Nominal

Exercicios Concordancia Nominal

O que você precisa saber antes de estudar concordância nominal

A concordância nominal é um dos tópicos que mais gera dúvidas em provas e concursos, e a razão é simples: as regras têm exceções que parecem arbitrárias até você memorizar os casos concretos. O erro mais comum não vem da regra em si, mas da forma como as bancas enquadram a frase — elas colocam adjetivos dispersos, locuções adjetivas e termos deslocados propositalmente para testar se você identifica o núcleo correto. Ao contrário do que muitos materiais dizem, concordância nominal não se resume a "adjetivo concorda com o substantivo". Existem dezenas de situações em que o adjetivo pode ficar no singular mesmo havendo núcleos, e há palavras invariáveis que parecem variáveis só porque terminam em -a ou -e.

exercicios concordancia nominal: como praticar de verdade

Para ganhar eficiência, eu recomendo que você não faça apenas listas genéricas de exercícios. O que funciona de fato é treinar com questões de bancas específicas, analisar o erro cometido e catalogar os casos que você erra. No meu caso, quando estava me preparando para certificações técnicas e avaliações internas, eu montava uma planilha com três colunas: a frase da banca, o porquê do meu erro e a regra exata que resolve o caso. Isso reduziu drasticamente meus erros nesse tópico em provas subsequentes. Se você quer recursos para praticar, existem sites como o Cesta de Questões, GRPCourse e o site da cespe que disponibilizam bancas organizadas por assunto. Procure por "exercicios concordancia nominal" combinado com o nome da banca de interesse — Cespe, FGV, Vunesp — pois cada uma tem seu padrão de cobrança.

As regras fundamentais, na prática

O núcleo do adjetivo é sempre o substantivo a que ele se liga. Se houver dois ou mais substantivos coordenados, o adjetivo pode concordar em gênero e número com o núcleo mais próximo ou ficar no plural masculino quando os núcleos forem de gêneros diferentes. Isso é direto, mas a armadilha aparece quando o adjetivo antepõe os núcleos coordenados. Quando o adjetivo vem antes dos substantivos coordenados, a concordância preferencial é com o núcleo mais próximo. Por exemplo: "A bela e talentosa cantora e bailarina" — aqui "bela" concorda com "cantora", que é o primeiro núcleo. Já em "O talentoso e bonito cantor e bailarina", o adjetivo "bonito" tende a concordar com "bailarina" pela proximidade, mas o ideal, em linguagem formal, é evitar essa ambiguidade reestruturando a frase. Uma situação que causa confusão constante envolve os adjetivos "anexo", "incluso", "mesmo" e "próprio". Esses adjetivos variam em gênero e número quando funcionam como adjunto adnominal, mas ficam invariáveis quando equivalem a advérbios ou quando fazem parte de locuções fixas. "As cópias anexas" está correto. "Os documentos seguem anexo ao processo" também está, porque nesse contexto "anexo" funciona como advérbio de lugar, não como adjetivo.

Exercícios de Concordância Nominal | PDF
Exercícios de Concordância Nominal | PDF

Outro ponto que as bancas adoram cobrar são as locuções adjetivas com "a menos", "a par", "obrigado", "grato" e "lest". Essas expressões podem variar ou não dependendo do uso. "Obrigado" varia quando se refere ao falante: "Ele disse obrigado" (invariável como substantivo) versus "Ele disse estar agradecido" — aqui o adjetivo deve concordar com o sujeito. Já "grato" segue a mesma lógica: "Sou grato a você" (concorda com "eu") versus "Agradeço e fico grato" (concorda com o sujeito implícito).

Palavras que parecem variáveis mas não são

Existem palavras que confundem até quem já estuda há anos. "Só" pode ser advérbio (invariável: "Ela ficou só") ou adjetivo (variável: "Ela está sócia"). O contexto define. "Meio" funciona como advérbio quando significa "um pouco" (invariável: "Ela está meio cansada") e como numeral quando significa "metade" (variável: "Comprei meia dúzia de ovos"). A diferença é mínima na fala, mas nas provas essa distinção é decisiva. "Bastante" também tem dupla função. Como adjetivo, varia: "Houvebastantes pessoas no evento". Como advérbio, é invariável: "Ela estudou bastante para a prova". O mesmo vale para "anexo", "incluso" e "lest" — a banca vai testar se você sabe quando estão funcionando como adjetivos e quando estão em locuções adverbiais fixas. Há ainda os adjetivos "susoito", "infimo", "extremo" e "urgente" que, embora pareçam ter flexão natural, muitas vezes aparecem em construções onde a concordância depende do que precede. Em "O caso é suficientemente grave", "suficientemente" é invariável porque é advérbio. Mas em "As causas são suficientes", "suficientes" varia porque é adjetivo.

Casos especiais que a maioria dos materiais ignora

A concordância com "mais de um" é um dos pontos mais traiçoeiros. Quando dizemos "mais de um candidato passou", o verbo fica no singular porque o foco é na unidade. Mas se houver reciprocidade — "Mais de um candidato se cumprimentaram" — o verbo pode ir para o plural, embora algumas bancas considerem essa construção ambígua e prefiram evitar. O padrão formal é: "Mais de um candidato passou" (singular obrigatório). Quando o adjetivo se refere a pronomes de tratamento como "vossa excelência", a concordância é em terceira pessoa, mas o adjetivo varia normalmente: "Vossa Excelência está prudente". Já com "senhor", "senhora" e "dona", o adjetivo varia conforme o gênero: "A senhora está pronta", "O senhor está pronto". Um caso que eu encontrei na prática e que poucas fontes explicam direito é a concordância com adjetivos compostos. Em "cor rosa-choque", o adjetivo composto "rosa-choque" é invariável porque o segundo elemento é um substantivo que funciona como determinador. Já "surdo-mudo" varia: "homem surdo-mudo", "mulher surda-muda". A regra geral é: adjetivos compostos só variam no primeiro elemento, exceto quando o segundo elemento é um substantivo, caso em que permanece invariável.

Exercícios De Concordância Nominal Com Tirinhas Com Gabarito - NAZAEDU
Exercícios De Concordância Nominal Com Tirinhas Com Gabarito - NAZAEDU

Outro detalhe que as bancas adoram é a concordância com "alto", "baixo", "rico", "pobre" usados como advérbios de intensidade. "Um homem alto e inteligente" — "alto" é adjetivo, varia. Mas "Falo alto" — "alto" é advérbio, invariável. A mesma lógica se aplica a "pobre": "um pobre homem" (adjetivo, varia) versus "ele vive pobre" (advérbio, invariável).

Erros comuns e como evitá-los

O erro mais frequente que vejo em materiais de estudo é a confusão entre concordância nominal e verbal. Na concordância nominal, o que importa é a relação entre o adjetivo (ou palavra equiparada) e o substantivo, pronome ou termo a que se refere. Não se trata de sujeito e verbo, mas de núcleo e determinante. Quando a banca propõe uma questão com "é necessário", por exemplo, o erro comum é achar que "necessário" sempre é invariável. Na verdade, "é necessário" (advérbio, invariável) é diferente de "a prova é necessária" (adjetivo, variável). Outro erro clássico é a concordância com "tão... quanto" e "tão... como". Em "Ela é tão inteligente quanto bonita", ambos os adjetivos permanecem no feminino porque se referem ao mesmo sujeito. Já em "Ele é tão inteligente quanto os colegas", o segundo adjetivo concorda com "colegas" no plural masculino. Quem estuda para concursos precisa prestar atenção especial às variações regionais e à normativa culta. A língua portuguesa padrão privilegia a concordância atraída (com o núcleo mais próximo) quando o adjetivo antecede os núcleos coordenados, mas a concordância em concordância genitiva (plural masculino quando há núcleos de gêneros diferentes) quando o adjetivo sucede. Essa distinção é fina, mas é exatamente ela que diferencia quem acerta das questões de quem erra.

Limitações do estudo por exercícios repetitivos

É honesto dizer que apenas fazer exercícios não resolve tudo. A concordância nominal exige compreensão dos mecanismos subjacentes, não apenas memorização. Alunos que focam exclusivamente em resolver questões sem entender por que uma resposta é correta tendem a repetir os mesmos erros em contextos ligeiramente diferentes. O ideal é estudar a regra, entender a lógica por trás dela e só então praticar. Além disso, algumas bancas têm critérios próprios que podem divergir da norma culta padrão. A FGV, por exemplo, às vezes considera aceitáveis construções que agramaticalistas stricteras rejeitariam. O Cespe, por sua vez, costuma ser mais rigoroso com a variação de adjetivos compostos e locuções adjetivas. Conhecer o perfil da banca é tão importante quanto dominar a regra. Se o seu objetivo é apenas passar em uma prova objetiva, focar em questões da banca específica é mais eficiente. Se o objetivo é domínio real da língua, combine exercícios com leitura de textos bem escritos e análise gramatical consciente — o que geralmente exige pelo menos três a quatro semanas de prática direcionada para consolidar os padrões mais cobrados.

Exercícios Sobre Concordancia Nominal - FDPLEARN
Exercícios Sobre Concordancia Nominal - FDPLEARN

Resumo prático para revisão rápida

Regra base: adjetivo concorda em gênero e número com o núcleo a que se refere. Núcleos coordenados: adjetivo anteposto concorda com o mais próximo; adjetivo posposto concorda com todos ou vai para o plural masculino se houver gêneros diferentes. Palavras invariáveis comuns: só (advérbio), meio (advérbio), bastante (advérbio), anexo (locução adverbial), incluso (locução adverbial), obrigatório (quando substantivado), leste (ponto cardeal).

Adjetivos compostos: só varia o primeiro elemento, exceto quando o segundo é substantivo (nesse caso, invariável). Locuções adjetivas fixas: a menos, a par, obrigado, grato,cesto — variam quando são adjetivos, permanecem invariáveis quando são advérbios ou substantivos. Dica final: antes de marcar uma alternativa, identifique o núcleo do.adjunta e verifique se o adjetivo realmente se liga a ele. Muitas questões erradas vêm de confusão entre termos subordinados e coordenados.