Exercicios Concordancia Verbal
Concordância verbal na prática
A concordância verbal é um daqueles temas que todo mundo estuda e todo mundo erra nas mesmas coisas. A regra básica é simples: o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Na prática, isso significa que você precisa identificar quem está praticando a ação antes de escolher a flexão correta. A maior parte dos exercícios que vejo por aí foca nisso, mas os casos mais chatos ficam nas exceções. Eu comecei a fazer exercicios concordancia verbal no ensino médio e não fui muito bem porque decorava regras sem entender o que estava acontecendo. O problema é que a gramática normativa é cheia de armadilhas que parecem coerentes mas não são. Um exemplo clássico é a locução verbal com verbos impessoais. Você já deve ter visto alguém escrever "deve haver problemas" no plural, certo? Errado. O "haver" no sentido de existir é impessoal, então fica sempre na terceira pessoa do singular: "deve haver problemas". A lógica é que o sujeito é "problemas", mas o verbo "haver" não tem sujeito — ele é usado como predicativo. Isso confunde muita gente.
Como resolver exercicios concordancia verbal sem perder tempo
O método que funciona para mim é o seguinte: primeiro, isola o sujeito. Traz ele para perto do verbo se necessário. Depois, verifica se o verbo principal é pessoal ou impessoal. Se for impessoal, não importa o que venha depois — o verbo fica no singular. Se for pessoal, faz a conjugação normal. Vou dar um exemplo concreto que eu mesma encontrei numa banca de concurso. A questão pedia para concordar a frase: "Fazem dois anos que não o vejo." A resposta correta era "faz", não "fazem". O verbo "fazer" indicando tempo é impessoal. O sujeito aqui não é "dois anos" — "dois anos" é complementa circunstancial de tempo. Eu demorei cerca de 3 minutos pra perceber isso porque meu cérebro ia direto para o plural por causa de "dois anos". A dica prática é: se o verbo estiver antes de uma expressão temporal, suspeite de impessoalidade. Outro caso frequente em exercícios: a partícula "se". Ela não é sujeito, é índice de indeterminação do sujeito ou partícula apassivadora. Quando o verbo é transitivo direto e vem "se" antes dele, o verbo concorda com o objeto direto. Exemplo: "Vendem-se casas" (casas = objeto direto, plural, verbo no plural). Mas se o verbo for intransitivo, o "se" é índice de indeterminação e o verbo fica no singular: "Precisa-se de funcionários". Muita gente erra isso porque acha que "se" é sujeito, mas não é.
Os erros mais comuns que aparecem em provas
Além dos casos que citei, tem uma série de erros recorrentes. O primeiro é confundir "eu lhe" com sujeito. Frases como "Eu lhe devo respeito" — aqui "lhe" é objeto indireto, o sujeito é "eu". Outro erro clássico é com expressões como "mais de um". Quando dizemos "mais de um candidato", o verbo fica no singular mesmo que o sentido seja plural. Só vai para o plural se vier "mais de um + outro" ou "mais de um e outro". Tem também o caso dos verbos que indicam fenômenos naturais. "Choveu muito ontem" — não existe plural aqui porque o sujeito é indeterminado ou inexistente, dependendo da análise. Mas se você disser "choveram chuvas fortes", aí concorda normalmente porque o sujeito é "chuvas fortes". A diferença é sutil mas aparece em exercícios. Eu também costumo encontrar questões sobre "haja vista". Muita gente escreve "haja vistas" ou "hajam vistas". O correto é invariável: "haja vista". É uma expressão fixa que não varia. Outro erro comum é "vossa senhoria" levado ao plural quando não há pluralização explícita. Se o texto falar "Vossa Senhoria deve comparecer", está correto no singular porque se refere a uma única pessoa.
Um recurso que eu uso
Quando estou resolvendo exercicios concordancia verbal e travo num exercício, eu geralmente faço uma substituição. Troco o sujeito por um pronome e vejo se a conjugação muda. Se eu tiver dúvida entre "há" e "a", eu substituo por "acho" — se der sentido, é "a"; se não der, é "há". É um truque velho mas que funciona na maioria das vezes. Para casos mais difíceis, eu uso a técnica da inversão. Coloco o sujeito depois do verbo e vejo se a concordância faz sentido. Às vezes a estrutura da frase atrapalha a percepção, e simplificar ajuda.
Onde encontrar exercícios confiáveis
Se você quer praticar, recomendo focar em bancas como CESPE, FGV e VUNESP. Elas têm padrões diferentes de cobrança. O CESPE gosta de cobrar impessoalidade em contextos complexos. A FGV adora colocar "se" em frases ambíguas. A VUNESP cobra as regras mais clássicas mas com muita atenção aos detalhes. Existem sites como Grammarly para verificação automática, mas eles não são confiáveis para português. A melhor opção é resolver exercícios de concursos passados e verificar o gabarito comentado. Eu particularmente uso o Gran Cursos e o Estratégia Concursos, que têm bancas específicas por tema.
Limitações do método
O problema é que existem muitas exceções que não seguem lógica aparente. Por exemplo, a concordância com "o povo" — o verbo pode ir para o plural se o sentido for de grupo de pessoas agindo independentemente. "O povo foram às ruas" ou "O povo foi às ruas" — ambas podem estar certas dependendo do contexto. Isso não aparece em regras simples e só se aprende com exposição. Também não adianta demais decorar. A concordância verbal exige leitura constante em português normativo. Quem lê muito naturalmente começa a sentir o que soa certo. Exercícios ajudam, mas sem prática de leitura o progresso é lento.

Resumo rápido
Identifique o sujeito antes de tudo. Verifique se o verbo é impessoal. Use a técnica de inversão quando estiver Travado. Pratique com questões de concursos reais. E leia bastante português formal.
Galeria
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