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Exercícios De Dilatação Linear Superficial E Volumétrica

Exercícios De Dilatação Linear Superficial E Volumétrica

Como resolver exercícios de dilatação térmica sem perder a sanidade

A dilatação térmica é um dos tópicos que mais gera dúvida nos estudantes do ensino médio e nos primeiros semestres de engenharia. O problema não é o conceito em si. O problema é aplicar as fórmulas corretamente quando os exercícios começam a misturar grandezas e unidades diferentes. Temos três coeficientes básicos: o linear (), o superficial () e o volumétrico (). A relação entre eles é simples se você memorizar. é igual a 2. é igual a 3. Não tente decorar tudo separado. Entenda que cada coeficiente acompanha uma dimensão diferente da medida. O linear trata de barras, fios, trilhos. O superficial trata de chapas, placas, superfícies planas. O volumétrico trata de líquidos e sólidos cujos volumes mudam com a temperatura. Quando o exercício pede dilatação de uma chapa quadrada, use . Quando pede o volume de um líquido num recipiente, use . Erros comuns acontecem quando o aluno identifica errado qual grandeza está sendo trabalhada.

A fórmula básica que resolve 90% dos problemas

Para dilatação linear: L = L · · T. Para superficial: A = A · · T. Para volumétrica: V = V · · T. Onde L, A e V são os valores iniciais, , e são os coeficientes do material, e T é a variação de temperatura. O coeficiente é dado em graus inversos, geralmente por grau Celsius ou Kelvin. Como a variação de temperatura é a mesma em ambas as escalas, você não precisa converter entre Celsius e Kelvin para calcular T. Só tome cuidado com os coeficientes tabelados. Alguns livros usam 1/°C. Outros usam K¹. Os valores numéricos são iguais, mas a notação pode confundir quem está vendo pela primeira vez. Vejo isso o tempo todo em listas de exercícios. O aluno confunde o coeficiente do aço com o do alumínio, por exemplo. O alumínio tem em torno de 24 × 10 por °C. O aço fica perto de 12 × 10 por °C. Dobra de diferença. Se inverter, o resultado final sai completamente errado e o estudante não entende o porquê.

Exercício resolvido passo a passo

Vamos a um exemplo prático. Uma barra de alumínio mede 2 metros a 20 °C. Qual o comprimento final quando aquecida a 120 °C? O T é 100 °C. O do alumínio é 24 × 10 por °C. O comprimento inicial é 2 metros. Aplicando a fórmula: L = 2 · 24 × 10 · 100. O resultado é 0,0048 metros. A barra final mede 2,0048 metros. Parece pouco, mas em pontes e trilhos isso é significativo. Agora um exercício mais complexo. Uma chapa de cobre com 0,5 metros de lado está a 25 °C. Ela é aquecida a 225 °C. Qual o aumento de área?

Exercícios de Física: Dilatação Linear, Superficial e Volumétrica ...
Exercícios de Física: Dilatação Linear, Superficial e Volumétrica ...

A área inicial é 0,25 metros quadrados. é 2, então do cobre é 2 vezes 17 × 10, que dá 34 × 10 por °C. O T é 200 °C. A = 0,25 · 34 × 10 · 200. O resultado é 0,0017 metros quadrados de aumento. Área final é 0,2517 metros quadrados.

Dilatação de líquidos: o perigo do recipiente

Aqui é onde a maioria dos estudantes tropeça. Quando você mede a dilatação de um líquido contido num recipiente, o que você observa é a dilatação aparente. O líquido dilata, mas o recipiente também dilata. O nível que você vê é a diferença entre as duas dilatações. A dilatação aparente do líquido é dada por V = V · (_líquido _recipiente) · T. Se o recipiente for de vidro e o líquido for mercúrio, por exemplo, o do mercúrio é muito maior. A dilatação aparente será positiva e o nível sobe. Mas se o recipiente dilatar mais que o líquido, o nível desce. Já vi isso aparecer em questões de vestibular. Um caso clássico é o termômetro de mercúrio. O vidro dilata, mas muito menos que o mercúrio. Por isso o nível sobe claramente. Se usassem um líquido com coeficiente menor que o do vidro, o termômetro não funcionaria.

Problema real que encontrei recentemente

Estava corrigindo uma lista de exercícios quando um aluno apresentou um problema de um tanque cilíndrico de aço preenchido com gasolina até 80% da sua capacidade. A temperatura sobe de 15 °C para 40 °C. A questão pedia o volume de gasolina que transborda. A pegadinha estava em aplicar _da_gasolina direto sem considerar a dilatação do tanque. O tanque também expande, então o volume disponível aumenta. A solução correta exige calcular o aumento do volume interno do tanque com _do_aço e subtrair da dilatação total da gasolina. O resultado foi que cerca de 1,2 litro transbordou de um tanque de 50 litros. Se o aluno tivesse ignorado a dilatação do aço, o erro seria de aproximadamente 15%, já que o coeficiente do aço é muito menor que o da gasolina, mas não desprezível quando se trata de grandes volumes e variações de temperatura significativas.

Exercicios Dilatação Linear, Superficial, Volumétrica e Dilatação Dos ...
Exercicios Dilatação Linear, Superficial, Volumétrica e Dilatação Dos ...

Dicas práticas para resolver exercícios com segurança

Leia o enunciado duas vezes antes de qualquer conta. Identifique se o problema fala de comprimento, área ou volume. Anote os dados no papel. Não confie na memória para coeficientes. Sempre consulte a tabela. A tabela costuma vir na própria prova ou no livro didático. Verifique unidades. Se o comprimento estiver em centímetros e o coeficiente exigir metros, converta antes. Se o T estiver em Fahrenheit, converta para Celsius. Alguns exercícios usam Fahrenheit propositalmente para testar atenção. Quando o exercício envolver dois materiais diferentes, como uma barra de ferro encaixada num anel de cobre, a abordagem muda. Você precisa igualar as dilatações ou usar a diferença entre elas. Isso aparece frequentemente em questões de ajuste por temperatura, onde uma peça precisa encaixar só quando fria ou só quando quente.

Um detalhe que poucos mencionam: a dilatação térmica em estruturas reais nem sempre é uniforme. Uma viga de ponte fixa numa extremidade e livre na outra se comporta diferente de uma viga fixa nas duas pontas. A segunda gera tensões térmicas internas. Em exercícios acadêmicos isso é ignorado. Na prática de engenharia civil, esse é um dos fatores que mais causa trincas e deformações ao longo dos anos.

Lista de exercícios recomendados para praticar

Procure por exercícios de dilatação linear superficial e volumétrica em coleções de Física de Halliday, Resnick e Walker. Os problemas do capitulo sobre calor costumam cobrir todos os três casos. Para nível mais básico, listas do professor Gley e exercícios do ENEM são bons pontos de partida. O importante é treinar a identificação do tipo de grandeza envolvida. A fórmula em si é fácil. A dificuldade está em saber qual fórmula usar e em não errar na conversão de unidades ou na interpretação do enunciado. Coisa simples, que consome muito tempo quando o aluno não lê com atenção. Um último ponto. Quando o coeficiente não for dado, ele pode estar implícito na descrição do material. Memorição dos coeficientes mais comuns ajuda: alumínio 24 × 10, cobre 17 × 10, ferro 12 × 10, aço 11 × 10, vidro comum 9 × 10, quartzo 0,5 × 10. Para líquidos, gasolina fica em torno de 950 × 10, água varia muito e depende da faixa de temperatura, mercúrio é 61 × 10. A água tem um comportamento anômalo próximo de 4 °C, onde sua dilatação se inverte. Isso gera erros interessantes em questões mais elaboradas.

Exercícios de Dilatação Superficial e Volumétrica | PDF
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