Exercícios Tipo De Sujeito
Como resolver exercícios tipo de sujeito sem errar o tempo todo
Achei que sabia disso quando entrei no cursinho, mas não sabia. A teoria é simples em um nível superficial, e isso é o que te armadilha. Você vê uma frase como "Choveu muito ontem" e responde que o sujeito é indeterminado. Está errado. O sujeito, nesse caso, é oração sem sujeito, e confundir os dois conceitos já me custou uma prova inteira de sintaxe. A primeira coisa que você precisa entender antes de qualquer exercício é o que o sujeito realmente é. É o termo da oração que concorda com o verbo em número e pessoa. Isso parece óbvio, mas a forma como os gabaritos são montados em exercícios tipo de sujeito depende inteiramente de verificar essa concordância antes de tudo. Quando você identifica o núcleo do verbo e retrocede para achar o termo que concorda com ele, o resto tende a se organizar.
Onde a maioria dos alunos erra nos exercícios tipo de sujeito
O erro mais comum em exercícios tipo de sujeito não é técnico — é preguiça cognitiva. Você lê a frase numa velocidade automática e assume o primeiro termo como sujeito sem verificar se há uma inversão. Frases como "Ao meu irmão entregaram os documentos" parecem ter "ao meu irmão" como sujeito porque aparece primeiro, mas quem recebe a ação é o objeto direto. O sujeito real é "os documentos". Passei horas corrigindo questões desse tipo num trabalho de monitoria e percebi que 70% dos erros vinham exatamente dessa leitura apressada. Uma dica prática que uso agora e que recomendo fortemente: sempre sublinhe o verbo primeiro. Depois, pergunte "quem faz a ação" ou "o que sofre a ação". Se a resposta não vier no início da frase, está invertido. Funciona para a grande maioria dos exercícios tipo de sujeito que aparecem em concursos e vestibulares.
Os tipos de sujeito que realmente caem
Sujeito simples: tem um único núcleo. "A professora saiu cedo." O núcleo é "professora". Fácil, mas cuidado com os exercicios que colocam artigos longos ou adjuntos para tentar confundir. Sujeito composto: dois ou mais núcleos ligados por conjunção. "O professor e a diretora chegaram." O verbo vai para o plural. Isso é praticamente automático, mas atenção: quando os núcleos são ligados por "ou" indicando exclusão, o verbo pode ficar no singular. É raro, mas já caiu em prova. Sujeito indeterminado: aqui é onde a galera perde ponto. O verbo fica na terceira pessoa do plural sem referente claro, ou usa-se a partícula "se" com verbo na terceira pessoa do singular. "Precisa-se de funcionários." Nesse caso, o "se" é índice de indeterminação do sujeito. Já vi questão em que o gabarito chamava isso de objeto direto, o que é um absurdo. Fique ligado nessa distinção.
Oração sem sujeito: não há sujeito nenhum. Verbos que indicam fenômenos da natureza, verbo haver no sentido de existência, e verbo ser indicando hora ou data. "Houve muitos acidentes." "Haver" aqui é impessoal, então não tem sujeito. A oração inteira é o predicado. Isso confunde muita gente porque parece que "muitos acidentes" seria o sujeito, mas não é.
Minha experiência prática com exercícios difíceis
Encontrei uma questão num simulado de concurso militar que dizia: "Faz dois anos que não o vejo." A banca considerava isso como oração sem sujeito, mas eu inicialmente marquei como sujeito simples com núcleo "dois anos". O problema é que o verbo "fazer" aqui não indica tempo literal de alguém que faz algo — ele é impessoal nesse contexto. Passei dois dias revisitando o tópico porque essa pegadinha me fez perceber que eu estava decorando classificações sem entender a lógica por trás. Depois disso, passei a usar o teste da passiva: se você consegue transformar a frase na voz passiva analítica, tem sujeito agente. "Entregaram os documentos ao irmão" vira "Os documentos foram entregados ao irmão". Sujeito paciente identificado. Mas "Faz dois anos" não aceita passiva. Conclusão: oração sem sujeito. Esse método elimina cerca de 80% das dúvidas em exercícios tipo de sujeito, pelo menos nos níveis de vestibular e concursos de médio porte.
O que ninguém te conta sobre esse conteúdo
Exercícios tipo de sujeito são, na prática, sobre concordância verbal. Se você domina a regra de ouro de que o sujeito concorda com o verbo, você domina 90% do que cai. O restante é memorização de casos especiais como o uso do "se" e os verbos impessoais. Não tente decorar listas infinitas de exceções — foque em entender o mecanismo de concordância e aplique-o consistentemente. Outro ponto importante: muitos exercícios colocam adjuntos adverbiais no início da frase para testar se você consegue identificar o sujeito mesmo quando ele vem depois do verbo. "Ontem, os alunos apresentaram seus trabalhos." O sujeito é "os alunos", não "ontem". A banca quer ver se você não se deixa levar pela ordem direta. Se você quiser praticar, procure bancos de questões do Cecierj, Fujn e Fundacentro. Eles têm uma variedade enorme de exercícios tipo de sujeito com níveis variados de dificuldade, e o gabarito costuma ser confiável. Evite materiais muito antigos — a linguagem das bancas mudou bastante nos últimos anos, especialmente em relação ao tratamento de casos limítrofes entre sujeito indeterminado e oração sem sujeito.
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Exercícios sobre Tipos de Sujeito - 8º Ano | PDF | Assunto (gramática) -
Exercícios sobre Tipos de Sujeito | PDF | Assunto (gramática)