Festa Da Cueca Na Vara De Curitiba
O que é e como funciona na prática
A festa da cueca na vara de curitiba acontece todo ano no centro da cidade, geralmente em agosto. As ruas são fechadas e passam a ter varais esticados de um lado ao outro. Os participantes levam cuecas, calcinhas e roupa íntima para pendurar nos varais. Não precisa de inscrição paga, nem cadastro. É basicamente isso: você vai, pendura sua roupa e sai tomando algo com os outros. O festival começou como uma iniciativa de alguns artistas e moradores da região central, por volta de 2006. Cresceu de forma orgânica e hoje movimenta milhares de pessoas. A prefeitura normalmente autoriza o evento e fecha pelo menos uma ou duas ruas próximas à Rua XV de Novembro e à Praça Tiradentes. Os guardas civis ficam nas esquinas para organizar o fluxo de pedestres.
Festa da cueca na vara de curitiba: como participar
Vá à tarde, por volta das 14h ou 15h. Chegar mais cedo costuma valer a pena porque os varais começam a encher rápido e, se você levar peças maiores ou com alças tipo sutiã, acha um espaço melhor. A entrada é gratuita. Leve suas próprias peças de roupa íntima limpas, mas não precisa ser nada especial. A maioria das pessoas traz cuecas velhas mesmo. Um problema que eu tive na minha primeira vez foi específico: levei cinco cuecas com elástico largo e todas escapuliram dos arames nos primeiros dez minutos porque o vento forte de Curitiba naquela tarde empurrava o tecido. O workaround que funcionou foi simples. Levei prendedores de roupa de inox, comprei no quiosque da praça por dois reais o pacote, e usei um nó duplo no galheteiro mesmo. A partir daí nenhuma peça saiu do lugar. Recomendo ir preparedo para o vento, independente da estação. Depois de pendurar as peças, a coisa mais comum é circular, ver os desenhos e as mensagens escritas em algumas cuecas. Tem gente que faz arte com elas. Tem também quem leva placas feitas de isopor. O ambiente é tranquilo, com música ambiente vindo de alguns carros de som e barracas de comida montadas pela prefeitura nos dias anteriores. A polícia federal e a militar fazem ronda, mas nunca vi ninguém chamar atenção por roupa de baixo na rua. É permitido beber álcool nas ruas durante o evento, então não spere proibição nesse quesito.
Se você quer levar peças para doar, tem um ponto de coleta organizado pelos voluntários no final do dia, perto da entrada da Rua São Francisco. Leve apenas roupas íntimas novas e lacradas. As usadas são coletadas separadamente e vão para reciclagem têxtil, não para doação. Confundir essas duas filas é comum no final da festa quando o pessoal está cansado e só quer voltar pra casa. Eu já vi gente levar cuecas com estampa de personagens famosos e levar bronca dos organizadores porque alguns direitos autorais foram questionados informalmente. A regra não está escrita em lugar nenhum, mas a coordenação do evento pede para evitar logos de marcas registradas ou imagens de celebridades. No geral, cueca lisa ou com estampa genérica evita conversa na hora de pendurar. O evento costuma começar a esvaziar por volta das 20h, quando o frio da noite aperta e as pessoas vão embora. Se você for levar criança, pode ir, mas fique perto dos varais. Tem gente que sobe em bancos e escadas para pendurar peças mais altas e o equilíbrio nem sempre é bom. Eu vi uma menina de uns sete anos tentar alcançar o varal mais alto e cair de lado. Ninguém se machucou grave, mas o incidente gerou uma confusão desnecessária na hora do registro.

Para quem mora fora de Curitiba e quer participar, o transporte público é a opção mais sensata. O ônibus 511 e o 108 passam perto da Praça Tiradentes. O estacionamento na região custa caro e lota antes das 16h. Eu já perdi dois horários procurandoparagem e desisti na terceira vez. Metrô não existe em Curitiba, então ônibus ou carro mesmo. Se for de carro, deixe-o num estacionamento longe do centro e caminhe. A pé é mais rápido do que enguiçado no trânsito do horário de pico. O único detalhe técnico que a maioria das pessoas ignora é a questão dos varais. Eles são montados com arame de aço revestido de plástico. Com o tempo e a exposição ao sol, o revestimento resseca e começa a soltar. Quando você pega uma cueca com tecido sintético fino, ele enrrola no arame com facilidade. Tecido 100% algodão é mais fácil de lidar porque tem mais atrito. Se você quer economizar tempo pendurando, leve peças de algodão. Sintéticos vão dar trabalho extra. A segurança é boa, mas não é perfeita. Eu já vi várias carteiras furtadas em meio à multidão, especialmente perto das barracas de cerveja. Nada que seja incomum para um evento com essa quantidade de gente apertada. Leve apenas o essencial no bolso: celular, cartão, e o necessário para voltar pra casa. Não confie em bolsos internos de jaqueta. O calor do corpo e o atrito com a multidão fazem tudo escorregar.
Se o clima estiver muito seco, o que acontece às vezes no mês de agosto, o vento arranca peças mais leves com muita facilidade. Nesse caso, o conselho prático é usar prendedores de roupa duplos e amarrar o varal em dois pontos fixos antes de pendurar. Eu fiz isso na edição de 2023 quando o vento estava forte e funcionou bem. Metade das cuecas que meus amigos levaram caíram porque não seguiram essa precaução básica. Algumas pessoas chegam a levar roupas íntimas de tamanhos diferentes para trocar depois, numa espécie de troca informal que acontece entre os participantes. Isso não é oficial e não tem organização, mas acontece. Se quiser participar dessa troca, leve peças em bom estado que não estejam desbotadas ou rasgadas. O pessoal que faz essa troca costuma ser exigente com a condição das peças. Se você estiver planejando ir pela primeira vez, leve água. Tem bebedouros espalhados pela praça, mas nos dias mais quentes eles ficam lotados e a fila acaba sendo maior do que o esperado. Um litro de água resolve até o final do evento sem precisar comprar nada na rua.
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