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Figuras De Sintaxe Exercícios

Figuras De Sintaxe Exercícios

Figuras de sintaxe: o que realmente importa na hora da prova

Figuras de sintaxe são os recursos que manipulam a estrutura gramatical da frase. Não são figuras de pensamento — essas ficam no plano do sentido e da intenção retórica. Figuras de sintaxe mexem com a ordem, com a presença ou ausência de termos, com a relação entre orações. Isso já separa um bom gabarito de uma resposta errada na maior parte dos testes objetivos. Quando eu comecei a corrigir redações e exercícios de análise sintática, percebi logo que os alunos confundem figuras de sintaxe com figuras de linguagem de forma generalizada. A confusão é tão comum que muitas bancas caem nessa armadilha propositalmente.

O que estudar antes de pegar figuras de sintaxe exercícios

A base é saber identificar sujeito, verbo, objeto, adjunto adverbial e complemento. Sem isso, você não consegue perceber quando algo foi alterado, omitido ou deslocado. Vou dar um exemplo direto: se você não sabe o que é um adjunto adverbial, não vai distinguir polisindéto de assindéto de nada adiantado. O que acontece na prática é o seguinte. Você lê uma frase como "Choveu e trovejou e relampejou" e acha que é só ênfase. Na verdade, é polisindéto — a repetição dos conectivos coordenativos "e". O inverso também existe: "Choveu, trovejou, relampejou" é assindéto, a omissão desses conectivos. Isso altera o ritmo e a velocidade da leitura, e a banca cobra isso.

As figuras de sintaxe que mais caem

Anástrofe: inversão da ordem direta dentro do sintagma. "Ao mar, eu me entreguei completamente." Em vez de "Eu me entreguei completamente ao mar". Note que a anástrofe não é a mesma coisa que hipérbito, apesar de muitos apostilheiros tratarem como sinônimos. A anástrofe ocorre dentro do sintagma, o hipérbito é mais amplo, afetando a ordem dos constituintes na oração toda. Hipérbato: alteração drástica da ordem lógica. "Ao mar entregou-se ele." Aqui a estrutura completa foi deslocada. É diferente da anástrofe porque envolve a ordem das funções sintáticas na oração, não apenas dentro de um termo. Elipse: omissão de um termo que pode ser facilmente recuperado pelo contexto. "Fui à feira e voltei cedo." O sujeito "eu" está subentendido na segunda oração. A questão é que a elipse gera ambiguidade quando o contexto não é suficientemente claro, e aí a banca costuma cobrar a identificação correta do sujeito oculto.

Exercícios Sobre Figuras de Sintaxe
Exercícios Sobre Figuras de Sintaxe

Pleonasmo: redundância que tem valor estilístico, não erro. "Ele viu com os próprios olhos." O pronome "o" em "vi-o" já indicaria o objeto, mas o pleonasmo afirmativo reforça a ação. Cuidado para não confundir com redundância desnecessária, que é erro de redação. Sinédoque: parte pelo todo ou todo pela parte. "Liderou a equipe com maestria" — aqui "liderar a equipe" poderia ser sinédoque se estivesse substituindo um termo mais específico. É uma figura menos frequente em provas, mas aparece em textos literários cobrados no ENEM e nos vestibulares mais exigentes. Clíse: próclise, mesóclise e ênclise são questões de posicionamento pronominal que também entram nas figuras de sintaxe quando há deslocamento intencional para efeito estilístico. "Dar-te-ei" é mesóclise, por exemplo. A regra geral manda para a próclise, mas a mesóclise aparece quando o verbo está no futuro do presente ou do pretérito.

Figuras de sintaxe exercícios: como resolver sem errar

Na hora de fazer exercícios, o método que funciona é este: identifique a estrutura canônica da frase primeiro, depois compare com a versão apresentada. Qualquer diferença entre elas é a figura em ação. Pegue esta frase: "Nunca tantos problemas vi eu em minha vida." A ordem direta seria "Eu vi nunca tantos problemas em minha vida." A inversão "Nunca tantos problemas" na frente do verbo é claramente hipérbato. Não adianta decorar nomes de figuras sem fazer esse exercício de reconstrução. Um problema que eu vejo constantemente é a confusão entre anáfora e epífora. A anáfora repete um termo no início das orações. A epífora repete no final. Parece óbvio, mas em frases longas e complexas a distinção se perde. Já perdi pontos em simulados identificando anáfora onde era epífora, e a resolução foi simples: sublinhar o termo repetido e ver onde ele aparece em relação à estrutura de cada oração.

Outro ponto cego é a Zeugma. Consiste na omissão de um termo já expresso anteriormente. "João gosta de música; Maria, de literatura." O verbo "gosta" foi zeugmatizado na segunda oração. A banca pode apresentar isso como elipse também, e tecnicamente há sobreposição entre as duas figuras. O que diferencia é que a zeugma é uma forma específica de elipse que depende da repetição prévia de um termo idêntico.

Exercícios Figuras De Sintaxe Com Gabarito 9 Ano Pdf - BINKEDU
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Dica prática que ninguém conta

Muitos alunos estudam figuras de sintaxe isoladamente, e isso funciona até certo ponto. O problema é que as provas atuais, principalmente o ENEM, apresentam textos completos e pedem para identificar figuras no contexto. Uma frase solta é fácil. O mesmo recurso aplicado num parágrafo de Machado de Assis já exige outro nível de análise. A solução é treinar com textos reais, não apenas frases de exemplo. Leia crônicas, poemas e trechos de romances clássicos e faça a análise sintática antes de pensar nas figuras. Quando você conhece a estrutura canônica de cada frase, a variação salta aos olhos.

Erros frequentes e como evitá-los

O erro mais comum é classificar qualquer repetição como anáfora. Se o termo se repete no meio ou no final, não é anáfora. Anáfora é estritamente no início. Já vi candidatiços marcarem epífora onde não havia repetição alguma, confundindo com coordenação ou simplesmente com a coerência textual. Outro erro é tratar hipérbato como sinônimo de qualquer inversão. O hipérbato é uma inversão marcante, que quebra a ordem natural de forma perceptível. Inversões leves dentro do sintagma são anástrofe, não hipérbato. A distinção é de grau, não de categoria absoluta, mas as bancas cobram essa diferença. Catarese também aparece às vezes como figura de sintaxe, mas é uma figura de pensamento por definição. Misturar categorias é o caminho mais rápido para errar uma prova inteira.

Resumo do que revisar

Antes de partir para figuras de sintaxe exercícios propriamente ditos, tenha certeza de que domina: ordem direta dos termos na oração, funções sintáticas básicas, tipos de coordenação e subordinação. Sem isso, as figuras são apenas nomes para decorar, e decorar não funciona em provas que cobram aplicação contextual. O que se aplica a qualquer lista de exercícios é a consistência. Resolver vinte questões por dia durante duas semanas é mais eficaz do que resolver cem de uma vez só. O cérebro precisa de tempo para consolidar os padrões de reconhecimento. Se você estiver apressado, foque em anástrofe, hipérbito, elipse e zeugma — são as quatro que aparecem com muito mais frequência em qualquer material de preparação.

Resolvido:Exercícios de figuras de sintaxe Teste os seus conhecimentos ...
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