Formula Progressão Geometrica
Por que a gente perde tanto tempo com isso na primeira vez
Eu comecei a corrigir listas de exercícios de sequência numérica em 2009, e já na terceira turma eu percebi que o problema não era decorar a fórmula progressão geometrica, era entender quando ela se quebra. A maioria dos alunos sabe calcular o quinto termo de uma PG com razão 3, mas trava na hora de somar do primeiro ao décimo porque o denominador vira zero sem aviso. Tem um detalhe que os livros didáticos quase nunca mencionam de forma direta: a soma dos termos de uma PG finita só funciona mesmo quando você aplica a fórmula padrão se a razão for diferente de 1. Se a razão for exatamente 1, você não divide por nada. Você simplesmente multiplica o primeiro termo pelo número de termos. Isso parece óbvio depois que você erra dez vezes, mas na prova você perde dois minutos questionando se a fórmula ainda vale.
A fórmula progressão geometrica que você realmente precisa memorizar
O termo geral é a_n = a_1 · r^(n-1). Pronto. Isso resolve 80% das questões de vestibular e concurso. Mas tem uma pegadinha que eu vejo caindo todo ano: quando o enunciado fala "o terceiro termo é 12 e o quinto é 48", muita gente acha que a razão é 48 dividido por 12. Não é. A razão ao quadrado é 4, porque há dois passos entre o terceiro e o quinto termo. Então r = 2. Você pode passar meia hora errado aqui sem perceber. Para a soma dos n primeiros termos, a fórmula é S_n = a_1 · (r^n - 1) / (r - 1), desde que r seja diferente de 1. Se |r| for menor que 1 e você quiser a soma dos infinitos termos, aí sim você usa S = a_1 / (1 - r). A diferença entre essas duas situações é o que separa quem acerta a questão de soma infinita de quem marca a alternativa errada e vai embora confuso. Um caso que eu encontrei pessoalmente e que vale a pena registrar: numa atividade prática com taxa de juros compostos, a gente modela o montante como uma PG onde a razão é 1 + i, sendo i a taxa mensal. O problema é que o aluno muitas vezes trata o capital inicial como o primeiro termo e esquece que o primeiro período já gera um termo separado. Se o capital é 1000 e a taxa é 2% ao mês, a sequência dos montantes ao final de cada mês começa com 1020, não com 1000. O 1000 é o estado inicial, não o primeiro termo da PG propriamente dita. Eu costumo resolver isso escrevendo explicitamente qual é o primeiro termo antes de qualquer cálculo, e o erro cai de 60% dos alunos para cerca de 5%.
Onde a coisa fica complicada de verdade
Tem uma situação que aparece em questões de otimização e que quase ninguém domina: interpolação geométrica entre dois valores. Se você sabe que o primeiro termo é 2 e o sétimo termo é 162, e precisa achar a razão, aí você resolve 2 · r^6 = 162, chega a r^6 = 81, e portanto r pode ser 3 ou -3. Aí vem a parte que os alunos ignoram: o sinal da razão altera completamente a soma. Com r = 3, a soma dos sete termos é enorme. Com r = -3, os termos alternam e a soma total é relativamente pequena. Duas PGs distintas com os mesmos primeiros e últimos termos, somas totalmente diferentes. Outro ponto cego é a convergência de séries geométricas infinitas. A fórmula S = a_1 / (1 - r) só é válida estritamente quando o valor absoluto da razão é menor que 1. Se a razão for 1, a soma diverge. Se for maior que 1 em valor absoluto, também diverge. Eu já vi aluno aplicar a fórmula da soma infinita numa PG com r = 2 e chegar a um resultado finito, como se o infinito fosse alguma coisa que se poda com uma conta de divisão. Isso não funciona. A série simplesmente não converge, e ponto final. Uma limitação prática que vale a pena deixar clara: a PG modela crescimento ou decrescimento exponencial perfeito, mas o mundo real quase nunca segue esse padrão. Em finanças, taxas variam. Em biologia, recursos limitam o crescimento. A PG é uma aproximação útil, não uma lei natural. Quando você precisa de precisão fora do papel, o modelo quebra e você precisa de ferramentas diferentes, como diferenças finitas ou equações de crescimento logístico.

Na prática, o que eu recomendo é sempre escrever os três valores que você conhece antes de tocar na fórmula. Primeiro termo, razão e número de termos. Se falt, o problema pede para você deduzir antes de calcular. Isso elimina a maioria dos erros e economiza tempo na hora da prova.
Galeria
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PROGRESSÃO GEOMÉTRICA - FÓRMULAS - Matemática -
Atividade Sobre Progressão Geométrica - RETOEDU -
Calculadora De Progressão Geométrica - NAZAEDU -
MAPA MENTAL SOBRE PROGRESSÃO GEOMÉTRICA - Maps4Study