POTHIEDU Não Decore a Resposta. Entenda o Caminho

Graxa Para Corrente De Bicicleta

Graxa Para Corrente De Bicicleta

Como lubrificar a corrente da bicicleta direito

A maioria das pessoas lubrifica a corrente de bicicleta errada. Esparrama graxa para corrente de bicicleta por cima e pede pras engrenagens ficarem quietinhas. Em duas semanas, a corrente tá cheia de graxa misturada com sujeira, virando uma lixa que come os dentes da coroa e da cassette. O caminho certo é mais chato, mas faz a corrente durar três vezes mais. Tem três tipos principais de lubrificante que você vai encontrar no mercado. O lubrificante úmido (wet lube) é feito para chuva e terrenos lamacentos. Ele gruda muito, não sai fácil, mas atrai poeira como ímã. O lubrificante seco (dry lube) é à base de cera ou solvente volátil. Ele forma uma camada seca e limpa por cima. É ótimo para terra e polvo, mas lava rápido na chuva. O lubrificante à base de cera (wax lube) exige que a corrente seja removida e mergulhada em banho de cera derretida. É o que deixa a corrente mais limpa possível, mas o processo de aplicação é trabalhoso.

Escolhendo a graxa para corrente de bicicleta certa para o seu uso

Se você pedala principalmente em piso seco e urbano, o lubrificante seco resolve. Se o seu trajeto passa por chuva frequente ou trilhas molhadas, parte pro lubrificante úmido. Se você se importa com performance e limpeza e não liga de gastar um domingo no serviço, o banho de cera é insuperável. Não adianta comprar um lubrificante caro se você vai aplicar do jeito errado. O erro mais comum é aplicar o lubrificante na corrente suja. Graxa em cima de sujeira é simplesmente sujeira mais grudenta. Antes de qualquer coisa, a corrente precisa ser limpa. Você pode usar um cleaner de corrente — aquelas caixinhas com escovas que você gira pedaleiras pra trás — ou desmontar a corrente e deixar de molho em querosene ou biodiesel por algumas horas. Biodiesel é baratinho e funciona surpreendentemente bem como solvente de cadeia. Depois de limpa, seque bem antes de aplicar qualquer produto. Aqui vai algo que pouco gente sabe: o lubrificante precisa entrar nos rolamentos internos da corrente, não ficar grudado na parte de fora. Cada elo tem um pino, buchas e roletes dentro. Se o produto fica só na superfície, ele não está lubrificando o que importa. A técnica correta é aplicar uma gota bem pequena no ponto onde a bucha encontra o rolete, pedaleira pra trás devagar e passar um pano seco logo em seguida. Não precisa encharcar. Uma gota por elo é mais do que suficiente. O excesso é apenas desperdício que vai atraír pó.

Eu já errei feio com isso numa bike de estrada que eu mantinha pra usar nos finais de semana. A corrente era uma Shimano HG 601, corrente de 9 velocidades, e eu aplicava lubrificante seco da marca que todo mundo recomenda. O problema era que eu esquecia de secar o excesso. Em três meses, a corrente ganhou uma crosta preta espessa. O câmbio começava a patinar nas trocas de marcha, especialmente do menor para o maior pinhão. Eu gastei cerca de quarenta reais em lubrificante novo e ainda assim não resolvia. A solução foi desmontar a corrente, lavar em biodiesel quente, deixar secar completamente e aplicar cera de banho com banho térmico. O resultado foi uma mudança suave desde a primeira pedalada. Custou mais tempo, mas resolveu de vez. Outra coisa que todo mundo ignora é a frequência. Muita gente lubrifica a corrente uma vez por mês sem olhar o estado dela. A regra prática é simples: se a corrente brilha e parece seca, precisa de lubrificação. Se tem borra preta acumulada, precisa de limpeza antes da lubrificação. Em condições secas e limpas, a verificação semanal com um pano branco leva dez segundos. Em condições úmidas e lamacentas, limpe e lubrifique a cada cento e cinquenta quilômetros, no máximo. Existem limitações importantes que os fabricantes não contam. Lubrificante úmido deteriora mais rápido os componentes de transmissão quando usado em ambiente seco, porque a camada pegajosa retém abrasivos. Lubrificante seco simplesmente não segura em chuva forte por mais de trinta quilômetros. Banho de cera funciona muito bem, mas se a corrente tiver qualquer resíduo de old lube antes do mergulho na cera, a aderência fica péssima e a cera escama. A correção é sempre limpar profundamente antes, sem exceção.

graxa para corrente de moto e bicicleta - TOP LUB - Corrente de ...
graxa para corrente de moto e bicicleta - TOP LUB - Corrente de ...

Também vale avisar que graxa para corrente de bicicleta não é o mesmo que óleo multiuso ou WD-40. Água e óleo comum vão acelerar a corrosão dos pinos e das placas laterais. Você pode achar que está ajudando, mas está destruindo a corrente de dentro pra fora. Use produtos feitos especificamente para transmissão de bicicleta. Se você quer um resumo prático do processo completo: Limpe a corrente com cleaner mecânico ou banho de biodiesel. Seque completamente. Aplique uma gota de lubrificante no ponto interno de cada elo. Gire a coroa devagar para distribuir. Passe um pano seco em toda a extensão da corrente. Aguarde o tempo de secagem indicado pelo fabricante — lubrificante seco leva de dez a quinze minutos, lubrificante úmido de uma a duas horas. Pedale normalmente e verifique após cinqüenta quilômetros se ainda há excesso na superfície.

Essa rotina leva uns vinte minutos em média, dependendo do nível de sujeira. Fazer direito evita trocar corrente, coroas e cassete com meia frequência, o que no longo prazo economiza bem mais do que o custo do lubrificante certo.