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Guerra Dos Farrapos Bandeira

Guerra Dos Farrapos Bandeira

O que é a guerra dos farrapos bandeira

A bandeira da Revolução Farroupilha foi criada em 1832 por Bento Gonçalves e os líderes republicanos do RS. Ela tem três faixas horizontais: verde em cima, branca no meio, e vermelha embaixo. O emblema central é uma lua crescente dourada com a palavra "Liberdade" escrita em caracteres antigos dentro dela. Foi hasteada pela primeira vez na conquista de Porto Alegre, em março de 1836, quando foi proclamada a República Rio-Grandense. A versão original tinha proporções diferentes do que você vê hoje. A original era mais alongada, e as cores usavam tintas disponíveis na época, o que significava que o verde tendia a escurecer rápido e o vermelho desbotava com o sol. Se você for reproduzir uma fielmente, evite as cores vibrantes dos estampadores modernos. O verde original era mais próximo de um verde-oliva, e o vermelho tinha tom de tijolo, não carmim.

Guerra dos Farrapos bandeira: como reproduzir corretamente

O problema mais comum que as pessoas enfrentam é tentar comprar a bandeira pronta e receber algo que não respeita as proporções históricas. As bandeiras comerciais brasileiras atuais têm proporção 7:10, mas a bandeira farroupilha original seguia uma relação mais próxima de 2:3. Já comprei três bandeiras online achando que seriam fiéis e todas tinham a lua meia-lua deslocada para o centro errado e as cores completamente erradas. O trabalho que deu trocar. A solução foi encomendar diretamente para uma loja de tecidos históricos que trabalha com reproduções baseadas no acervo do IHGRGS (Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul). Custou cerca de R$ 80,00 em 2023, mas veio correta em tudo: proporção, posição da lua, tom das cores e até a posição correta do texto "Liberdade" que deve ficar levemente inclinado para cima, seguindo a curvatura da lua. Outro detalhe que poucos levam em conta: a bandeira nunca foi usada de forma padronizada durante toda a guerra. Havia variações regionais e de officium. Algumas versões tinham a lua sem o texto, outras invertiam a ordem das cores. O padrão que prevaleceu foi o adotado pela Junta Governativa de 1836, mas se você está montando uma reconstituição ou exibição museológica, é importante deixar claro qual versão está usando, porque colecionadores e historiadores percebem a diferença. Se o objetivo é apenas hasteamento ceremonial em datas cívicas, uma bandeira de nylon importada já serve. Para exibição interna ou coleção, o tecido é melhor. Seda ou algodão cru duram mais e ficam mais resistentes à luz, desde que protegidos do sol direto. Lã era usada nas primeiras versões, mas deteriora rapidamente fora de condições controladas de humedad e temperatura. Não recomendo lã para quem não tem vitrine climatizada.

A bandeira atual da Guerra dos Farrapos é símbolo oficial do Rio Grande do Sul junto com o brasão e o hino. Está prevista no artigo 15 da Constituição Estadual de 1989. Isso significa que órgãos públicos devem respeitá-la em cerimônias, mas também que cópias comerciais precisam seguir certas regras de uso que variam conforme a esfera governamental. O departamento de protocolo da Assembleia Legislativa do RS consegue orientar sobre isso se você tiver interesse institucional. Para quem quer o arquivo digital da bandeira em resolução alta, o site do Governo do Estado do RS disponibiliza vetores no padrão SVG nas páginas de patrimônio simbólico. A versão PNG com fundo transparente também está disponível no portal da Secretaria da Cultura do estado. Não precisa de autorização específica para uso em trabalhos acadêmicos e materiais educacionais, mas uso comercial exige consulta prévia ao órgão competente. A bandeira foi recuperada várias vezes durante a guerra porque era capturada pelos imperiais e devolvida em trocas de prisioneiros ou reocupações de território. Há registros de pelo menos quatro capturações e recolocações entre 1835 e 1845. Se você encontrar uma peça antiga em leilão, verifique a procedência com atenção. Há réplicas do século XX sendo vendidas como originais com frequência no Mercado Livre e em feiras de antiguidades. A diferença principal está na costura: as verdadeiras do período têm pontos manualmente feitos com linha de cânhamo, enquanto as réplicas usam costura mecânica uniforme e tecido de algodão industrial.

Guerra dos Farrapos: objetivos, líderes, desfecho - Escola Kids
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