Ideias De Introdução Para Redação
Introduções que funcionam de verdade
A maioria dos alunos começa a redação com o pé esquerdo porque acha que a introdução tem que impressionar. Não impressiona. A introdução serve para apresentar o tema e a tese em duas ou três frases, sem enrolação. O problema é que todo mundo repete os mesmos modelos decorados: "Desde a Constituição de 1988...", "A Constituição Federal prevede...", "Sabe-se que...". O corretor já leu isso mil vezes no mesmo dia de correção. Ele não vai te dar pontos por originalidade forçada, mas também não vai penalizar se a introdução for clara e direta. Idéias de introdução para redação são estruturas ou abordagens iniciais que conectam o tema proposto à sua tese principal. Existembasicamente três caminhos: a contextualização histórica ou social, a pergunta retórica, e a afirmação direta. A contextualização funciona bem quando você domina os fatos. A pergunta retórica é arriscada porque muitos candidatos fazem perguntas óbvias que não levam a nada. A afirmação direta é a mais eficiente na prática, mas exige que você já saiba exatamente qual é o seu argumento central antes de escrever. Eu aprendi isso na correria durante um processo seletivo para vaga de estagiário em um escritório de advocacia. Tinhamos que escrever uma peça processual em 90 minutos. Eu comecei com uma contextualização grandiosa sobre o código civil e gastei 25 minutos só na introdução. O resto da peça ficou apressado e cheio de erros. A partir daí, passei a usar a afirmação direta em todos os textos formais que escrevo. Coloco a tese na primeira frase, justifico em uma segunda, e entro no desenvolvimento na terceira. O texto fica mais curto, mas muito mais claro.
Três modelos que você pode adaptar
O primeiro modelo é o dado ou estatística. Você abre com um número concreto sobre o tema e desenvolve a partir dele. Funciona especialmente bem em temas de saúde pública, violência, educação e meio ambiente. O detalhe importante é que o dado tem que ser real e recente. Se você chutar um número, o corretor pode percebe e descontar pontos por imprecisão. Uma alternativa segura é citar um documento oficial, como um relatório do IBGE ou da OMS, sem precisar decorar dados específicos. O segundo modelo é o problema como . Você apresenta o tema já como uma questão que precisa ser resolvida. Em vez de dizer "A evasão escolar é um problema no Brasil", você escreve "A evasão escolar permanece como um obstáculo persistente na educação brasileira, afetando principalmente jovens de baixa renda nas regiões Norte e Nordeste". A diferença é mínima no papel, mas na hora da correção isso mostra que você játem uma posição definida. O texto ganha força desde a primeira linha. O terceiro modelo é a citação ou referência cultural. Você usa uma frase de autor, um trecho de lei, ou uma alusão histórica para abrir o texto. O risco aqui é a citação decorada que ninguém entende. Já vi candidato citar Augusto cural sobre cidadania em uma redação sobre saneamento básico. A citação era bonita, mas não tinha nada a ver com o tema. O recomendável é usar a referência apenas se ela se conectar diretamente com o que você vai argumentar. Se não conectar, abandone o modelo e vá para o dado ou para a afirmação direta.
O erro mais comum e como evitar
O erro mais frequente é a introdução genérica. "Ao longo dos séculos, a humanidade vem debatendo questões relevantes." Isso não diz nada. Não menciona o tema, não apresenta a tese, e ocupa espaço precioso das primeiras linhas. Um corretor perde três segundos lendo isso e segue para a próxima redação. Três segundos que poderiam ser usados para entender seu argumento. Outro erro é a introdução que promete mais do que o texto entrega. Você anuncia quatro argumentos na introdução e só desenvolve dois no corpo. Isso cria uma expectativa não cumprida. O ideal é anunciar apenas os argumentos que você realmente vai abordar. Melhor prometer pouco e entregar tudo do que prometer muito e deixar pela metade. Existe também o problema da repetição temática. many candidatos começam o parágrafo de introdução mencionando o tema e depois repetem o tema de novo no primeiro parágrafo do desenvolvimento. Isso é cansativo. A introdução pode mencionar o tema uma vez, de forma natural, e o desenvolvimento já parte para os argumentos sem repetir a palavra-chave a cada frase. Use sinônimos e variações léxicas. Se o tema é "violência urbana", você pode falar de "agressividade nas cidades", "fenômeno da violência", "questão da segurança pública". O corretor vai entender que é o mesmo assunto sem precisar da repetição literal.

Dicas práticas para escrever melhor
Escreva a introdução por último. Isso parece contraditório, mas é o que funciona na prática. Você termina de desenvolver os argumentos, sabe exatamente o que escreveu, e aí sim constrói uma introdução que reflete o conteúdo real do texto. Se você escrever a introdução antes, corre o risco de ter que reescrevê-la depois porque o desenvolvimento saiu em outra direção. Eu gasto em média cinco minutos na introdução quando a escrevo por último, contra quinze ou vinte minutos quando tento antecipar o que vou dizer. Mantenha entre quatro e seis frases. Mais do que isso já é enrolação. Menos do que três pode ser insuficiente para apresentar o tema e a tese claramente. Contar as frases é uma técnica simples que evita desvios. Se o parágrafo passar de seis frases, revise e corte o que for desnecessário. Leia em voz alta antes de finalizar. Isso revela imediatamente se o texto está fluido ou travado. Frases muito longas com várias vírgulas ficam evidentes quando você lê em voz alta. Troque por períodos mais curtos. A clareza vence a sofisticação gramatical na maioria das bancas examinadoras.
Quando os modelos falham
Nenhum modelo de introdução funciona para todos os temas. Temas abstratos, como "A importância da solidão no mundo contemporâneo", não se prestam bem a dados estatísticos. Temas muito específicos, como uma notícia recente de jornal, podem exigir uma abordagem mais narrativa do que argumentativa. O segredo é adaptar o modelo ao tema, e não tentar encaixar o tema em um modelo predeterminado. Se você não dominar nenhum dos modelos acima, a saída mais segura é a afirmação direta. Ela funciona praticamente sempre porque coloca a tese no centro desde o início, sem depender de dados que você pode não lembrar, sem citações que podem não se encaixar, e sem perguntas retóricas que podem soar vazias. A afirmação direta é o modelo mais subestimado nas redações brasileiras, e justamente por isso é o que produz os melhores resultados na maioria das bancas. O que diferencia uma boa introdução de uma introdução mediana não é a quantidade de recursos literários, mas a clareza da tese. Se o corretor conseguir identificar seu argumento principal nas primeiras linhas, o resto do texto já começa com vantagem. Foque nisso antes de qualquer coisa.
Galeria
-
Seis modelos de introdução para redação | Métodos de ensino, Como ser ... -
6 Modelos de Introdução e Conclusão para A Redação Do ENEM | PDF ... -
6 Modelos de Introdução para Redação | PDF | Brasil | Inquisição -
Modelo De Redação Introdução - NAZAEDU