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Imperador Romano E Ditador Do Ano 37 A 41

Imperador Romano E Ditador Do Ano 37 A 41

Calígula: o imperador romano e ditador do ano 37 a 41

Calígula governou o Império Romano de 37 a 41 depois da morte de Tibério. Seu nome real era Gaius Caesar Augustus Germanicus, mas todo mundo o chamava de Calígula desde criança, por causa das sandálias pequenas que usava quando acompanhava o pai Germânico em campanhas militares. Ele tinha apenas vinte e sete anos quando assumiu o poder. A sucessão de Calígula não foi exatamente uma questão de mérito ou escolha popular. Tibério, o imperador anterior, tinha designado Calígula e seu primo Piedro como herdeiros num testamento que foi aberto de forma questionável. Quando Tibério morreu, a Guarda Pretoriana declarou Calígula imperador imediatamente. Eles sabiam que um general com apoio militar podia manter a estabilidade, e Calígula era filho de Germânico, um herói extremamente popular entre o povo e os soldados. Os primeiros meses de governo foram ampliamente positivos. Calígula realizou festas públicas, reduziu impostos, libertou presos políticos e trouxe de volta exilados. Ele parecia um governante competente e moderado. A Senate também recebeu alguns privilégios de volta. Mas essa fase durou pouco, talvez seis meses ou menos.

A queda e a tirania

A mudança no caráter de Calígula começou depois de uma doença grave em meados de 37. As fontes antigas divergem sobre o que aconteceu exatamente. Suetônio diz que foi uma febre que quase o matou. Outros autores sugerem que houve uma tentativa de envenenamento ou problemas neurológicos. Depois de recuperar a saúde, ele tornou-se paranoico, cruel e imprevisível. Ele executou diversos senadores e membros da aristocracia sem julgamento adequado. Seus críticos na Senate foram simplesmente acusados de traição e condenados à morte. Ele confiscou propriedades dos condenados e distribuiu parte do valor para a Guarda Pretoriana, que continuou leal a ele. O medo tornou-se a principal ferramenta de governo. Uma coisa que as pessoas costumam não entender é que Calígula não governava sozinho. A administração romana já tinha uma rede complexa de escravos libertos ocupando cargos importantes. Ele dependia fortemente de libertos como Calístes, que controlava a correspondência imperial e tinha influência considerável sobre decisões importantes. Muitos historiadores modernos acreditam que Calígula poderia ter sido mais moderado se não tivesse sido tão influenciado por esses assessores.

O incidente com os cavalos

A história mais famosa sobre Calígula diz que ele nomeou seu cavalo Incitatus como cônsul. Isso provavelmente é exagero ou propaganda posterior. Os autores antigos que escreveram sobre ele eram adversários políticos ou escrevem décadas depois, quando o domínio dos Flávios já estava estabelecido. Calígula provavelmente dava muita atenção ao cavalo, alimentava-o com comida de alta qualidade e construía uma caixa de marfim para ele. Isso era típico da aristocracia romana da época, que criava cavalos caros e fazia questão de mostrar sua riqueza através dos animais. O que é mais provável é que Calígula tenha querido humilhar a Senate apontando seu cavalo como símbolo de poder, não que realmente acreditasse que um cavalo podia governar. Isso era uma forma de mostrar desprezo pelos patrícios, algo que ele fazia frequentemente em festas privadas.

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Finanças do império

Tibério deixou um tesouro preenchido, com cerca de 2,7 bilhões de sestércios acumulado nas Caixas do Estado. Calígula gastou isso rapidamente em construções, jogos e presentes. Ele construiu um palácio flutuante no lago de Nápoles, que era uma obra de engenharia impressionante mas também extremamente cara. O orçamento anual do império naquele período girava em torno de 400 milhões de sestércios, então o gasto de Calígula representava anos de receita. Para financiar seus projetos, ele recorreu a execuções e confiscações, mas também instituiu novos impostos sobre procuros, lutas de gladiadores e até processos de divórcio. As mulheres ricas também tinham que pagar taxas especiais, o que gerou resentimento adicional entre a elite senatorial.

O assassinato

Calígula foi assassinado em 24 de janeiro de 41 por membros da Guarda Pretoriana e da Senate. O principal conspirador foi Cassius Caléstes, o mesmo liberto que anteriormente controlava a correspondência imperial. Os pretendantes não esperavam que Calígula visitasse o teatro naquela manhã, mas ele mudou seus planos e foi surpreendido nos subúrbios do Palácio Imperial. Ele tinha trinta e nove anos quando morreu. Seu corpo foi abandonado nas ruas por alguns dias antes de ser recuperado por sua tia Ágia e enterradomente pela família Júlio-Claudiana. Seu filho Gaius, conhecido como Nero César, foi executado pouco depois junto com a maioria dos membros adultos da família imperial.

A linha sucessória após Calígula

Com a morte de Calígula, a Dynasty Júlio-Claudiana permaneceu no poder através de seu tio Cláudio, que foi proclamado imperador pela Guarda Pretoriana. Cláudio tinha sessenta e quatro anos e era considerado fraco e ridicularizado pela família, mas sabia ler e escrever e tinha experiência administrativa. Ele governou até 54, quando foi supostamente envenenado por sua esposa Agripina para que seu filho Nero assumisse o trono. Esta transição de poder mostrou que a sucessão imperial ainda não estava claramente definida. Não havia regras escritas sobre quem devia suceder, e a Guarda Pretoriana frequentemente determinava o resultado através de conspirações e assassinatos.

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