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Indique A Alternativa Em Que Existe Erro De Concordância

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Concordância Nominal e Verbal: Onde a Maioria Erra

Identificar erro de concordância parece simples até você se deparar com uma frase como "Fazem dois anos que não o vejo". Aí você para. O problema é que a língua portuguesa tem regras que não batem com a lógica aparente, e os concursos adoram explorar isso. Vamos direto ao ponto. A concordância verbal tem um comportamento peculiar com o verbo "haver" quando indica tempo passado. Diferente do que muita gente acha, ele é impessoal. Não pluraliza. "Houve muitos casos" está certo. "Houveram muitos casos" está errado. Eu vi candidato marcar essa questão como certa porque pensou que o verbo deveria concordar com "casos". Errado. Haver no sentido de existir é invariável. Outro ponto que sempre causa confusão é a concordância com expressões partitivas como "a maioria de", "grande parte de". A regra prática é: você pode usar singular ou plural, desde que mantenha coerência. "A maioria dos alunos chegou atrasada" funciona. "A maioria dos alunos chegaram atrasados" também funciona. O erro aparece quando você mistura: "A maioria dos alunos chegou atrasados". Isso não funciona.

O verbo "gozar" no sentido de desfrutar exige a preposição "de". Esqueceram disso em quase todas as bancas que eu corrigi. "Gozar boa saúde" sem o "de" é erro clássico. A forma correta é "gozar de boa saúde". Não tem jeito. É assim mesmo. Quanto à concordância nominal, o adjetivo pode concordar com o mais próximo, com todos os substantivos ou ficar no masculino plural. "Ela é bom e inteligente" está errado porque "bom" deveria ser "boa". Esse é dos que mais caem. O candidato vê "inteligente" e assume que o adjetivo anterior também está no feminino por associação. Não funciona assim. Os radicais "guarda" e "mesmo" merecem atenção especial. "Guarda" é invariável quando é substantivo (o guarda) mas varia quando é verbo (ela guarda). "Mesmo" concorda em gênero e número: "elas mesmas". Já "próprio" varia: "ela própria". Confundir esses três é erro que acontece todo dia em correções.

A concordância com "menos" sempre me pegou. Quando "menos" vem acompanhado de artigo ou numeral, ele se torna substantivo e exige "de": "não havia menos de trinta pessoas". Sem o "de" soa estranho, mas muita gente escreve assim mesmo. Em contexto formal, o "de" é obrigatório. Outro caso que merece destaque é a concordância com "custar" no sentido de encontrar dificuldade. "Custou-me entender o problema" é a forma correta. A construção "custou para mim entender" é considerada coloquial e deve ser evitada em textos formais. Em concursos, essa diferença é cobrada. Quando o sujeito é composto anteposto ao verbo, a concordância vai para o plural. "O aluno e a aluna foram à biblioteca." Quando o sujeito é composto posposto, você tem liberdade: plural ou concordância com o mais próximo. "Foram à biblioteca o aluno e a aluna" ou "Foi à biblioteca o aluno e a aluna." Ambas estão aceitas, mas a primeira é mais elegante.

Indique A Alternativa Em Que Haja Erro De Concordância - FDPLEARN
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Verbos que indicam fenômenos naturais como "chover", "nevar", "trovejar" são impessoais. "Choveu muito ontem" nunca terá sujeito. "Choveram muitas gotas" é erro gramatical. Alguns candidatos tentam encontrar um sujeito para esses verbos e acabam conjugando no plural. Não existe sujeito aqui. A concordância com "existe" também cai bastante. "Existem muitos problemas" está correto. "Existe muitos problemas" está errado. O verbo existir concorda com o sujeito porque ele não é impessoal nesse caso. Diferente de "haver", "existir" varia. Um detalhe prático que aprendi na marra: quando o sujeito é formado por percentuais, a concordância depende da presença ou não do artigo antes do numeral. "Dois por cento dos votos foi anulado" (sem artigo antes de dois, o verbo fica no singular). "Os dois por cento dos votos foram anulados" (com artigo, o verbo vai para o plural). Essa distinção é sutil mas faz toda a diferença na hora da prova.

Para quem estuda para concursos, o mais útil é dominar os verbos impessoais e os casos excepcionais. A maioria dos erros de concordância aparece nesses pontos específicos. Exercícios genéricos de concordância com sujeito simples não preparam para o que realmente cai. Na prática, recomendo revisar frases do dia a dia e identificar onde a concordância pode estar errada. Quando você lê um texto e para para analisar cada verbo, começa a enxergar padrões. Isso funciona melhor do que decorar listas de regras soltas.