Lagarta Comilona Pdf
O que é a lagarta comilona e como controlar
A lagarta comilona, também chamada de lagarta-do-cartucho ou elasmopalpus lignosellus, é uma praga que ataca principalmente culturas de milho, sorgo e outras gramíneas. O inseto ataca a parte interna do cartucho, causando danos que vão desde perfurações nas folhas até a morte da planta quando atinge o ponto de crescimento. O documento técnico mais completo sobre manejo dessa praga está disponível gratuitamente no site da Embrapa e em portais de extensão agrícola. Para encontrar o lagarta comilona pdf, basta acessar a seção de publicações da Embrapa Milho e Sorgo ou pesquisar no Google com os termos "lagarta comilona manejo em pdf". O arquivo tem cerca de 2 megas e contém tabelas com doses de inseticidas, calendários de aplicação e imagens para identificação correta. No campo, eu já vi produtores perderem até 40% da lavoura por confundir os sintomas. A lagarta comilona começa perfurando as folhas jovens, mas o dano real acontece quando entra no cartucho ainda fechado. Uma vez dentro, o inseto alimenta-se do meristema e a planta não consegue se desenvolver. O produtor só percebe quando vê "corações" mortos ou plantas que param de crescer.
Identificação e ciclo da praga
A lagarta adulta é uma mariposa pequena, com cerca de 2 centímetros de envergadura, de cor amarronzada. Os ovos são depositados em grupos na superfície inferior das folhas, cobertos por uma substância espumosa que os protege. A larva, quando jovem, é verde-clara e transparente, tornando-se mais escura e robusta conforme cresce. Pode atingir até 3 centímetros de comprimento. O ciclo completo dura entre 30 e 45 dias, dependendo da temperatura. Em condições de calor elevado, a reprodução é mais rápida e o número de gerações por safra aumenta. No Cerrado brasileiro, registram-se geralmente três a quatro gerações sequenciais numa mesma cultura de milho safrinha. Um detalhe importante que muita gente ignora: a lagarta comilona também ataca milho nativo e capins invasores nas áreas de pasto. Ou seja, mesmo que a lavoura esteja livre da praga, os capins ao redor podem ser reservatórios e recolonizar a área após a colheita. A recomendação é fazer o manejo da vegetação espontânea pelo menos 15 dias antes do plantio.
Métodos de controle prático
O controle químico é o mais utilizado, mas exige timing correto. O produto deve ser aplicado no início do desenvolvimento da lagarta, quando ainda estão pequenas e mais suscetíveis. Inseticidas à base de clorfluazurom, teflubenzurse e diflubenzurse mostram boa eficácia. A dose varia conforme o fabricante, mas a média para clorfluazurom é de 30 a 40 gramas por hectare. O controle biológico com Trichogramma platneri também funciona bem, especialmente em áreas onde a praga ainda não atingiu densidade populacional elevada. A liberação dos parasitoides deve ser feita no início do cultivo, em intervalos de sete dias, totalizando três a quatro aplicações. A eficácia depende da sincronia entre o surgimento dos ovos e a chegada dos insetos soltos. Uma armadilha sex pheromone pode ajudar no monitoramento. Eu costumo colocar uma armadilha por hectare no início do plantio. Quando o número de mariposas capturadas ultrapassa cinco indivíduos por semana, o alerta para ação preventiva está dado. Isso evita aplicação desnecessária em áreas com pressão de praga baixa.

O controle cultural também é relevante. Plantios adiantados, em geral, sofrem menos ataque porque a cultura avança mais rápido e a lagarta não encontra hospedeiros adequados por tanto tempo. A rotação com soja ou algodão quebra o ciclo da praga nas gramíneas, reduzindo a população no solo para a próxima safra.
Erros comuns que aumentam os danos
O maior erro é esperar ver a lagarta para aplicar inseticida. Quando as plantas já mostram sintomas visíveis de ataque, grande parte do dano já está feito. O ideal é atuar preventivamente, com base no monitoramento das armadilhas ou na densidade populacional registrada nos vizinhos. Outro erro frequente é usar dosagens abaixo do recomendado, achando que "serve pra tudo". Doses baixas matam apenas as lagartas pequenas e deixam as maiores intactas, selecionando resistência. Em duas ou três estações, o produto para de funcionar e o produtor precisa trocar demolécula, pagando mais caro. Também vejo muitos produtores aplicarem no final da tarde, quando a lagarta já se abrigou dentro do cartucho. O inseticida precisa atingir o inseto diretamente ou por contato, então a pulverização deve ser feita no início da manhã, quando as lagartas estão mais ativas na superfície das folhas.
Quando o controle falha completamente
Em anos de seca prolongada, a população de lagarta comilona tende a explodir. A umidade relativa baixa favorece a sobrevivência dos ovos e das larvas jovens. Nesses cenários, o controle químico sozinho não resolve. É necessário combinar com manejo cultural rigoroso e, em alguns casos, considerar a queima da palha pós-colheita para reduzir a população de pupas no solo. Se a pressão da praga for muito alta e as condições climáticas favoráveis, a perda pode chegar a 60% sem manejo adequado. Nesses casos, a recomendação é avaliar a viabilidade econômica da safra seguinte e, se necessário, migrar para culturas menos susceptíveis na próxima estação.

Galeria
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