Lampada Tubular Led Tamanhos
Escolhendo o tamanho certo de lâmpada tubular LED
A primeira coisa que todo mundo erra é comprar o tubo sem medir o soquete. Já vi gente trocar cinco tubos T8 de 1.2 metros e descobrir que a fiação do reator estava queimada porque ligaram direto na rede sem remover o bypass. O tubo queimou em três dias. A solução era simples: cortar o jumper de alimentação, mas ninguém percebeu na hora. Os tubos LED seguem basicamente o mesmo padrão dos fluorescentes convencionais. A designação T indica o diâmetro em oitavos de polegada. Um tubo T8 tem 2,54 cm de diâmetro. Um T5 mede 1,6 cm. Quanto maior o número, mais grosso o tubo. Isso importa porque o soquete muda conforme o modelo. T8 usa G13. T5 usa G5. Se você tentar encaixar um T5 num soquete T8, não vai entrar de jeito nenhum. Quanto ao comprimento, os tamanhos mais comuns no Brasil são:
Tubo T8 de 60 cm – equivalente a um fluorescente de 20 watts. Usa-se muito em bancadas de cozinha e iluminação de prateleiras. Tubo T8 de 90 cm – versão intermediária. Menos comum que os outros dois, mas aparece em luminárias de escritório mais antigas. Tubo T8 de 1,2 metro – o padrão mais encontrado. Substitui diretamente o fluorescente de 36 watts. Maioria das luminárias comerciais e residenciais usa esse tamanho.
Tubo T8 de 1,5 metro – menos frequente. Aparece em galpões e indústrias. O soquete continua sendo G13, mas a distância entre os pinos pode variar ligeiramente em modelos mais baratos. O modelo T5 de 0,6 metro também existe, mas é mais específico para ambientes como vitrines e geladeiras de loja. Não costuma ser útil pra residencial. Eu tenho um caso que vale a pena mencionar. Comprei um tubo T8 de 1,5 metro de uma marca barata num marketplace. Chegou com os pinos desalinhados. Quando eu encaixei no soquete, um dos terminais tocava e o outro ficava folgado. A luz piscava como um fluorescente velho. A solução foi gastar trinta segundos lixando levemente a ponta do pino solto até fazer contato firme. Não é recomendável fazer isso com frequência, mas funciona como paliativo.

Outra coisa que as caixas não sempre dizem é sobre a voltagem. Tubos LED vendidos como bivolt muitas vezes só aceitam 127 volts na prática. A especificação diz 100-240 volts, mas se você medir com multímetro, vê que em 220 volts a corrente passa do limite e a luz começa a falhar após alguns meses. Eu testei isso em três tubos diferentes da mesma marca e o comportamento foi consistente. Recomendo usar multímetro antes de instalar em circuitos de 220 volts. Sobre o soquete, preste atenção no tipo de pino. O G13 padrão tem dois pinos de cada lado, espaçados 13 mm. Existem variações com proteção térmica ou ponteiras diferentes que não encaixam em soquetes convencionais. Se a luminária for antiga, de plástico amarelado pelo calor dos fluorescentes, os soquetes podem estar deformados. Nesse caso, um tubo novo pode não entrar reto. A solução é substituir os soquetes antes, o que leva cerca de quinze minutos com uma chave de fenda. Se o seu objetivo é trocar os fluorescentes por LED em luminárias com reator eletrônico, o procedimento padrão é fazer o bypass. Você abre a luminária, identifica os fios que vão do reator ao soquete, e conecta a fase e o neutro diretamente nos bornes do soquete, pulando o reator. Despreze o reator usando fita isolante. Leva uns vinte minutos por luminária dupla. Depois disso, encaixa o tubo LED e pronto. Mas tome cuidado com tubos que já vêm com driver integrado. Alguns modelos precisam que o reator continue instalado. Leia o rótulo antes de cortar qualquer fio.
Um detalhe que pouca gente considera é a temperatura de cor. Tubos de 4000 K parecem mais brancos e dão uma sensação de limpeza. Tubos de 6500 K são muito azulados e ficam agradáveis em cozinhas, mas em salas de estar parecem hospital. Eu preferi 4000 K pra tudo, mas isso é opinião pessoal. O importante é escolher algo coerente com o ambiente. A potência real também precisa ser verificada. A caixa diz 18 watts, mas na prática muitos tubos consomem entre 15 e 17 watts médios. A diferença não é gigantesca, mas se você está fazendo conta de luz, o valor real importa. Meus testes com medidor de energia mostraram variação de até 12% entre a potência declarada e a consumida. Se a luminária for do tipo refletora com difusor opaco, tubos de alta luminosidade podem superaquecer dentro do difusor. Isso reduz a vida útil e escurece o plástico com o tempo. Nesse cenário, tubos de menor potência ou difusores com ventilação são mais seguros. Eu tive um caso em que o difusor de uma luminária de banheiro ficou amarelado em oito meses por causa do calor acumulado. Troquei por um tubo de 14 watts e o problema parou.
Para quem quer apenas substituir sem modificar a fiação, existem tubos plug-and-play que funcionam com o reator existente. Eles são mais caros, mas evitam trabalho elétrico. Se você não se sente confortável mexendo na instalação, essa é a saída. Só não espere a mesma eficiência energética do bypass, já que o reator ainda consome energia.

Galeria
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10 Lâmpada Led Tubular T8 Ho 240cm 40w 6500k Ligação 2 Lados | MercadoLivre