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Lga 1155 Qual Geração

Lga 1155 Qual Geração

Sobre a placa-mãe com soquete LGA 1155

Eu lembro bem da primeira vez que montei um computador com esse soquete. Era por volta de 2012, quando o Sandy Bridge ainda era novidade e todo mundo falava que ia revolucionar. O problema é que muita gente compra placa-mãe usada ou acha uma antiga no fundo do gabinete e fica sem saber se o processador que vai encaixar é compatível. Vou tentar explicar de forma direta o que esse soquete suporta e onde você pode se dar mal. O LGA 1155, também chamado de Socket H2, foi lançado pela Intel em 2011. Ele suporta basicamente duas famílias de processadores: Sandy Bridge e Ivy Bridge. Sandy Bridge são os chips da primeira geração Core i, aqueles modelos como i7-2600, i5-2500K. Ivy Bridge são os da terceira geração, com sufixo 3xxx, tipo i7-3770, i5-3570. A diferença prática é que Ivy Bridge chega a ter um pouco mais de performance por watt, mas a placa tem que aguentar. O que muita gente não sabe é que o soquete em si é o mesmo, mas o chipset da placa-mãe que define realmente o que funciona. Tem placas P67, H61, B75, Z77. Cada uma tem limitações diferentes. Por exemplo, uma H61 não vai te dar overclock, e alguns modelos de Z77 aceitam processadores Ivy Bridge depois de atualizar o BIOS. Eu já passei aperto com isso porque comprei uma placa Z77 usado e o vendedor disse que era só encaixar. Não era. Tinha que atualizar primeiro com um Sandy Bridge qualquer, senão a placa nem dava vídeo.

Outra coisa que esquecem é a questão dos pinos. O LGA 1155 tem 1155 contatos, mas o importante é o suporte à tensão. Sandy Bridge e Ivy Bridge usam voltagens um pouco diferentes. A placa tem que ter reguladores de potência adequados. Se você colocar um Ivy Bridge numa P67 muito antiga, pode dar problema de estabilidade. Eu vi gente reclamando de telas azuis e o problema era justamente isso.

Como saber se seu processador vai funcionar

A primeira coisa é olhar o modelo exato da sua placa-mãe. Não adianta só saber que é LGA 1155. Você precisa do número do modelo, tipo "ASUS P8P67 PRO" ou "Gigabyte GA-B75M-D3V". Aí entra no site do fabricante e procura a lista de CPUs compatíveis. Às vezes o site já mostra uma tabela enorme, mas o importante é verificar se o processador específico está na lista. Tem gente que acha que i7-3770 funciona em qualquer placa 1155 e não é bem assim. Um problema bem específico que eu tive foi com um i5-3470 numa placa H61 da ASUS. A placa não reconhecia o processador e ficava piscando luzes de erro. A solução foi atualizar o BIOS com um i3-2100 que eu tinha sobrando. Demorei umas três horas porque precisei desmontar tudo, buscar oBIOS antigo, e atualizar com cuidado. Se você não tiver um processador Sandy Bridge de reserva, vai ter que procurar emprestado ou comprar um barato usado só pra fazer essa atualização. Também tem a questão dos chipsets mais novos. Alguns fabricantes lançaram atualizações de BIOS tardias que adicionaram suporte a Ivy Bridge em placas mais antigas. Mas isso não acontece com todas as placas. As H61 mais baratas, aquelas de duzentos reais, muitas vezes nunca receberam atualização. É bom checar isso antes de gastar dinheiro com um processador que pode não funcionar.

Kit Upgrade PC LGA 1155 i5 2ª Geração + 8GB RAM DDR3 | Pronto para Uso ...
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Dicas práticas pra quem vai montar ou atualizar

Se você tá pensando em colocar um processador Ivy Bridge numa placa Sandy Bridge, já chega com o BIOS atualizado se possível. Isso economiza muito tempo. A versão do BIOS geralmente fica marcada na tela de inicialização ou dá pra ver no site do fabricante. Se a sua placa for Z75 ou Z77, as chances de funcionar são maiores porque esses chipsets foram feitos pra aguentar atualizações. Outro ponto é a memória RAM. Sandy Bridge e Ivy Bridge usam DDR3, mas a velocidade máxima suportada varia. Placas mais simples ficam em 1333MHz, enquanto as melhores aceitam 1600MHz ou mais. Se você encaixar um memóriinha de 1866MHz num chipset H61, provavelmente vai rodar na velocidade mais baixa. É normal, mas muita gente acha que o pente tá defeituoso e acaba trocando à toa. Se o objetivo é só melhorar um PC antigo, o upgrade mais custo-benefício costuma ser um i7-2600 ou i7-3770. São processadores que ainda dão conta do recado pro dia a dia, embora não sejam ideais pra jogos modernos. Pra quem quer algo mais robusto, o pulo do gato é partir pra LGA 1150 ou LGA 1151, mas aí a placa-mãe também precisa trocar. Vale a pena avaliar se o investimento compensa ou se é melhor vender o setup atual e começar do zero com hardware mais recente.

Eu tenho uma experiência bem prática sobre isso. Antigamente eu via muita gente atualizando computadores dos anos 2010 com esses processadores e ainda funcionando. Hoje em dia é raro encontrar algo nessa configuração que rode algo leve sem problemas. Mas se o propósito for só uso básico, como navegar e documentoseu trabalho, um i5-2500K com 8GB de RAM ainda aguenta o tranco. O importante é não esperar milagres e saber exatamente o que cada peça faz no seu sistema.