Mapa Da Guerra Fria
O que você realmente precisa saber sobre mapas da Guerra Fria
A maioria dos mapas que você encontra sobre a Guerra Fria são simplificações exageradas. A divisão entre Oriente e Ocidente nunca foi uma linha reta, e os cartógrafos da época sabiam disso. Quando alguém pede um mapa da guerra fria para estudo ou apresentação, o problema mais comum é encontrar materiais que tratam a bipolarização como algo binário e estático, quando na prática era muito mais complexo. Existem basicamente três categorias de mapas desse período. Os estratégicos, usados pelo Pentágono e pelo GRU soviético para planejar operações. Os políticos, produzidos pelos ministérios das relações Exteriores para justificar posições em tribunais internacionais e conferências. E os jornalísticos, que simplificaram tudo até virar esteriótipos que duram até hoje.
onde encontrar um mapa da guerra fria confiável
O arquivo nacional dos Estados Unidos tem uma coleção digitalizada com mapas topográficos soviéticos capturados durante a Segunda Guerra e usados subsequentemente na NATO. O endereço é archives.gov/research/cold-war. O site não é bonito, mas os mapas estão lá em resolução razoável. Para a vertente soviética, o russia.zip junto com arquivos do MGTS tem escaneamentos de atlas militares soviéticos dos anos 1950 a 1980. A qualidade varia muito porque muitos foram refeitos por cima de mapas anteriores durante reedições sucessivas. O serviço geográfico do exército brasileiro também publicou uma série de mapas tematizados sobre a Guerra Fria na América Latina. São menos conhecidos mas úteis para quem precisa da perspectiva sul-americana. O problema é que muitos só existem em papel ainda.
como ler esses mapas sem cometer erros básicos
O primeiro erro que todo mundo comete é assumir que as cores significam a mesma coisa em todos os mapas. No mapa da OTAN de 1952, áreas azuis eram países alinhados. No mapa soviético equivalente do Estado-Maior Geral, azuis eram países capitalistas hostis. Vermelho sempre significa comunista, mas nem sempre significa soviético — iugoslavos, chineses e posteriormente cambojanos apareciam em vermelho em mapas ocidentais apesar de não terem nenhuma lealdade a Moscou. O segundo erro é ignorar a data de publicação. Um mapa de 1961 mostra coisas completamente diferentes de um de 1975. A dissensão sino-soviética começou a aparecer em mapas ocidentais por volta de 1969, mas muitos atlas escolares continuaram mostrando o bloco soviético como se fosse homogêneo até o final dos anos 1980. Sempre verifique a legenda e a data. Mapas militares da Guerra Fria frequentemente usavam codificação por sombra de cinza para indicar densidade populacional ou capacidade industrial, não apenas alinhamento político. Um mapa que parece mostrar onze países no campo soviético pode na verdade estar mostrando onze países com capacidade industrial pesada significativa. A confusão entre esses dois indicadores é mais comum do que deveria ser.

um problema prático que eu encontrei
Trabalhando com mapas históricos para um projeto interno, precisei cruzar dados de missões de reconhecimento com mapas de fronteira soviéticos da época. O problema específico era que as fronteiras entre Repúblicas Socialistas Soviéticas eram frequentemente desenhadas com precisão de quilômetro nos mapas civis soviéticos, mas nos mapas militares os limites regionais dentro da URSS muitas vezes nem eram mostrados. Tive que usar uma combinação de atlas topográficos soviéticos escala 1:100.000 com mapas aeronáuticos da OTAN para reconstruir uma geografia consistente. O workaround foi usar o índice de folha de mapa do serviço cartográfico soviético como ponteira para depois cruzar com a numeração de folhas do DMA (Defense Mapping Agency) americano. Leva tempo, mas resolve. A grande omission que persiste em praticamente todos os atlas sobre o período é a dimensão marítima. A Guerra Fria foi travada intensamente nos oceanos. Rotas de submarinos nucleares, pontos de interdição de porta-aviões,cabos de comunicação submarinos — nada disso aparece em mapas políticos convencionais. Mapas que incluem batimetria e rotas de navegação estratégica são muito mais informativos, mas raros em edições comerciais. Outro ponto cego é a infraestrutura. Bases aéreas, silos de mísseis, pistas de pouso alternatives, túneis de metrô adaptados para abrigo nuclear. Mapas soviéticos internos mostravam isso com detalhes que mapas ocidentais levavam anos para descobrir. A diferença de informação entre os lados era enorme e os mapas disponíveis ao público nunca refletiram essa assimetria corretamente.
Se você precisa de algo rápido e didático, o site do Cold War International History Project da Duke University tem uma seção de mapas com anotações. Não é perfeito mas é uma referência respeitável. Para uso acadêmico séria, vale a pena gastar tempo indo diretamente aos arquivos milit
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O Mapa Da Guerra Fria Mapas Mentais Sobre A GUERRA FRIA Study Maps -
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