Melhor Ipad Custo Beneficio 2025
O que você realmente precisa considerar antes de comprar
O mercado de tablets em 2025 ficou confuso de propósito. A Apple lança modelos intermediários com nome ao iPad Pro e, de quebra, descontinua versões mais antigas sem aviso prévio, o que deixa qualquer um na área de dúvida na hora de escolher. A minha recomendação direta é o iPad 10ª geração (2022) com 256GB, ou então o iPad Air 5 (2022) se você encontrar algum restaurado com garantia de loja por um preço competitivo. OiPad 10 tem chip A14 Bionic, tela de 10,9 polegadas Liquid Retina com brilho de 500 nits, e porta USB-C com suporte a USB 3. Isso já basta para a maioria das pessoas que querem um iPad para consumir conteúdo, estudar e fazer anotações básicas com a Apple Pencil 2ª geração. Se você for honesto sobre o que realmente vai usar, o iPad 10ª geração sai na frente por um custo-benefício difícil de batido. O problema é que muita gente não lê as especificações completas antes de comprar e acaba se arrependendo depois. Eu comprei um usado em 2023 achando que ia render mais do que rendeu e tive que trocar de expectativa. A tela não suporta resolução nativa 4K e as cores não são tão precisas assim para quem trabalha com edição de vídeo ou design gráfico profissional. Se esse é o seu caso, o iPad Air 5 com chip M1 é o próximo passo lógico. O chip M1 no iPad Air 5 processa vídeos em 4K a 60fps sem engasgar, enquanto o A14 do iPad 10 começa a demonstrar limites nessa mesma tarefa. A diferença não é dramática no dia a dia, mas quando você está exportando um projeto final no LumaFusion ou no DaVinci Resolve, nota que o Air entrega o arquivo em cerca de 4 minutos contra 12 minutos no iPad 10. Isso é um abismo na prática.
Também tem a questão da conectividade. O iPad 10 usa USB-C com velocidades de transferência de dados na faixa de 480 Mbps no modo padrão. Já o Air 5 com M1 tem USB-C com suporte a USB 3, que chega a 10 Gbps. Se você precisa transferir arquivos grandes com frequência, como backups de bibliotecas de Lightroom ou projetos do Final Cut, essa diferença de velocidade é a razão pela qual o Air vale o investimento extra. Sem contar que o Air tem face ID, enquanto o iPad 10 só tem Touch ID no botão de ligar. Outro detalhe que passa despercebido é o suporte a periféricos. O iPad 10 funciona com a Apple Pencil 2ª geração, que tem carregamento por indução e par Bluetooth, mas o adaptador oficial da Apple para conectar a pencil ao iPad 10 custa à parte e muitas vezes acaba sendo esquecido na compra. Já o iPad Air 5 é compatível nativamente com a Apple Pencil 2 sem necessidade de adaptador. Se você vai escrever muito ou fazer anotações com frequência, contar com a compatibilidade nativa evita frustração e uma despesa adicional. Sobre memória, o iPad 10 começa com 64GB, que é insuficiente pra qualquer uso sério hoje em dia. 256GB é o mínimo recomendável. O iPad Air 5 começa com 64GB também, mas o chip M1 gerencia a memória de forma mais eficiente, então 128GB no Air pode render mais do que 256GB no iPad 10 em certos cenários. Não é uma regra absoluta, mas é algo que vale considerar.
Se o orçamento estiver realmente apertado e você não puder chegar nem no iPad 10, o iPad 9ª geração (2021) ainda é uma opção viável. Ele tem o mesmo corpo robusto, Touch ID, e suporte à Apple Pencil 1ª geração. O chip A13 ainda rodca a maioria dos apps sem problemas, mas a tela é mais antiga (1280x768, sem a proporção mais larga dos modelos mais novos) e a borda é mais grossa. Para quem quer apenas assistir séries e usar apps básicos, ainda é aceitável. Uma coisa que ninguém conta é sobre a obsolescência programada do software. O iPad 10 foi lançado com iOS 16 e provavelmente receberá atualizações até 2027 ou 2028. O iPad Air 5 com M1, tendo sido lançado no mesmo ano, tende a ter um ciclo de suporte ligeiramente maior por causa da maior capacidade de processamento. A Apple historicamente dá 5 a 7 anos de atualizações de iOS para seus iPads, mas modelos com chips mais potentes costumam chegar ao final desse período com mais folga. Se você considerar o mercado de usados, cuidado com lotes estrangeiros sem garantia. Já vi gente comprando iPads importados dos EUA que vinham com iCloud ativado, bateria trocada por genérica e telas que não eram originais. Sempre verifique o número de série no site da Apple antes de fechar negócio, tanto para confirmar a garantia quanto para detectar se o dispositivo já foi reportado como roubado ou vinculado a outra conta.

O mercado brasileiro também exige atenção com impostos. A importação de eletrônicos pela internet, especialmente de lojas fora do Brasil, pode dobrar o preço final com impostos estaduais e federais. Comprar de revendedores nacionais com nota fiscal é mais seguro e, às vezes, sai mais barato do que importar, considerando tudo.
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