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Montaria De Sancho Pança

Montaria De Sancho Pança

Como montar usando a técnica de Sancho Pança no dia a dia

A técnica de sancho pança nada mais é do que uma forma de subir no cavalo usando o estribo como alavanca, mantendo o peso do corpo transferido para a perna e não para o braço. É comum ver gente tentando pular direto do chão, o que cansa o cavalo e a coluna em cinco minutos. Eu aprendi isso na prática quando ainda trabalhava com vaquejada no interior do Piauí, onde o cavalo tinha que se manter quieto durante a montagem porque o animal era usado repetidamente em filas longas. Você começa posicionado do lado esquerdo do cavalo, com a mão esquerda segurando as rédeas e a crina, enquanto a direita pega a aba da sela. O passo que muita gente erra é o momento em que você deve colocar o pé no estribo. Não se joga. Você encaixa o dedo do pé fundo o suficiente para que o estribo não escape quando aplicar força, mas sem forçar o calcanhar para dentro. Aí você empurra a perna direita para cima enquanto guia o corpo com o braço esquerdo. O cavalo não precisa de impulso; ele só precisa ficar parado. Quando eu comecei a usar essa técnica com frequência, me deparei com um problema específico: os estribos dos cavalos mais velhos e treinados para vaquejada tendem a ter correntes mais curtas e fixas, o que impedia que eu encaixasse o pé profundamente o suficiente. A solução foi simples, mas demorei pra descobrir: afrouxei o ajuste do estribo em cerca de dois centímetros, o que permitia maior profundidade de encaixe, e depois apertava de volta assim que o pé estava posicionado. Isso reduziu o tempo de montagem de uns trinta segundos para oito ou dez.

O que pouca gente comenta é que essa técnica não funciona bem em cavalos muito sensíveis ao toque lateral no lombo. Se o seu animal se arrepela quando você passa a perna por cima, a montaria de sancho pança pode ser problemática porque o movimento da perna atravessa o dorso inteiro. Nesse caso, o ideal é treinar primeiro a disciplina do cavalo, usando técnicas de habituação, ou recorrer a métodos alternativos como o uso de um monte ou degrau fixo. Também vale saber que a técnica exige flexibilidade razoável do quadril e dos joelhos. Não é questão de ser forte; é questão de articulação. Eu já vi cavaleiros com boa condicionamento físico falharem porque tinham rigidez muscular acumulada anos de prática intensa.Alongamento regular dos músculos iliopsoas e isquiotibiais faz diferença perceptível em poucas semanas de treino contínuo. Se você quer treinar, comece com um cavalo parado e sem sela, apenas com a mantilha. Subir e descer repetidamente sem a sela ajuda a desenvolver o padrão motor correto antes de aplicar na sela completa. Não adianta pular direto para o cavalo selado se o movimento básico ainda não está consolidado.