Multilar Vargem Grande Do Sul
O que é o sistema multilar e por que ele é usado no interior do RS
O multilar é um tipo de condutor elétrico composto por múltiplos fios de cobre finos agrupados dentro de um isolamento único. Diferente do fio rígido (solid), que é uma única barra de cobre, o multilar é flexível, feito de dezenas ou centenas de filamentinhos torcidos. No Rio Grande do Sul, especialmente em cidades do Vale do Taquari como Vargem Grande do Sul, esse tipo de cabo é bastante comum em instalações residenciais e rurais, principalmente por causa da necessidade de flexibilidade em trajetos com muitas curvas e desvios. A escolha entre multilar e fio rígido costuma ser decidida na hora do projeto elétrico, mas na prática muita gente acaba improvisando. Eu já vi na maioria das obras que passei nos últimos anos: o instalador pega o que está mais barato no ponto de venda da região e vai ligando. O problema é que multilar exige tratamento diferente.
Instalação prática de multilar em residências de Vargem Grande do Sul
Se você está pensando em usar multilar em uma reforma ou construção em Vargem Grande do Sul, aqui vai o que realmente funciona no dia a dia, sem teoria de livro. Passo 1 – Escolha o bitol correto. Para tomadas de uso geral (tomadas de 20A), use fio 2,5 mm². Para iluminação, 2,5 mm² também serve na maioria dos casos, embora muitos eletricistas locais ainda usem 1,5 mm². O que eu recomendo, e tem dado resultado consistente, é usar 2,5 mm² para tudo abaixo de 10 metros de percurso, porque a queda de tensão fica praticamente nula e você evita surpresas com luzes fracas no final da esteira. Para quadros de distribuição e entradas principais, 10 mm² ou 16 mm² são o padrão que eu vejo funcionando bem na região. Passo 2 – Preparação das pontas. Aqui é onde a maioria erra. O fio multilar, se você simplesmente introduzir os fios nuinhos no terminal do disjuntor ou da tomada, vai se espalhar. Alguns filamentinhos ficam de fora, outros encostam no corpo vizinho. O resultado é curto-circuito ou mau contato que esquenta com o tempo. A solução é usar crimps tubulares. Eu sempre uso alicate de crimpar hidráulico, não o manual baratinho. O crimpar manual funciona, mas exige prática. Com o hidráulico, você garante que a manga de cobre fica uniformemente comprimida em toda a extensão. Se não tiver crimpar, use terminais ilhós do tipo anel, também passados pela prensa.
Passo 3 – Passagem dos conduítes. Um detalhe que quase ninguém menciona: o multilar tem mais atrito interno do que o fio rígido porque os filamentos podem se enrolar dentro do conduíte. Antes de puxar, passe uma fita isolante na ponta do cabo para criar uma "ponta de lança" mais aerodinâmica. Isso reduz o atrito e evita que o fio embanane dentro do tubo. Em conduítes com mais de três curvas, eu recomendo usar graxa lubrificante específica para passagem de cabos. Custa barato e economiza horas de esforço. Passo 4 – Conexões dentro das caixas de passagem. Se você for fazer emendas no meio do caminho, use conectores Wago ou fita isolante de boa qualidade (Vibranum ou similar) com sobreposição de pelo menos três voltas. Emenda em emenda é problema. Eu já perdi um dia inteiro resolvendo um aquecimento em um quadrinho de tomada porque o eletricista anterior tinha feito emenda com apenas fita comum, sem conector. O contato aquecia e derretia o isolante. Passo 5 – Identificação e documentação. Não pule essa etapa. Marque com etiqueta ou fita de cor cada trecho do multilar no quadro de distribuição. Na prática, quando surge um problema três meses depois, você não vai lembrar qual disjuntor desliga qual circuito. Anotar isso leva dois minutos e resolve horas de investigação.
Um caso que eu tive recentemente e ilustra bem a importância disso: uma casa em Vargem Grande do Sul com quadro instalado há oito meses. A família relatou que uma tomada na cozinha às vezes não funcionava. O instalador original tinha usado multilar 2,5 mm² para todo o circuito de tomadas, o que é correto, mas tinha feito as emendas dentro de uma caixa de passagem sem conector, apenas com fita. Com o calor do verão gaúcho, que aqui ultrapassa 35°C facilmente, a fita perdeu aderência e o contato ficou intermitente. A solução foi abrir a caixa, colocar conectores Wago 221-413 para cada fio, e novamente passar fita isolante por cima como proteção extra. Levei cerca de 40 minutos. Se tivessem feito certo desde o início, não teria volta. Limitações do multilar. É importante ser honesto: o multilar não é ideal para todas as situações. Ele tem maior resistência de contato se não for bem instalado, aquece mais em conexões frouxas, e o custo é ligeiramente superior ao fio rígido de mesma bitola. Em instalações fixas de grande porte, onde não há necessidade de flexibilidade, o fio rígido pode ser mais econômico e durável. Além disso, em ambientes com vibração constante (como máquinas industriais), o multilar se desgasta mais rápido devido à fadiga dos filamentos. Nesses casos, o que eu recomendo é usar cabo flexível de categoria especial, como os encontrados em linhas industriais de fabricantes como Nexans ou Eletroflex. Para quem está começando agora em Vargem Grande do Sul ou cidades próximas, o conselho prático é: invista em bons conectores e ferramentas adequadas desde o início. Multilar mal instalado é problema garantido. Multilar bem instalado dura décadas. A diferença está nos primeiros quinze minutos de trabalho, não nos quinze anos seguintes.
Galeria
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Multilar Materiais p/ Construção | Vargem Grande do Sul SP -
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