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Na Utilização Correta Do Freio De Estacionamento Do Veículo Deve-se

Na Utilização Correta Do Freio De Estacionamento Do Veículo Deve-se

Freio de estacionamento: como usar sem destruir o mecanismo

A maioria dos motoristas simplesmente puxa a alavanca e já vaia. Funciona, mas esse costume gera prejuízo a médio prazo. O freio de estacionamento (também chamado de freio de mão ou freio estacionário) é um sistema puramente mecânico que age nas rodas traseiras, isolado do circuito hidráulico principal. Quando você usa da forma errada em veículos com câmbio automático, por exemplo, pode travar a transmissão e causar danos que chegam a mais de mil reais apenas na mão de obra. O funcionamento básico envolve cabos de aço que travam as sapatas ou pastilhas nas rodas traseiras. É simples, é robusto, mas não é indestrutível. O cabo estica com o tempo, o revestimento acumula umidade, e as molas perdem tensão. Saber operar isso corretamente evita muito problema futuro.

O que fazer na utilização correta do freio de estacionamento do veículo deve-se

Primeiro, pare o veículo completamente. Só então engate a marcha (P no automático, ré ou primeira no manual). Aplique o freio de estacionamento puxando a alavanca com firmeza até sentir a resistência das molas internas, ou pressionando o pedal até o final nos sistemas eletrônicos. Se for alavanca manual, puxe cerca de três a cinco cliques. Não precisa estourar o esforço máximo. Dois cliques a mais do que o necessário já começam a forçar o mecanismo de trava. Nos carros com freio de estacionamento eletrônico, pressione o botão e aguarde o indicador no painel acender fixo. Se piscar, há algo errado no sistema. A maioria das pessoas não percebe isso e simplesmente ignora até a luz se apagar sozinha. Um detalhe que muitos esquecem: em ladeiras, sempre gire as rodas da frente na direção da guia. Se o carro tropeçar, ele vai rolar para o buraco da sarjeta, não para o meio da rua. Isso é básico, mas vi gente deixar o carro parado em rua íngreme com as rodas retas pelo menos três vezes no último ano.

O problema mais comum que encontrei na prática acontece com motoristas que estacionam em subidas e só dão ré para soltar. O correto é soltar o freio de mão antes de qualquer movimento. Nos veículos mais antigos, o cabo pode grudar por corrosão interna. Já peguei um carro em que o freio estava literalmente soldado pelo óxido: a alavanca subia, o indicador mostrava ativo, mas as rodas traseiras estavam livres. Gastei uns dez minutos com spray de penetração e água morna no cabo para resolver. Se seu carro tem mais de oito anos, vale dar uma olhada preventiva nos cabos uma vez por ano. Outro ponto que quase ninguém leva em conta é a relação entre o freio de estacionamento e o sistema ABS. O freio de mão mecânico não tem nenhuma conexão com o ABS. Ele simplesmente trava as rodas traseiras de forma bruta. Em pisos escorregados com neve ou chuva forte, usar o freio de estacionamento enquanto o carro está em movimento pode bloquear as rodas traseiras e fazer o traseiro sair de linha em menos de dois segundos. Isso não é teoria. Li a reportagem de um motorista que tentou frear numa descida molhada puxando o freio de mão e entrou numa cerca de madeira. O conserto ficou em quase três mil reais. Veículos com transmissão CVT merecem atenção especial. Alguns fabricantes, como Nissan e Honda, recomendam explicitamente não usar o freio de estacionamento para segurar o carro em rampas inclinadas por longos períodos. O cabo exercendo força constante sobre o tambor do freio traseiro pode comprimir o revestimento da sapata e alterar o ajuste ao longo dos meses. Se você estaciona todo dia em ladeira forte, o ideal é usar o freio de mão apenas como complemento, contando principalmente com a marcha P e o calço das rodas.

A Utilização Correta Do Freio De Estacionamento Do Veículo Deve-se ...
A Utilização Correta Do Freio De Estacionamento Do Veículo Deve-se ...

Ajuste fino: quando o freio não segura mais

Se você puxa a alavanca e ela sobe livremente quase até o topo, ou se o carro se move quando você solta o freio de pé em um piso plano, o sistema precisa de ajuste. Nos modelos mais antigos, há uma porca de ajuste embaixo do carro, junto ao cabo. Um catraca de meia volta resolve na maioria das vezes. Nos mais recentes, o ajuste é feito via software pela scanner em concessionárias, o que encarece o procedimento e torna a manutenção preventiva ainda mais importante. Para o dia a dia, a sequência mais segura é: pare completamente o veículo, mantenha o pé no freio, engate a marcha, solte suavemente o freio de pé sentindo o carro apoiar-se no estacionari o, e então dê o aporte final na alavanca ou no botão eletrônico. Esse método distribui a carga entre os componentes corretamente e evita sobrecarga no câmbio. O freio de estacionamento também tem um prazo de vida útil. Em média, os cabos duram entre cinco e sete anos em uso normal. Em regiões litorâneas ou com mucho sal de estrada no inverno, esse prazo cai para três ou quatro anos. Uma inspeção visual dos cabos, verificando se há ferrugem excessiva, revestimento rompido ou ajuste inadequado, pode evitar que você fique parado com o carro solto em algum lugar ruim. Vale o tempo.

Resumindo de forma prática: não forçe demais a alavanca, não confie exclusivamente no freio de mão em ladeiras muito íngremes, verifique o ajuste periodicamente e sempre gire as rodas conforme a inclinação da rua. Carro parado não entra em colisão sozinho, mas quando entra, geralmente é porque alguém achou que o freio de mão seguraria tudo sem precisar de mais cuidado.