Não Olhe Para Cima Resumo
Aviso antes de começar
"Não Olhe Para Cima" é um filme de ficção satírica dirigido por Adam McKay, lançado em 2021 na Netflix. O resumo aqui abaixo trata especificamente da obra de cinema, não de algum conceito técnico ou método. Se você estava procurando outra coisa, provavelmente veio no lugar errado. O longa acompanha as descobertas da astrofísica Kate Dibiasky (Jennifer Lawrence) e do professor Randall Mindy (Leonardo DiCaprio) quando detectam um cometa a caminho de colisão com a Terra. O que se segue não é um drama de sobrevivência tradicional, mas uma sátira sobre como a sociedade — e especialmente as elites — lidam com ameaças existenciais quando elas inconvenientes aos seus interesses imediatos.
não olhe para cima resumo completo
O cometa é batizado de "Theo" e tem aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro. A estimativa inicial indica impacto em seis meses. O governo americano, representado pelo vice-presidente Janie Orlean (Meryl Streep), reage com indiferença calculada porque ela está pré-campanha e não quer pânico eleitoral. A notícia vaza, vira meme, divide a opinião pública entre quem quer acreditar e quem prefere negar, e passa-se semanas em entretenimento superficial enquanto o tempo realmente escorre. A parte mais útil do filme, na minha leitura, é a primeira metade. A segunda meia hora entra num ritmo cada vez mais absurdo que alguns espectadores acham engraçado e outros acham exaustivo. O filme sabe disso. Provavelmente até ri disso. Repetidas vezes, recebo perguntas sobre o desfecho. A missão espacial "Literati", comandada pelo astronauta Brie Evans (Cate Blanchett), é sabotada politicamente e falha. O cometa se fragmenta em dois blocos. O menor atinge a Terra e causa destruição massiva, matando cerca de metade da população. O maior também impacta, encerrando a civilização moderna. Os personagens principais sobrevivem em algum lugar indefinido no hemisfério sul, o que o filme sugere ser sortudos demais para estar felizes com isso.
Tem uma cena em que um personagem diz "nenhuma quantidade de verdade é suficiente para vencer uma boa narrativa de mentira". Não é o tema central do filme, mas é aproximadamente isso. O filme funciona como satira política, não como estudo sériode astronomia ou ciências sociais. Um detalhe que muita gente ignora: o cometa se chama RY-142. "Theo" é um apelido inventado pela imprensa. Se você for assistir com atenção, repare que a equipe científica fala em "RY-142" até o momento em que o governo começa a manipular a narrativa. A troca de nome não é casual. É exatamente o ponto. O elenco coadjuvante inclui Rob Morgan, Jonah Hill, Mark Rylance, Cillian Murphy, Timothée Chalamet, Ron Perlman e Ariana Grande em papéis pequenos mas funcionais. A trilha sonora é de Nicholas Britell, com uma faixa original que toca nos créditos finais e que funciona como contraponto irônico ao que acabou de acontecer.

Se a sua intenção é usar o filme para discussionem sala de aula sobre comunicação científica, ele funciona bem. A parte ruim é que ele é deliberadamente unidirecional na crítica. Não dá diálogo genuíno ao outro lado; apenas mostra o outro lado como idiota. Isso é escolha artística, não defeito, mas é bom saber antes de apresentar. Disponível na Netflix desde 24 de dezembro de 2021. Duração aproximada de 2 horas e 18 minutos. Classificação indicativa varia por país, mas no Brasil é 16 anos.
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