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Nesse Contexto É Possível Determinar O Sujeito Da Ação Verbal

Nesse Contexto É Possível Determinar O Sujeito Da Ação Verbal

Como identificar o sujeito da ação verbal em diferentes construções

O sujeito é o ser que pratica, sofre ou sofre as consequências da ação expressa pelo verbo. Determiná-lo corretamente parece simples na teoria, mas na prática existem construções que enganam até quem já lê bastante. Vou mostrar o passo a passo que uso, com os casos mais comuns e as armadilhas que vejo acontecer todo dia. A resposta curta é: depende do contexto. Nem sempre dá pra identificar o sujeito só pela forma do verbo. Às vezes o sujeito tá implícito, às vezes o verbo aparece numa construção impessoal e aí simplesmente não existe sujeito. O importante é saber analisar a frase sem pressa. Primeiro passo: localize o verbo principal. Depois faça a pergunta ao verbo. Se o verbo for "comeu", por exemplo, pergunte "quem comeu?" A resposta que vier é o sujeito. Parece óbvio, mas com frases longas e invertidas as pessoas se perdem fácil.

Vejo muita gente errando quando o verbo aparece antes do sujeito. "Choveram candidatos ontem" — aqui o sujeito é "candidatos", não "ontem". O verbo concorda com o sujeito, então "choveram" no plural já indica que o sujeito é plural. A ordem direta seria "Ontem choveram candidatos", mas o certo mesmo é "Choveram candidatos ontem" ou "Choveu candidato ontem", dependendo do que se quer dizer. Quando o sujeito é indeterminado, o verbo fica na terceira pessoa do plural sem nenhuma partícula apassivadora ou pronome relativo. Outro caso que causa confusão é a voz passiva. "O livro foi lido pelos alunos." O sujeito da ação verbal aqui é "os alunos", que é o agente da passiva. O sujeito paciente é "o livro". Muita gente confunde os dois. A dica prática é transformar a frase em ativa: "Os alunos leram o livro." Assim fica mais claro quem pratica a ação. Nas orações com pronome relativo, como "Aquele que chegou tarde ficou para trás", o sujeito é "aquele que chegou tarde". O verbo "ficou" concorda com "aquele", que é o núcleo do sujeito. A construção pode parecer complicada, mas a regra de concordância vale sempre.

Existem verbos que não admitem sujeito. Os chamados impessoais, como "haver" no sentido de existir e "fazermos" indicando tempo decorrido. "Havia muitos problemas" — não tem sujeito. "Faz três anos que não o vejo" — também não tem sujeito. Nesses casos, o verbo fica na terceira pessoa do singular e pronto. Não adianta tentar encontrar um sujeito onde não existe. Uma dificuldade bem comum aparece com sujeito oracional. "Ser bom estudar todos os dias" — o sujeito aqui é a oração inteira "estudar todos os dias". O verbo "ser" fica no singular porque o sujeito é uma ideia abstrata, uma oração substantiva. Eu já perdi tempo achando que "ser" deveria concordar com "estudar", mas não é assim que funciona. Outro ponto que as pessoas negligenciam é a diferença entre sujeito simples e composto. Sujeito simples tem apenas um núcleo: "Maria cantou." Sujeito composto tem dois ou mais núcleos: "Maria e João cantaram." A concordância verbal muda de acordo. Com sujeito composto anteposto ao verbo, o verbo vai para o plural. Com sujeito composto posposto, o verbo pode ficar no singular ou no plural, ambos são aceitos: "Cantou Maria e João" ou "Cantaram Maria e João."

Nesse Contexto é Possível Determinar O Sujeito Da Ação Verbal - RETOEDU
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Quando o sujeito é formado por expressões partitivas como "a maioria de", "grande parte de", "uma porção de", a concordância pode variar. "A maioria dos alunos chegou" ou "A maioria dos alunos chegaram" — ambas estão corretas. O mais seguro é concordar com o núcleo "maioria", que é singular, mas o plural também é válido quando se quer dar ênfase aos alunos. Um caso específico que encontrei recentemente envolvia uma frase como "Existem pessoas que não acreditam em nada." Alguns corretores automáticos marcavam isso como erro, sugerindo "existe" no singular. A frase está correta no plural porque o sujeito é "pessoas", e "existem" concorda com ele. Ferramentas de correção automática ainda têm dificuldade com essas construções, então é melhor sempre revisar manualmente. Resumindo: encontre o verbo, pergunte ao verbo, verifique a concordância. Se o verbo for impessoal, não há sujeito. Se houver sujeito, ele pode estar explícito ou implícito. Preste atenção à ordem dos termos e às construções especiais. Com prática, a identificação fica mais rápida e menos sujeita a erros.